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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capítulo 57 - O Reconhecimento


Por várias semanas repetimos a mesma rotina que todos nós fazíamos sempre em São Paulo, entregando folhetos, tocando nos barzinhos da cidade... Na nossa cidade havia uma rádio, os meninos conversaram com o dono de lá pra ver se poderiam gravar um CD, por que nas apresentações deles, várias pessoas perguntavam se eles tinham CD gravado por que elas queriam comprar.  O dono da rádio havia aceitado a proposta;  então, no dia da gravação, eu não fui como fotógrafa, mas sim como acompanhante do Victor. Ele sempre queria eu ficasse junto a ele em qualquer situação profissional. No primeiro dia foi os ensaios e as produções de arranjos novos e no outro dia foi a gravação do CD, diria que foi  um pouco mais especial do que nas apresentações, também, era o primeiro CD que eles estavam gravando. Depois que alguns dias a rádio mandou várias cópias do CD pra gente. A capa do CD, foi uma das fotos que eu havia tirado no ensaio que eles haviam feio para colocar no site; quem ouviu primeiramente foi os familiares deles é claro, Dona Marisa se enchia de orgulho em ver seus dois filhos homens se realizando profissionalmente.

Em uma das apresentações deles, nos intervalos, eles iam em mesa em mesa divulgar o CD. A rádio havia feito apenas cinqüenta cópias do disco, em uma única apresentação eles venderam todos os discos. Foi uma surpresa para todos nós, mas logicamente todos ficaram felizes com o acontecido. No outro dia o Leo foi falar com o proprietário da rádio para fazer novas cópias do CD. Em um dia normal estava eu e o Victor no nosso quarto no apartamento, estávamos arrumando o quarto, quando eu resolvi ligar o rádio para ouvir algumas músicas para eu me animar na hora da arrumação. Depois de algumas canções o Aguinaldo, o locutor da rádio disse:

- Então pessoal, vamos ouvir agora a música que é mais pedida aqui na rádio. O impressionante é que ela nunca foi tocada em algum lugar se quer e esses dois meninos, que são os autores da canção, são conhecidos em alguns barzinhos da cidade. – Na cidade havia outras duplas que passavam noites em botecos e bares cantando, então a “concorrência” em ter um bom lugar para se tocar na noite, era um pouco grande. – Então com vocês, a dupla Vitor & Leo com a música “Pra Mim Só Tem Você”.

Olhei para o Victor e ele pra mim. Meus olhos se encheram de lágrimas de tanta felicidade e nós dois nos abraçamos.  Aquilo era mais do que uma realização, parecia que era um dever cumprido. Ficamos sentados ali na cama ouvindo a música tocar, vi o Victor chorando depois que a canção tocou; Do nada a campainha toca, fui abrir para ver quem era. Leo, com um sorriso lindo no rosto, o convidei  para entrar, mal entrou e já foi abraçando o Victor pela vitória que haviam conquistado.

(...)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Capítulo 56 - A Data


Para eu ficar mais feliz fiquei sabendo que a Flor já era mãe. Ela tinha dado quatro filhotes lindos.  Ficamos conversando mais um pouco com a Mayara e fomos pra casa da minha mãe. Ela havia se mudado pra antiga casa que eu morava, pois a família que estava morando lá, não estava pagando direito o aluguel e a imobiliária pediu para que procurassem outra moradia. Quem recebia o dinheiro era a minha mãe. Ela tinha me falado isso que havia se mudando, na ultima vez que a gente se falou.

Chegando lá, foi uma surpresa para a minha mãe, ela me abraçou bem forte em me ver que eu estava bem. Nós duas falávamos poucas vezes também. Nisso, o meu pai chegou do serviço abraçado com o Victor todo feliz. O abracei também. Conversamos sobre os três anos que ficamos lá e também falamos que a nossa vinda pra cá foi por causa do casamento que a gente iria marcar. Minha mãe ficou um pouco assustada com isso, sei que nós dois estávamos namorando quatro anos e casar logo assim? Mas não importava, eu amava o Victor, e ninguém me impediria de fazer isso, mas ela disse que eu já era dona do meu nariz e se o que a gente estava fazendo estava bem pra nós dois, estava bem pra ela. Verdade, eu tinha vinte e cinco anos e me virava muito bem e o Victor tinha vinte e oito e era muito resolvido no que fazia. Mas enfim, ela aceitou. Ficamos mais um pouco lá, e resolvemos ir embora pra arrumar apartamento pros músicos da banda.

