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domingo, 13 de janeiro de 2013

Capítulo 51 - O Sumiço

Logo depois, eles continuaram o show. O Victor não tirava os olhos de mim. Mais tarde o show acabou, todos aplaudiram os dois; eles vieram ao nosso encontro, e ficaram conversando comigo e com a Tati. Depois foram conversar com o dono do boteo, era o seu Raimundo.
No que eles ficavam conversando, o Victor me chamou para que eu ficasse junto a ele. Deixei a Tati acompanhada com o pessoal da banda e fui até lá com eles; cumprimentei o seu Raimundo e deixei eles continuarem a conversar. O Victor me segurando pela cintura.
- Todos daqui adoraram vocês. Quero que vocês fiquem a vontade, hoje vai ser por conta da casa. - Falou Raimundo todo feliz por aquilo, não só pelas pessoas estarem ali, mas pelos meninos que conseguiram agradar a todos.
- Que isso seu Raimundo, nós dois pagamos o senhor. - O Leo disse recusando a proposta.
- Não senhor, aceite como o cachê de vocês. - Disse ele batendo no ombro do Leo.
O boteco sevia comida também, era quase um restaurante, mas com a insistência do dono, eles acabaram aceitando. Nós fomos para o lugar onde eu estava, estavam todos lá, a Tati, os meninos da banda, a dupla, eu, mas faltava uma pessoa, o Alessandro. A gente procurava ele pra todo canto, mas não achamos. Resolvemos comer primeiro e depois procurá-lo.
Depois de jantar, arrumamos os instumentos e voltamos para o apartamento a pé, já que o Alessandro havia sumido e por que ele não atendia o telefone. Chegando lá, ficamos na recepção pra ver se ele estava por lá, mas nada dele. O Marcos, o Victor e o Leo resolveram procurar por ele. Os dois ficaram por lá mesmo pra ver alguma coisa e o Marcos foi no quarto dele. Sem sucesso com os meninos.
Mas logo depois o Marcos veio correndo.
- Gente, o Alessandro foi embora . - Falou o Marcos tentando recuperar o fôlego.  Todos ficaram assustados com aquilo.
- Você tem certeza disso ? - Eu disse.
- Tenho sim Letícia, a porta do quarto estava meio aberta e eu entrei pra ver se ele estava lá, mas nenhuma das coisas dele estava no quarto.
- Gente, o Alessandro deu um golpe na gente. - Falei pra todos.
 - Não pode ser, eu confiava nele. Estava três meses trabalhando comigo e deixa eu e meu irmão assim do nada ? - Falou o Leo todo triste. A Tati ficou ao lado dele para consolá-lo. O Victor só se sentou no braço do sofá e eu fiquei ao lado dele para apoia-lo.
Os dois estavam  sem chão.
E agora ? o apartamento ? Os dois tinham pouco dinheiro para sustentar oito pessoas.
A Tati foi falar com a recepcionista sobre a hospedagem nossa, ele havia removido a hospedagem nossa de lá. Pronto. A gente ia dormir aonde ?
Saimos de lá todos de cabeça baixa. O Victor começou a chorar, deitei a cabeça dele no meu ombro e disse para ele se acalmar por que tudo aquilo teria uma solução.
A gente fazia o caminho de volta., pensava comigo mesma: Como que um homem, "todo poderoso" faz isso com duas pessoas que estão tentando subir na vida, tentando arrumar um emprego bom para se ajudarem e ajudar seus familiares ? Ele não tinha coração não ?
No caminho, nós encontramos o seu Raimundo, que já havia fechado o boteco.
- Que tristeza são essas queridos ? - Falou ele com toda a alegria do mundo.
- Ah seu Raimundo, o assessor deles deixou ele na mão de foi embora, e agora a gente não tem onde ficar.- Falei em nome de todos; os meninos não teriam vozes para explicar a situação, a banda não tinha culpa de nada e a Tati consolava o Leo também. - E ele não atende o celular e deixou a gente sem moradia.
- Nossa, mas que pessoa mais sem noção. - Raimundo disse. - Voltam lá para o apartamento que eu vou pagar tudo pra vocês.
Todos sorriam, seu Raimundo nem esperou a resposta nossa e foi "empurrando" a gente novamente para o local. Ele fez tudo, pagou os quartos e disse que pagaria o tempo que fosse pra gente arrumasse um lugar melhor.
Voltamos para os nossos quartos. O Victor não acreditava no que havia acontecido. Ele estava com a mão na cabeça, para consolá-lo, o abracei por de trás e pedi para que ele se acalmasse.
Pegou o celular e ligou para o Leo
- Leo, a gente precisa conversar amanhã.
(...)

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