Parecia um conto de fadas, um sonho. Estar em um carro com o
Victor, só que como casados, sei lá, parecia que eu estava totalmente
realizada. No caminho para o salão, comecei a chorar,não pude aguentar.
- Não chore pequena, estou aqui com você. - Falou o Victor me
abraçando logo depois das palavras. O abraço dele me confortava muito, eu me
sentia segura nos braços dele. Ele secou as minhas lágrimas e me deu um
beijo para eu me sentir melhor.
- Parece um sonho. - Falei pra ele, olhando no fundo dos seus olhos.
Meu sonho era casar também, mas eu jamais pensei em casar com um homem que eu
havia conhecido em um parque da cidade, que através de uma bolinha de cachorro
a gente iria se conhecer.
- Mas é um sonho sim, só que nós dois estamos fazendo acontecer. -
Falou ele fazendo carinhos em meu rosto. Em certos momentos ele era filosófico
também; as vezes eu ficava boquiaberta com tanta inteligência que ele tinha.
Ficamos abraçados até chegar o local da festa.
Não demoramos muito, até que chegamos no local. Todos os
convidados estavam sentados em suas mesas, todos eles nos aplaudiram quando
entramos no salão, nisso demos um beijo. Foi intenso. O Antônio e o Matheus
foram os nossos noivinhos e duas priminhas minhas fizeram pares com eles,
estavam tão lindinhos que dava vontade de morde-los. Os dois vieram em
minha direção, me dando um beijo no rosto.
Fomos cumprimentar todos os convidados da festa, eram tios,
primos, sobrinhos meus e também na parte do Victor, conhecidos nossos... Quando
eu vejo o seu Raimundo em uma mesa, sozinho.
- Olá queridos, felicidades pra vocês dois. - Disse ele nos
abraçando, mas tinha um olhar triste ao mesmo tempo.
- Oi Seu Raimundo, prazer ver o senhor aqui conosco - Falou o
Victor - A Dona Áurea não veio ?
- Ela não veio, mas está feliz por vocês dois estarem se casando.
Ela está vendo vocês lá de cima. Ela faleceu duas semanas atrás, mas eu vim por
que ela veio em um sonho pedindo para que eu viesse no casamento de vocês no
lugar dela. - Falou com os olhos brilhando. Não acreditei que ela havia
morrido. Era uma senhora que vivia com sorriso no rosto, forte, bem de saúde,
como morrer "de uma hora pra outra" ? O infarto que levou ela.
Seu Raimundo disse que estava feliz por nós dois e que também
estava pelo fato da música dos meninos estarem nas mais tocadas de São Paulo.
Eu e o Victor abrimos um sorriso na hora. Depois de cumprimentar todos, nós
dois fomos dançar a valsa. Quem tocou foi a própria banda dos meninos. Depois
da valsa, tocou uma música que nunca mais eu iria esquecer em minha vida.
- Está lembrado dessa música ? - Falou o Victor encostando o seu
rosto junto ao meu. Era a música que havia tocado no casamento da Mayara, como
que eu ia esquecer a música que, através dela, ele de declarou pra mim ?
- Impossível eu não me lembrar dela. - Disse sorrindo. Uma pequena
lágrima saiu do meu rosto.
Dançamos aquela música e no final, demos um beijo envolvente. Fui
trocar de vestido, por que iria acontecer o baile para todos dançarem. Coloquei
um vestido leve e solto pra mim me sentir a vontade. Dançamos a noite inteira,
os meninos da banda tocando e uma parte o Leo cantou no show.
Depois fomos para o apartamento, não seria a nossa Lua de Mel, o Victor queria fazer uma surpresa em questão disso. No quarto, ficamos abraçados por vários minutos, trocando palavras e carícias. Um dia que nunca mais iria sair da minha memória.
(...)
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