Não era só pra eles, pra nós também. Decidimos morar com eles também. E ficou da mesma forma que aconteceu em São Paulo,  até nas moradias, o Marcos era nosso vizinho novamente.  Sei lá, mas parecia perseguição isso. Eu e o Victor fomos até uma igreja ver a data do nosso casório. Quando chegamos lá, o Victor preferiu rezar primeiro; o Victor não demonstrava, mas ele era muito religioso.

Depois fomos conversar com o Padre, ficamos lá uns vinte minutos e depois fomos embora. Já era quase de noite e voltamos para o nosso apartamento.  Foi um pouco difícil escolher a data, mas, escolhemos bem. Dia 18/10 era a data.
(...)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Capítulo 55 - As Novidades


No outro dia eles também não teriam show, então o Victor conversou com o Leo falando sobre o casamento. Conversou só à noite, por que ele havia saído com a Tati para um passeio. Na noite que eles conversaram, o Leo tinha aceitado a proposta e depois ia passar em porta em porta falando com os músicos. Eu claro fiquei toda feliz, agarrada no Victor, nós dois pareciam duas crianças. Mas aí a brincadeira acabou se prolongando para uma brincadeira mais quente. Nós dois não tínhamos mais tempo pra fazer esses tipos de coisas, às vezes a gente dava uma fugidinha escondida antes de ir para o trabalho. Sem prevenção? Bom, como era rapidinha, tinha nem tempo de pensar em camisinha, mas no dia seguinte eu já tomava as pílulas. Ter filhos a gente não pensava ainda, mas o Victor gostaria muito de ser pai, quem sabe depois da gente casar.  Dias depois, nós conseguimos passagens para voltar para a minha cidade. Lógico, foi com dinheiro que os meninos ganhavam e graças a Deus, o lucro deles havia aumentado bastante. Com a van que a gente havia comprado, eles conseguiram vender uma semana antes da viagem prevista. Fomos nos se despedir do seu Raimundo, que graças a ele a gente tinha moradia em São Paulo. Sei que era estranho pedir pra alguém que me ajudou também com isso, pra ir em meu casamento,mas eu fiz o convite pra ele e para sua mulher, a Dona Áurea. Ela nos dava apoio no que a gente precisava, principalmente para o Leo e o Victor. Disse que mandaria o convite depois.

 No dia da viagem, o Leo ligou para Dona Marisa falando que nós estávamos voltando para casa pra tentar a vida lá. Ela estava morando na casa do Victor, já que ele não queria nem vender e nem alugar a casa dele. No aeroporto, nós esperávamos o avião, eu e o Victor ficávamos trocando carícias um com o outro. O Marcos vendo a cena ficava um pouco incomodado. Eu e ele havíamos criado uma grande amizade, lá ele havia arrumado uma namorada, isso foi uma tranqüilidade pra mim, mas depois de um ano e meio de namoro eles terminaram e os olhares para mim, voltaram para mim.

Pegamos o avião, três horas de viagem.  No desembarque, estava o pai dos meninos lá com a Paula. A Dona Marisa e o seu Ronald, não estavam mais casados, um evitava um pouco o outro. Eles vieram nos abraçar e o pai dos meninos conheceu o pessoal da banda, ficou por ver que eles estavam ajudando os dois filhos dele com a profissão que haviam escolhido. Entramos no carro do pai deles e os meninos da banda pegaram um taxi. Fomos para a casa do Victor onde estava a mãe dele. Ela nos recebeu de braços abertos toda feliz com lágrimas nos olhos de saudade. Ficamos por lá algumas horas.

- Victor, quero matar a saudade de duas pessoas, quer ir comigo? – Perguntei pro pra ele.Ele aceitou e a gente se despediu de todos que estavam lá dizendo que a gente já voltava.

Pegamos o carro e fomos pra casa da Mayara. Quando cheguei lá, vi-a no jardim dela com uma barriga enorme. Desci do carro e já fui falando:

-É impressão minha, ou a moça está grávida? – Falei pra ela. Quando ela se virou, vi seus olhos se encherem de lágrimas. A gente se falava por celular poucas vezes e sobre a gravidez ela não havia me contado.

