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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Capítulo 64 - Emoções

Quando eu entrei naquele palco pra ficar com a produção do programa, não acreditava no que estava vendo, várias pessoas ansiosas para ver os meninos no programa. Eu usava uma blusa escrito: " Vitor & Leo - Fotógrafa " nas costas, quando algumas pessoas me viram com a camiseta, algumas delas vieram falar comigo, dizendo que eram fãs da dupla, que gostavam muito das músicas e tal. Gostavam das músicas ? Sim, mesmo com uma música ter conquistado o Brasil inteiro, no site deles tinham músicas do CD, por isso que elas me disseram, e que gostaria que tivessem o CDs para elas. Logo depois, iria começar a gravação do programa, a platéia começou a gritar, nisso a Mônica entrou no palco e começou a gravação, e os meninos seriam a primeira atração do programa.

- Eles estão tendo o seu reconhecimento em território nacional, e a música deles estão conquistando o publico. Eles são do interior de Minas Gerais, mas atualmente moram na região de Campinas e eles nasceram para demonstrar o que realmente gostam de fazer: Música de verdade. Com vocês Vitor & Leo.

Aquilo foi só gritaria, quando os dois entraram no palco, um sorriso brotou dos lábios dos dois e imediatamente vi seus olhos brilharem. Começaram a cantar a música que eles estavam trabalhando, "Pra Mim Só Tem Você", estavam na boca de todo mundo, ver as pessoas cantando a música, foi uma emoção muito linda. Por um momento o Victor me achou na produção e deu uma piscadinha para mim. Eu tirando fotos deles e o orgulho tomando conta de mim; logo depois de cantarem, os dois não aguentaram, abraçaram um ao outro e com lágrimas nos olhos, eles agradeceram o público.

- Gente, isso foi incrível! foi a coisa mais linda que já vi aqui no programa, meninos bem vindos e parabéns pelo sucesso que vocês estão fazendo. - Falou  Mônica com um sorriso enorme no rosto.

- Nós somos gratos a isso. A gente faz isso por que nós gostamos de cantar e por que queremos agradar o público de uma forma que seja positiva e com uma energia especial. - Falou o Victor, filosófico como sempre.

Aí começaram a gritar: Lindo, Tesão, Bonito e Gostosão ...

- Meninas, tenham mais respeito aos rapazes, os dois são casados.

Logo depois dessa frase da mônica, o Victor olhou para mim dando risada.

- Estava ouvindo algumas faixas do CD de vocês, e percebi que vocês são muito românticos e as fotos do CD estão totalmente lindas, foram tiradas com ótima qualidade. - Disse a Mônica mostrando o disco para a câmera.

- O Victor é quem faz as músicas que estão aí, são 100% de nossa autoria, arranjos e a produção, são a gente que fez também e as fotos, foi a esposa do Victor que fez. - Falou o Leo apontando para mim depois.

Quando falou que o Victor era casado, as meninas da platéia ficaram tristes com a notícia. A Mônica elogiou o meu trabalho e eu agradeci; ela mandou eles cantarem mais uma música, a escolhida era "Do Outro Lado Do Rádio" e aconteceu a mesma coisa, as pessoas cantando a música e os meninos sem acreditar no que estava acontecendo. Logo depois a participação deles acabou e eu junto com eles, fomos para o camarim.

(...)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Capítulo 63 - Assédio

Sobre a safadeza do Victor, eu havia conversado isso com ele, não que eu não gostava, mas estava com muito "excesso" no que ele fazia. Pedi a ele que parasse de fazer um pouco menos, ele ficou um pouco chateado, mas uma hora ou outra ele tinha que perceber que eu não estava gostando. Para minha surpresa, a Patrícia estava conhecendo o Marcos, fiquei muito feliz com isso. Na festa do meu casamento, logo depois de tocar, o Marcos foi conversar com ela para fora do salão de festa; isso logo após dela ter pegado o buquê que eu havia jogado.

Duas semanas haviam se passado, pegamos o avião para o Rio de Janeiro, um dia antes da gravação fomos para lá, para conhecer a cidade e tal. No dia seguinte, era o dia da gravação e chegando na emissora, havia um tumulto na portaria, tínhamos pegado um táxi pra ir para lá, e o Daniel saiu para falar com o porteiro. Daniel era no novo assessor da dupla, e já havia trabalhado para outras duplas famosas do país, ele era mais confiável, ele havia conhecido o Leo, quando eu e o Victor estávamos na Lua de Mel. O Leo estava fazendo propaganda da dupla, mesmo os dois sendo empregados, cantando em um boteco, o Leo entregava folhetos para fazer a divulgação no lugar onde eles trabalhavam e um dia, ele entregou um folheto para o Daniel e ele foi conversar com o Leo sobre isso ...

