Com mais uma conquista, a música ficou tocando diversas
vezes na rádio da cidade. Era em primeiro lugar em todas as posições. Aí que a carreira deles começou a ganhar
forças; entrevistas em rádios da cidade e de outras regiões. No site os acessos
passavam de dez mil por dia. Vários e-mails, da região e de cidades de grande
importância. Estava corrida a vida
deles, bom, a minha também.
Três meses se
passaram, estava na semana do nosso casamento, obviamente eu estava nervosa. Outubro
havia chegado, uma semana antes do casamento, a filha da Mayara havia nascido.
Ana Clara, uma menininha linda. Não que eu era puxa saco dela, mas a Ana parecia muito com ela. Eu e o Victor
seríamos padrinhos dela.
Quinta feira de manhã, eu nervosa fui para o salão me arrumar. O Victor e eu não dormimos juntos no dia anterior, como a tal tradição que os noivos não poderiam se ver no dia do casamento e tal. Pro Victor não teve a tal “despedida de solteiro” por que ele mesmo não quis.
No salão, eu tinha aquele momento de rainha. Champanhe, morangos e entre outras coisas; Mayara e meu colega de fotografia estavam lá comigo, ela se arrumando também e o meu colega tirando fotos para o Making Off .
O Leonardo liga pra Mayara falando sobre os preparativos e tal e disse também que o Victor estava muito nervoso. Já estava de tarde, quase anoitecendo praticamente. Saí do salão e fui para casa da minha mãe colocar o vestido de noiva; minha mãe quando me viu arrumada, já começou a chorar, ela era uma mãe muito coruja sabe.
Vesti o meu vestido e
coloquei um pequeno véu na cabeça. Meu vestido era simples, mas todo com
pequenos brilhantes. Estava marcado para às sete e meia da noite, entrei no
carro e fomos para a igreja. Minhas mãos suavam de nervosa, bebi uma água para
me acalmar. Não demorou muito e chegamos na Igreja. Fiquei na porta com o meu
padrasto. Sim, meu padrasto. Meu pai, eu não queria que ele ao menos soubesse
que eu estaria me casando. Ele deixou a minha mãe quando ele descobriu que ela
estava grávida de mim. Sei que mesmo assim é o meu pai, mas não gostava dele,
pra mim ele não existia.
No que abriu a por da
igreja, vi todo mundo se levantando. Fui andando devagar com o ritmo da marcha nupcial. Vi o Victor no altar da
Igreja, quando ele me viu, deu um dos seus melhores sorrisos, ou até mesmo o
melhor sorriso que eu já havia visto na vida. No que eu andava um filme de nós
dois passava pela minha cabeça. O primeiro beijo, a primeira vez que a gente se
encontrou as nossas noites de amor...
No que chegamos perto um do outro, meu padrasto me deu um
beijo e me entregou pro Victor, depois ele me deu um beijo de alguns segundos
em minha testa. Depois olhei pra ele, escorreu uma lágrima de seus olhos e fomos
para o altar. Emocionava-me várias horas em que o Padre falava. Depois do nosso
sim, ele me deu o beijo de sempre, calmo, da forma que eu sempre gostava. Pegamos o carro e fomos para festa.
(...)
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