- Letííííciaaaaa !!!!! – Ela veio em minha direção abrindo os braços para me abraçar.

O Victor ficou encostado na porta do carro vendo a cena todo sorridente.

- Mana, que saudades.

- Eu também estava mana, também estava. Mas menina, que barriga é esta? – Disse com lágrimas nos olhos.

- Rsrs, ah estou grávida de seis meses. Queria fazer surpresa por telefone quando você pudesse me ligar, mas como você está aqui...

- Awn, mais linda grávida, parabéns.

- Rsrs, obrigada. Oi Victor.

O Victor se aproximou e a veio abraçando ela dando os parabéns. Ela nos convidou para entrar e já foi falando que o Leonardo não estava lá por que estava no trabalho. A gente ficou conversando na sala.

- Eu estou vendo de mais, ou vocês dois vão casar? – Curiosa como sempre, uma coisa que ela não havia mudado.

- É sim, a gente vai casar. Voltamos para cá por que nós queremos casar aqui pra ser mais fácil. Queria contar a novidade pra você, mas a falta de tempo não deu.

- Ah, tudo bem mana.

Ficamos horas e horas conversando. A Mayara estava grávida e uma menina e ainda não havia escolhido o nome.

- Tem alguém que está morrendo de saudades de você. – Falou ela.

- Suspeito quem seja. Pode me levar ela até lá ?

- Claro, vamos.

Fomos para o quintal e no que eu vi a Flor, ela veio correndo em minha direção e pulou em meu colo. Ela me derrubou no chão e ficou me lambendo a cara. Fiquei fazendo vários carinhos nela, quando ela viu o Victor, saiu correndo em direção a ele também.

(...)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Capítulo 54 - Casamento


Dias se passaram, fazendo shows por São Paulo, era quase diários. De quarta a domingo, ou até as vezes de terça a domingo. A renda havia aumentado, nós estávamos conseguindo pagar o apartamento, nós que eu dizia era eu, o Victor, Leo e a Tati. Os músicos como eram empregados, a gente pagava pra eles. A van que o seu Raimundo havia arrumado para a gente, nós havíamos juntado um dinheirinho pra poder comprar uma, um pouco menor do que a gente usava, então nós deixamos o seu Raimundo livre de “despesas” para nos ajudar.

Anos se passaram, dois, três anos fazendo a mesma rotina de sempre, entregando folhetos para as pessoas, shows em barzinhos e botecos, público cantando músicas do Victor, que antes eles não faziam isso e casas de shows cada vez mais lotadas. O site deles tinha quase mil visitas por dia, mas eles não eram reconhecidos nas rádios e nem canais de TV, eles cantavam por que gostavam de fazer e ver as pessoas cantando as músicas deles,já era um sonho realizado.

Num dia qualquer outro, estava eu e o Victor em uma pracinha de São Paulo, tendo os nossos momentos como casais e tendo um pouco de paz para tranqüilizar a vida corrida nossa.De repente o Victor fala pra mim :

- Olha, sei que  gente está quatro anos noivos e estava pensando em marcar a data do nosso casamento, o que você acha ? – Eu sabia que a gente estava a muito tempo noivos, e eu nem cobrava isso dele, pelo tempo corrido, dava nem tempo da gente pensar nisso.

- Bom Victor, você sabe o quanto isso é especial para nós e você sabe também que eu nunca cobrei isso de você, se você acha que está preparado para isso, vamos marcar sim. Mas onde vai ser ? Temos que ver o lugar do casório primeiro para marcar a data. – Tipo, casar em São Paulo não era uma má idéia mas o problema era como que os convidados viriam .

-  Bom isso é verdade, mas quero que você escolha o local.

- Ai amor, quer me deixar mais confusa ainda é ? Bom, São Paulo não é uma má idéia, mas vai ser ruim pros convidados viajarem para cá. Pensei na nossa cidade mesmo, na minha terrinha.

- Bom se isso pra você vai te deixar feliz eu aceito também. Vou conversar com o Leo sobre isso e dizer pra ele se a gente pode voltar pra lá, por que lá também tem bastante casa de shows e botecos e a gente poderia fazer o que faz aqui, entregar folhetos e as outras coisas .

- Tudo bem.