Logo o Daniel voltou e veio falando para nós:

- Gente, saiam naturalmente. Meninos, esse pessoal todo aí, são pessoas que estão aqui para ver vocês.

Daniel pagou o táxi e saímos do carro. Eu com o Victor de mãos dadas e o Leo sozinho, a Tati quis sair da equipe para cuidar de seus filhos, quando os dois, bom eu também, saímos do carro foi uma gritaria que só vendo, o Daniel cercando a gente e impedindo que chegassem perto de nós. Com pouca dificuldade, passamos da portaria. Com o violão nas costas e com a minha câmera, Victor, eu e o Leo parecia um sonho estar dentro da emissora, logo que chegamos, fomos recebidos muito bem pelos seguranças e pelas pessoas que trabalhavam por lá. Levaram a gente para o camarim,ficamos conversando com a Mônica por lá e eu fiquei um pouco com eles lá e logo eu fui me misturar com a equipe do programa para tirar as fotos da participação deles por lá.

(...)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Capítulo 62 - Surpresas e Reconhecimento Nacional

Se eu disser que durou a noite inteira, acho que foi pouco. Depois do casamento, o Victor mudou muito, estava mais safado do que era antes. Dias antes da viagem, ele me agarrava com mais freqüência e nos shows, ele me olhava muitas vezes com olhares de desejos. Em nosso último dia que Lua de Mel, nós tínhamos passado quase o dia inteiro na praia e voltamos para o nosso quarto no hotel, resolvi tomar um banho para tirar a areia e o cansaço do corpo, o deixei assistindo TV na cama e fui ao banheiro. No que eu tirava minha roupa, ele apareceu por de trás de mim e ficava me olhando por inteira, pôde ver isso no espelho. Virei-me para ele e o já vi só de cueca, calmamente foi tirando a minha roupa e logo depois sua cueca. Levou-me para debaixo do chuveiro e dar banho em mim. Bom, não quero entrar em outros detalhes no que aconteceu logo depois.

Pois bem, depois de nossos três dias em Pernambuco, pegamos o avião e voltamos para casa. No aeroporto minha mãe e o Leo nos esperavam no desembarque, ficamos muito felizes em vê-los. O Leo falou que tinha uma surpresa para nós dois e que ele e minha mãe, a Dona Marisa, meu padrasto e o pai dos dois, já estavam se programando para arrumar isso para nós, desde quando nós dois anunciamos o nosso noivado. Pela pouca renda que os dois ganhavam nos barzinhos, não era aquela quantidade toda que um artista reconhecido pelo país ganhava, diria que menos da metade era que os dois já tinham dez mil ao todo, já era um bom começo para a carreira e que com o que eles ganhavam os dois não gastavam com bobagem. Meu casamento foi coisa simples, nada de luxo como é.

Como era o Leo que estava dirigindo, ele nos levou para uma casa desconhecida, em que eu e o Victor nunca havíamos visto na vida e era perto de onde era a minha casa. Lá fora, estavam o pai deles e o meu padrasto, descemos do carro e fomo de encontro deles e os cumprimentamos.

- Bem vindo ao lar de vocês – Falou o Leo batendo no ombro do Victor.

- Como assim Leo?

- Depois que vocês anunciaram o noivado, nós quatro decidimos dar algo pra vocês dois e que fosse útil para formar a família de vocês. – Ele disse com um sorriso imenso no rosto.

Não acreditava no que estava vendo e ouvindo, casa própria para nós dois construir a nossa família? Não poderia ser real, comecei a chorar de tanta felicidade, agradeci a todos por isso e fomos entrar na casa. Não era nem grande e nem pequena, tinha dois quartos, sala, cozinha, banheiro e um quintal, mas tudo grande e com bastante espaço. Móveis não tinham somente os presentes que havíamos ganhado em nosso casamento em cima da cama de casal nossa.

- Tem mais uma surpresa, mas essa vale mais pro meu irmãozinho. – Falou o Leo todo emocionado.

- Victor, nós dois fomos convidados para participar do programa da Mônica Gonçalves! – Era uma das apresentadoras mais importantes que a mídia tinha e a emissora que ela trabalhava, a mais vista do país e o estúdio do seu programa era no Rio de Janeiro. – A produção do programa dela, mandou um e-mail dizendo que a nossa música é uma das mais tocadas na região do Rio e nós somos muitos queridos lá no estado. Ela quer fazer um programa especial com a gente.

O Victor já estava espantado com a notícia da casa e agora com o programa, só faltava  ele passar mal. A gravação do programa estava prevista pra duas semanas e o Leo disse também que a rádio da cidade teve que fazer cópias do CD pra mandar pro RJ por que a maioria das pessoas queriam o CD para comprar.
 (...) 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Capítulo 61 - Coisas Inerentes


Desembarcamos por volta das dez da manhã, por morar no interior de São Paulo, o aeroporto mais perto que tinha era o de Campinas. Pegamos um táxi e pedimos para o motorista nos levar em um hotel bom, barato, que estivesse perto de festas típicas do estado e que fosse perto de uma praia. Bom, isso era o que a gente queria para nós, curtir Pernambuco a cada canto que fosse e ficar por uns três dias por lá. O Victor foi à frente com o motorista e eu no banco de trás com duas mochilas, já que as nossas malas estavam no porta-malas do carro. No que procurávamos um hotel, o Marcelo, quer era o motorista do táxi mostrava as belezas do estado para nós. Até que achamos uma, bom achamos não, o hotel que o Marcelo que achou por que era de um amigo dele, já que é de amigo... o preço saiu mais barato na diária. Ele nos entregou um cartão com o número do celular dele para que a gente ligasse no que a gente precisar.

O quarto acho que era duas vezes maior do que o nosso lá do interior e o Victor já estava com fogo,por de trás de mim,ele cochichou no meu ouvido, para o moço que nos mostrava o quarto não ouvir : - Tem bastante espaço pra gente se divertir.

Só olhei pra ele e dei risada. Depois de mostrar o quarto para nós, acompanhamos o moço até a porta, ele pegou as nossas malas que estavam pelo lado de fora e nos entregou. Depois de fechar a porta, o Victor me prensou nela, já fazendo cara de safado, olhei pra ele e disse:

- Já está com fogo em? – Ele apenas riu da minha cara.

- Você vai ver o fogo de noite. – Falou ele no meu ouvido. Eu sabia que ele gostava da coisa, mas não pra tanto também. Depois se aproximou de mim e me deu um beijo, não um simples beijo, mas “O BEIJO” mesmo, ele colou o seu corpo junto ao meu e com a mão na minha cintura, começou a levantar a minha blusa. Apenas parei de beijá-lo.

- Você disse que ia ser a noite, não disse?

- É que perto de você, eu não consigo ser Santo. – Falou olhando inteira para mim. Meu corpo havia mudado nos nossos tempos de namoro, comecei a fazer academia, não por causa dele, mas por mim mesma. Ele começou a fazer também, o Victor já tinha um pouco de músculos naturais, mas quando começou a fazer academia, ganhou mais massa, mas não ficou que nem aqueles homens todos os fortões e tal ele ficou com um corpo tipo, galã de novela.

- Então você nunca foi Santo pelo visto.

- Com você eu nunca vou ser. – Falou mordendo os lábios.

Demos outro beijo intenso, depois trocamos de roupa para ir a praia. Era perto do hotel, fomos a pé mesmo. Usava uma canga por baixo do biquíni e a parte de cima “a mostra”, já o Victor com a baby-look branca famosa dele e de cueca Box vermelha, ah, ver ele daquela forma me deixava louca.

Curtimos a praia até as quatorze e meia da tarde, até  que bateu a fome. Nós dois estávamos acostumados a comer tarde, por causa dos shows acabarem nas madrugadas e acordar tarde também. Almoçamos no restaurante do hotel, comidas típicas, e voltamos para o nosso quarto. Ficamos conversando com os nossos familiares pelo celular, assistimos TV; Na hora do almoço, ficamos sabendo que haveria uma festa de rua duas quadras depois do hotel onde a gente estava. Combinamos em ir nesta festa.

Já era a noite quando estávamos nos arrumando para ir, coloquei uma roupa leve e o Victor também. Era uma diversão quando chegamos lá, todo mundo alegre, sorrindo, feliz com comida, bebia e muito beijo na boca, bom, é o que falam sempre do pessoal do nordeste, que tem um fogo que não tem ninguém que segura. Estávamos dançando, beijando muito e curtindo bastante a nossa Lua de Mel, no meio de tudo isso, veio uma repórter cercando nós dois.