Já estava decidido o local do casamento, na minha cidade. Comecei a torcer para que o Leo aceitasse a proposta do Victor.
Eu e ele passamos o resto da tarde juntos, já que naquele dia mesmo, eles não teriam algum show.

(...)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Capítulo 53 - Casa Cheia

E os dias se passaram, o pessoal todo da banda, eu e a Tati entregava folhetos fazendo propaganda deles. E por falar em banda, o baterista havia saído, violões, acordeon, contra-baixo e duas vozes eram também lindas, ele não quis dizer o motivo, mas saiu.
Eu trabalhava muito tirando foto deles, por eles morarem em apartamento, algumas pessoas sabiam que eles cantavam na noite no barzinho do seu Raimundo, então, quando via eles na rua, eu tinha que fotografa-los.
A Paula e a Dona Marisa vieram com o Matheus e o Antonio para São Paulo pra passar alguns dias conosco e também para que as crianças matassem a saudade da Tati e do Leo. Elas ficaram poucos dias lá, mas a Paula trouxe os folhetos para a gente divulgar para as pessoas.
Dias se passaram, bom, meses também. Todos divulgavam o show dos meninos, a gente passava quase o dia inteiro entregando folhetos pras pessoas na rua e em bares que tinham possibilidades de ter artistas tocando por lá. Os meninos também entregavam, não tinha vergonha de se disfarçarem.
Alguns dias se passaram, e várias pessoas ligavam para os meninos pedindo shows nos barzinhos e botecos que tinham. As vezes quando cantavam, tinha várias pessoas por lá. Todos aplaudiam eles. Era uma mistura de música e ritimos que todos gostavam, que pediam um "bis" para cantar novamente.
Um dia normal como todos dos outros, eles foram convidados para tocar em um bar, mas não era um simples bar, era AQUELE bar. Muito chique mesmo. E fomos para lá e quando chegamos, tinha uma fila enorme de pessoas esperando o bar abrir. Era grande o local, levamos os equipamentos para dentro; no que a gente arrumava,  o dono do bar veio pra falar conosco.
- Essa fila toda é sempre assim pra entrar no bar ? - Perguntei. Como sou curiosa, não pôde passar dispercebido. Como o bar era grande e bastante conhecido na região, fiquei impressionada com a "multidão"
- Não, apesar do local ser famoso aqui, Graças a Deus, nunca teve este público grande. Eles vieram para ver o show deles. - Apontando para os meninos, o dono do bar falou todo feliz.
O Leo olhou pro Victor e o Victor pro Leo, eles pararam de arrumar as caixas de som e um deu um sorriso para o outro.
Agradeci o dono e fui ao encontro deles, abaixei para falar com eles, mas num disse nada, só pelo brilho dos olhos de cada um dizia tudo. Ajudei eles com as coisas.
De repente, a porta do bar se abre, aquela "população" entrando no bar e enchendo o local,  me deixou um pouco orgulhosa pelo nossos esforços para fazer o sucesso deles serem reconhecidos.
A casa lotada e tinha gente lá pra fora querendo entrar, mas não tinha nenhum espaço.
Dei um beijo de boa sorte no Victor e um abraço do Leo, e fui fazer a minha parte, fotografar os melhores momentos.
Todos amavam cada vez que os meninos cantavam músicas do passado e riam muito com as graças que o Victor fazia.
Todos queriam tirar fotos com eles, não estava previsto isso em nossos planos na noite, mas os meninos aceitaram numa boa. Fizeram um sorteio pro máximo trinta e cinco pessoas tirarem fotos com eles e eu dizia que estaria no site deles depois. Eu passava o endereço do site pra todos depois q eu fotografava.
Acabou o show, jantamos e o bono do bar pagou os meninos, foi o cachê mais alto que eles haviam recebido.
Voltamos para o apartamento, voltamos em uma van que o Seu Raimundo arrumou pra gente. Ele era tão bondoso que tinha festo este favor pra gente.
(...)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Capítulo 52 - Decisão


Depois de ligar para o Leo, o Victor se levantou e jogou o celular em cima da cama, ficou na porta do banheiro apoiando o braço no batente da porta e de cabeça baixa. Vi aquela cena dele todo triste, só me levantei e fui abraçá-lo. Abracei ele por de trás.
- Vai ficar tudo bem, as coisas vão se resolver com o tempo. – Falei para ele encostando a minha cabeça em suas costas.

- Não é por mim que estou assim, é pelo Leo. Cara, três meses enganando ele e ele batalhando tentando sustentar a mulher e dois filhos. Não me conformo. – Depois de suas palavras, fiquei na frente dele, pedi que ele olhasse em meus olhos e fazia carinhos em seu rosto.

- O Leo vai superar essa fase, a Tati está lá pra ajudar ele neste momento. Vai ficar tudo bem. Tome um banho,  vai se sentir melhor.

- Virou psicóloga agora é ? Rsrs. – Me dando um beijo logo depois.

- Aprendi com a sua irmã. – Pisquei para ele.

Fiquei vendo as fotos do show que havia tirado, mas logo parei vendo a aliança que o Victor havia colocado em meu dedo. Só queria ver a reação dos meus familiares e amigos em saber que eu estava noiva, não que eles não aceitavam o meu namoro com o Victor, mas sim achar que isso é muito cedo pra nós dois. Muita gente dizia que eu e ele éramos feitos um para o outro, que éramos um casal perfeito, e por ai ia. Eu achava sim que eu e ele combinávamos muito, eu aprendia coisas com ele e ele a mim, mas pra mim isso chegaria ao ponto que os comentários das pessoas acharem muito cedo pra gente casar, iria me afetar, mas deixei de lado. O Victor sempre dizia pra esquecer o que as pessoas falavam  a respeito a mim, porque isso não iria mudar a minha vida, então fiz isso, a partir dali eu iria ignorar os comentários sobre quem acharia que era muito cedo para gente casar.

O Victor saiu do banho e já foi me agradecendo por eu ter mandando ele ter feito aquilo, por que fez um bem pra ele . Depois foi eu. Tomei para tirar o cansaço que estava em mim. Sai do banheiro, o Victor já estava dormindo. Fiquei olhando pra ele um bom tempo, finalmente fui dormir, deitei lentamente na cama para não acordá-lo.

Quando acordei os raios de sol batiam em meu rosto, parecia que eu só tinha acabado de fechar os olhos.
O Victor estava me abraçando, a mão direita dele estava sobre a minha, fiquei vendo as nossas alianças e pensei comigo: - Poxa cara, eu vou casar.

Já se passava das dez da manhã, quando tocou a campainha do quarto. Levantei-me cuidadosamente para não acordar o Victor, e fui ver quem era. Era o serviço de quarto, trazendo o café. O Victor acordou com a voz do moço que trouxe, ele falava um pouco alto. Até emburrado o Victor era lindo. Dei um beijo de bom dia e comecei a rir da cara dele.

Tomamos o café, trocamos de roupa e saímos do quarto, no que a gente saiu, o Marcos estava fechando a porta de seu quarto também. Fomos para a recepção, o Marcos foi procurar um dos integrantes da banda, nisso o Leo apareceu com a Tati. Nos cumprimentamos e o Leo convidou o Victor para sair pra eles conversarem sobre o futuro deles.  Os dois saíram e eu convidei a Tati pra ir no meu quarto por que eu iria passar as fotos do show pra Paula postar no site deles.

Enviei as fotos e nós duas ficamos conversando um pouco, quando o Victor mandou uma mensagem no meu celular dizendo que era pra gente encontrar ele na pracinha que tinha perto do apartamento.

Fui com a Tati até lá, quando chegamos estavam o pessoal da banda  estavam lá também.
- Gente, já que está todo mundo aqui, eu e o Leo viemos dizer o que a gente pensou em fazer. Bem, decidimos que daqui pra frente, quem vai arrumar shows pra nós vai ser eu e o Leo. Se vierem alguém falar com vocês, vendo que são músicos ou trabalham como fotógrafos,  falando que está precisando de alguém para tocar em algum lugar, primeiramente nós temos que ver o local se vai ser adequado para nossos equipamentos e aí sim aceitaremos fazer o show. Conversei com a irmã nossa, e ela disse que vai fazer propagandas nossas em folhetos para distribuirmos para as pessoas. Ela que teve esta idéia.
Já vou dizendo que isso não são regras, mas é a maneira mais fácil para não acontecer novamente. – Falou o Victor. Parecia aquelas pessoas que vão em locais para dar palestras.

Todos aceitaram e assim seria daqui pra frente.