- Com licença, vimos que vocês dois são casados e estamos fazendo uma matéria sobre os casais já casados que curtem esses tipos de festas, vocês falam sobre o que relacionado isso? – Perguntou diretamente para mim.

- Eu acho o que vale no casamento é a confiança de cada um. Se eu casei com ele é por que eu confio muito. – Falei como se pra mim eu soubesse a muito tempo disso.

- Está certo e você? – Perguntou para o Victor.

- Eu concordo com ela, a confiança e o amor que um sente pelo outro tem que vir primeiro,por que não se escolhe o amor, o amor vem pra gente na hora certa e o que vier depois é só conseqüência. Por que o casamento em si, não é o grande barato.

- O que é então? – Ela fez uma cara de confusa na hora. Eu já estava acostumada com isso, cinco anos de convivência com o Victor, já sabia o que ele aprontava e o que ele queria dizer.

- As coisas inerentes. – Caímos todos os três na risada, mas que a repórter ficou um pouco sem graça, ela ficou.

- Vocês estão quanto tempo casados?

 - Faz sete dias hoje. – Falei pra repórter – Estamos curtindo a nossa Lua de Mel aqui, chegamos hoje.

- Olha só, felicidades ao casal e curtem bastante a Lua de Mel de vocês. Obrigada viu, tchau.

- Obrigado, tchau. – Falamos juntos.

Nem nisso o Victor era quieto. Curtimos mais um pouco a curtir a festa, quando resolvemos ir embora. Entramos no quarto, joguei a minha bolsinha na cama e comecei a tirar o meu sapato. O Victor havia ido ao banheiro. Fui até a mala guardar o sapato, quando o Victor me deu AQUELA pegada por de trás de mim. Assustei-me um pouco, mas havia gostado ao mesmo tempo, me virei para ele e me agarrou novamente.

- Acho que você não via à hora disso chegar não é ?  - Falei com cara de safada.

- Não mesmo.

E me beijou. Agarrou-me pelos meus cabelos e me agarrava pela cintura. Ele me jogou na cama, o Victor estava mais selvagem do que já era, parecia um leão indomável morrendo de fome. Beijando-me pelo pescoço e alisando a minha cintura, eu já estava sentindo o prazer. Comecei a tirar a sua camisa e logo depois, comecei arranhar as suas costas. O bom é que ele gostava de massagens nas costas, quando era mais nova, minha mãe tinha lá suas dores e era eu que fazia as massagens para ela. Ela me dizia que eu tinha uma mão boa pra massagem, o Victor dizia a mesma coisa. Depois de estar só com as minhas roupas íntimas, eu que “domei” ele, fiquei por de cima dele e comecei a beijar o seu corpo e com a mão comecei a tirar calça. Foi assim até ficarmos completamente nus e começarmos a fazer a festa.

 (...) 

Capítulo 60 - Noite de Humor


Nossa primeira noite, noite como casados... Em uma parte da madrugada perdi o sono, fiquei pensando no que havia acontecido, nos convidados, no baile, na valsa, o momento de jogar o buquê... Ah, este momento nunca vou esquecer-me de minha vida, um dos mais engraçados que eu já vivi, posso dizer. Patrícia, ah esta menina sempre foi uma sapeca. Nós duas éramos amigas de faculdade, diria que a minha segunda melhor amiga, o sonho dela era ter um namoro firme e poder casar um dia. Ela tivera vários namoros, queria que durasse por vários meses e anos, mas com pouco vinte e cinco anos, estava linda e solteira. Quem foi que pegou o buquê? Ela mesma, quando pegou até brinquei com ela: - Agora acho que vai não é Patrícia? Rsrs. Mas sempre torci por ela como ela torcia pra mim.

E meu irmão? Ah que saudades dele! Olha não é por que ele é o meu irmão, mas ele era um pecado também. Ele morava em Mato-Grosso com sua mulher e seus dois filhos. Eu era a irmã mais velha, mas ele às vezes falava como se fosse o meu pai. O Victor e ele se conheceram por poucas vezes, mas viraram grandes amigos de cara.

Levantei-me da cama e fui ao banheiro, logo que eu voltei, o Victor estava todo esparramado na cama, segurei a risada para não me expressar muito. Tipo, um cara dormindo, meio bêbado, só com uma cueca Box preta, com uma cama só pra ele, deitado de bruços! Não liguei, só fiquei vendo a cena dele num sono tão profundo, que era aqueles sonos de criança quando a mãe tem dó de acordar. Sentei-me numa poltrona ao lado da cama, com um roupão branco que estava vestindo e fiquei vendo ele dormir. A festa toda acabou às quatro e dez da manhã e na hora que eu perdi no sono já se passava das cinco e vinte da manhã. Fiquei mais um pouco pensativa e acabei pegando em um sonho.

Acordei depois das quatorze horas, acho que havia batido o meu recorde de acordar tarde. Me vi deitada na cama, pensei comigo: - Mas eu estava na poltrona, como que eu vim parar aqui ?

- Bom Dia minha linda – Falou o Victor saindo do banheiro. Estava com uma camisa baby-look branca. Ótima combinação pra quem estava usando uma cueca preta, rsrs.  Ele veio me dando um beijo na testa e logo depois nos meus lábios.

- Bom Dia Victor, dormiu bem ?

- Ah, dormi sim. Estava muito cansado.

- É percebi mesmo. Todo esparramado na cama não é ? Rsrs

- Então dormi sozinho esta noite?

- Quase, no meio da madrugada perdi o sono e fui ao banheiro, no que eu voltei, você tinha tomado conta da cama inteira. Só não te acordei por que você estava num sono tão bom, que eu fiquei com dó de te acordar.

Ficamos conversando mais um pouco, até resolvermos ir comer o nosso “almoço da manhã”. No almoço, o Victor comentou comigo sobre a nossa Lua de Mel, que ele iria me fazer uma surpresa sobre a escolha do local. Depois de alguns dias, voltamos a nossa rotina de trabalho, várias apresentações, nos bares e algumas apresentações em alguns festivais  da cidade. Músicas de quase todo o repertório tocando nas rádios... Era mais um sonho realizado. Depois de duas semanas, eu e o Victor fomos padrinhos da Ana Clara, era uma alegria para nós, ela iria completar quase um mês e era muito lindinha, com laços na cabeça....

Um dia após o batizado da Ana, eu e o Victor fomos para a nossa viagem de Lua de Mel. Pernambuco era o local, o Victor só me disse isso no aeroporto e poucos minutos antes do embarque.

(...) 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Capítulo 59 - A Festa


Parecia um conto de fadas, um sonho. Estar em um carro com o Victor, só que como casados, sei lá, parecia que eu estava totalmente realizada. No caminho para o salão, comecei a chorar,não pude aguentar.
                
- Não chore pequena, estou aqui com você. - Falou o Victor me abraçando logo depois das palavras. O abraço dele me confortava muito, eu me sentia segura nos braços dele. Ele secou as minhas lágrimas e me deu um  beijo para eu me sentir melhor.

- Parece um sonho. - Falei pra ele, olhando no fundo dos seus olhos. Meu sonho era casar também, mas eu jamais pensei em casar com um homem que eu havia conhecido em um parque da cidade, que através de uma bolinha de cachorro a gente iria se conhecer.

- Mas é um sonho sim, só que nós dois estamos fazendo acontecer. - Falou ele fazendo carinhos em meu rosto. Em certos momentos ele era filosófico também; as vezes eu ficava boquiaberta com tanta inteligência que ele tinha. Ficamos abraçados até chegar o local da festa.

Não demoramos muito, até que chegamos no local. Todos os convidados estavam sentados em suas mesas, todos eles nos aplaudiram quando entramos no salão, nisso demos um beijo. Foi intenso. O Antônio e o Matheus foram os nossos noivinhos e duas priminhas minhas fizeram pares com eles, estavam tão lindinhos que dava vontade de morde-los.  Os dois vieram em minha direção, me dando um beijo no rosto. 

Fomos cumprimentar todos os convidados da festa, eram tios, primos, sobrinhos meus e também na parte do Victor, conhecidos nossos... Quando eu vejo o seu Raimundo em uma mesa, sozinho. 

- Olá queridos, felicidades pra vocês dois. - Disse ele nos abraçando, mas tinha um olhar triste ao mesmo tempo. 

- Oi Seu Raimundo, prazer ver o senhor aqui conosco - Falou o Victor - A Dona Áurea não veio ? 
- Ela não veio, mas está feliz por vocês dois estarem se casando. Ela está vendo vocês lá de cima. Ela faleceu duas semanas atrás, mas eu vim por que ela veio em um sonho pedindo para que eu viesse no casamento de vocês no lugar dela. - Falou com os olhos brilhando. Não acreditei que ela havia morrido. Era uma senhora que vivia com sorriso no rosto, forte, bem de saúde, como morrer "de uma hora pra outra" ? O infarto que levou ela. 