(...)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Capítulo 51 - O Sumiço

Logo depois, eles continuaram o show. O Victor não tirava os olhos de mim. Mais tarde o show acabou, todos aplaudiram os dois; eles vieram ao nosso encontro, e ficaram conversando comigo e com a Tati. Depois foram conversar com o dono do boteo, era o seu Raimundo.
No que eles ficavam conversando, o Victor me chamou para que eu ficasse junto a ele. Deixei a Tati acompanhada com o pessoal da banda e fui até lá com eles; cumprimentei o seu Raimundo e deixei eles continuarem a conversar. O Victor me segurando pela cintura.
- Todos daqui adoraram vocês. Quero que vocês fiquem a vontade, hoje vai ser por conta da casa. - Falou Raimundo todo feliz por aquilo, não só pelas pessoas estarem ali, mas pelos meninos que conseguiram agradar a todos.
- Que isso seu Raimundo, nós dois pagamos o senhor. - O Leo disse recusando a proposta.
- Não senhor, aceite como o cachê de vocês. - Disse ele batendo no ombro do Leo.
O boteco sevia comida também, era quase um restaurante, mas com a insistência do dono, eles acabaram aceitando. Nós fomos para o lugar onde eu estava, estavam todos lá, a Tati, os meninos da banda, a dupla, eu, mas faltava uma pessoa, o Alessandro. A gente procurava ele pra todo canto, mas não achamos. Resolvemos comer primeiro e depois procurá-lo.
Depois de jantar, arrumamos os instumentos e voltamos para o apartamento a pé, já que o Alessandro havia sumido e por que ele não atendia o telefone. Chegando lá, ficamos na recepção pra ver se ele estava por lá, mas nada dele. O Marcos, o Victor e o Leo resolveram procurar por ele. Os dois ficaram por lá mesmo pra ver alguma coisa e o Marcos foi no quarto dele. Sem sucesso com os meninos.
Mas logo depois o Marcos veio correndo.
- Gente, o Alessandro foi embora . - Falou o Marcos tentando recuperar o fôlego.  Todos ficaram assustados com aquilo.
- Você tem certeza disso ? - Eu disse.
- Tenho sim Letícia, a porta do quarto estava meio aberta e eu entrei pra ver se ele estava lá, mas nenhuma das coisas dele estava no quarto.
- Gente, o Alessandro deu um golpe na gente. - Falei pra todos.
 - Não pode ser, eu confiava nele. Estava três meses trabalhando comigo e deixa eu e meu irmão assim do nada ? - Falou o Leo todo triste. A Tati ficou ao lado dele para consolá-lo. O Victor só se sentou no braço do sofá e eu fiquei ao lado dele para apoia-lo.
Os dois estavam  sem chão.
E agora ? o apartamento ? Os dois tinham pouco dinheiro para sustentar oito pessoas.
A Tati foi falar com a recepcionista sobre a hospedagem nossa, ele havia removido a hospedagem nossa de lá. Pronto. A gente ia dormir aonde ?
Saimos de lá todos de cabeça baixa. O Victor começou a chorar, deitei a cabeça dele no meu ombro e disse para ele se acalmar por que tudo aquilo teria uma solução.
A gente fazia o caminho de volta., pensava comigo mesma: Como que um homem, "todo poderoso" faz isso com duas pessoas que estão tentando subir na vida, tentando arrumar um emprego bom para se ajudarem e ajudar seus familiares ? Ele não tinha coração não ?
No caminho, nós encontramos o seu Raimundo, que já havia fechado o boteco.
- Que tristeza são essas queridos ? - Falou ele com toda a alegria do mundo.
- Ah seu Raimundo, o assessor deles deixou ele na mão de foi embora, e agora a gente não tem onde ficar.- Falei em nome de todos; os meninos não teriam vozes para explicar a situação, a banda não tinha culpa de nada e a Tati consolava o Leo também. - E ele não atende o celular e deixou a gente sem moradia.
- Nossa, mas que pessoa mais sem noção. - Raimundo disse. - Voltam lá para o apartamento que eu vou pagar tudo pra vocês.
Todos sorriam, seu Raimundo nem esperou a resposta nossa e foi "empurrando" a gente novamente para o local. Ele fez tudo, pagou os quartos e disse que pagaria o tempo que fosse pra gente arrumasse um lugar melhor.
Voltamos para os nossos quartos. O Victor não acreditava no que havia acontecido. Ele estava com a mão na cabeça, para consolá-lo, o abracei por de trás e pedi para que ele se acalmasse.
Pegou o celular e ligou para o Leo
- Leo, a gente precisa conversar amanhã.
(...)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Capítulo 50 - O Show