Seu Raimundo disse que estava feliz por nós dois e que também estava pelo fato da música dos meninos estarem nas mais tocadas de São Paulo. Eu e o Victor abrimos um sorriso na hora. Depois de cumprimentar todos, nós dois fomos dançar a valsa. Quem tocou foi a própria banda dos meninos. Depois da valsa, tocou uma música que nunca mais eu iria esquecer em minha vida.

- Está lembrado dessa música ? - Falou o Victor encostando o seu rosto junto ao meu. Era a música que havia tocado no casamento da Mayara, como que eu ia esquecer a música que, através dela, ele de declarou pra mim ? 

- Impossível eu não me lembrar dela. - Disse sorrindo. Uma pequena lágrima saiu do meu rosto.

Dançamos aquela música e no final, demos um beijo envolvente. Fui trocar de vestido, por que iria acontecer o baile para todos dançarem. Coloquei um vestido leve e solto pra mim me sentir a vontade. Dançamos a noite inteira, os meninos da banda tocando e uma parte o Leo cantou no show.

Depois fomos para o apartamento, não seria a nossa Lua de Mel, o Victor queria fazer uma surpresa em questão disso. No quarto, ficamos abraçados por vários minutos, trocando palavras e carícias. Um dia que nunca mais iria sair da minha memória.

(...) 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Capítulo 58 - O Casamento


Com mais uma conquista, a música ficou tocando diversas vezes na rádio da cidade. Era em primeiro lugar em todas as posições.  Aí que a carreira deles começou a ganhar forças; entrevistas em rádios da cidade e de outras regiões. No site os acessos passavam de dez mil por dia. Vários e-mails, da região e de cidades de grande importância.  Estava corrida a vida deles, bom, a minha também.
 Três meses se passaram, estava na semana do nosso casamento, obviamente eu estava nervosa. Outubro havia chegado, uma semana antes do casamento, a filha da Mayara havia nascido. Ana Clara, uma menininha linda. Não que eu era puxa saco dela, mas  a Ana parecia muito com ela. Eu e o Victor seríamos padrinhos dela.

Quinta feira de manhã, eu nervosa fui para o salão me arrumar. O Victor e eu  não dormimos juntos no dia anterior, como a tal tradição que os noivos não poderiam se ver no dia do casamento e tal. Pro Victor não teve a tal “despedida de solteiro” por que ele mesmo não quis.
No salão, eu tinha aquele momento de rainha. Champanhe, morangos e entre outras coisas; Mayara e meu colega de fotografia estavam lá comigo, ela se arrumando também e o meu colega tirando fotos para o Making Off .

O Leonardo liga pra Mayara falando sobre os preparativos e tal e disse também que o Victor estava muito nervoso. Já estava de tarde, quase anoitecendo praticamente. Saí do salão e fui para casa da minha mãe colocar o vestido de noiva; minha mãe quando me viu arrumada, já começou a chorar, ela era uma mãe muito coruja sabe.

Vesti  o meu vestido e coloquei um pequeno véu na cabeça. Meu vestido era simples, mas todo com pequenos brilhantes. Estava marcado para às sete e meia da noite, entrei no carro e fomos para a igreja. Minhas mãos suavam de nervosa, bebi uma água para me acalmar. Não demorou muito e chegamos na Igreja. Fiquei na porta com o meu padrasto. Sim, meu padrasto. Meu pai, eu não queria que ele ao menos soubesse que eu estaria me casando. Ele deixou a minha mãe quando ele descobriu que ela estava grávida de mim. Sei que mesmo assim é o meu pai, mas não gostava dele, pra mim ele não existia.
No que abriu  a por da igreja, vi todo mundo se levantando. Fui andando devagar com o ritmo  da marcha nupcial. Vi o Victor no altar da Igreja, quando ele me viu, deu um dos seus melhores sorrisos, ou até mesmo o melhor sorriso que eu já havia visto na vida. No que eu andava um filme de nós dois passava pela minha cabeça. O primeiro beijo, a primeira vez que a gente se encontrou as nossas noites de amor...

No que chegamos perto um do outro, meu padrasto me deu um beijo e me entregou pro Victor, depois ele me deu um beijo de alguns segundos em minha testa. Depois olhei pra ele, escorreu uma lágrima de seus olhos e fomos para o altar. Emocionava-me várias horas em que o Padre falava. Depois do nosso sim, ele me deu o beijo de sempre, calmo, da forma que eu sempre gostava.  Pegamos o carro e fomos para festa.
 (...)

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