No outro dia foi assim também, ensaios e produção de novos arranjos.  O galpão não era muito grande, era mais para um salão de festas do que um galpão. No outro dia era a apresentação deles. O Alessandro nos levou para um boteco pequeno que tinha na cidade para ver com o dono se estava tudo certo e o local onde eles cantar e para colocar os instrumentos da banda. Não era muitos integrantes, era um acordeom, contra-baixo, violão e bateria. Tinha dois violões, um era o Marcos e o outro o Victor.

Chegando lá, era um lugar simples, mas bem arrumadinho. Conversamos com o dono do boteco. Ele não tinha aberto ainda o local, ele foi mais cedo para nos receber. Ficamos um bom tempo lá, e depois voltamos para o pequeno apartamento que a gente morava.

Passamos o resto do dia lá. No dia seguinte era o dia tão esperado.  Estávamos acordados, eu e o Victor estávamos no quarto, deitados na cama e falando sobre o assunto do show, até que ele tocou no assunto da surpresa que ele preparava para mim.

- Hoje , além de ser especial para mim, vai ser especial para você também. – Ele disse com um brilho nos olhos. Ele fazendo carinhos no meu rosto quando disse a frase. Cada dia ele estava mais romântico, me dava mais abraços carinhosos, beijos, selinhos, mexia no meu cabelo ... Ele era assim quando estava mais feliz com ele mesmo.

- Eu sei que vai, vindo de você, já é especial para mim. – Falei pra ele olhando nos seus olhos castanhos. Retribuí o carinho acariciando o rosto dele.

Ele me deu um beijo carinhoso. A gente se levantou e fomos trocar de roupa, nisso a campainha do quarto toca. Fui abrir para ver quem era, era o Leo com a Tatianna.

- Oi Leh, tudo bem ? – Falou a Tati me abraçando. A gente tinha virado grandes amigas, e ela me chamando daquela forma, me deixava feliz por ter uma amizade verdadeira com ela.
Logo depois cumprimentei o Leo e os convidei para entrar. Cumprimentaram o Victor e logo fomos conversar. Batemos um papo bom, até que uma hora o Victor puxa o Leo para o canto para conversar. Eu achei estranho aquilo, não liguei, mas logo o Victor veio falando:

- Meninas, a gente vai ter que precisar sair, vamos resolver uma coisa sobre o show de hoje e logo voltamos. – Depois de dizer, ele deu uma piscadinha pra gente. O Victor não era de fazer essas coisas, e a Tati falou na minha frente que esperava eles depois na recepção do apartamento.

O Victor acabou de se arrumar de desceu com o Leo para arrumar as coisas do show.
A Tati e eu ficamos conversando mais um pouco. Ela me ajudou a arrumar algumas coisas no quarto e depois descemos para esperar os meninos. Eles demoraram bastante, até que chegaram. O Leo vinha com uma sacola na mão, não dava pra ver o que era, mas ele disse que era um óculos de sol que ele havia comprado pra ele. Passamos o dia inteiro juntos.

Logo já era a noite, os meninos estavam tensos. A banda já estava no local do show e eles estavam se arrumando para a apresentação.  Eu fui junto com a banda, quando eles chegaram por lá, estavam um pouco lotado o local. O Victor me viu sentada em uma das mesas com a Tati e veio me cumprimentar.

- A sua surpresa vou fazer ainda hoje. – Falou no meu ouvido bem baixinho. Eu apenas sorri e dei um beijinho de boa sorte pra ele .

E assim começou a apresentação deles. Cantavam músicas deles e músicas de outros artistas que eles ouviam desde pequenos. E eu só tirando fotos e orgulhosa por ver quem eu mais amava na vida estar feliz pelo que estava fazendo.

No meio da apresentação o Victor pede a atenção de todos.
- Gostaria da atenção de todos aqui. Hoje faz um ano que eu tenho em minha vida uma mulher que me completa. Um ano que ela me faz mais feliz. Nós já passamos Natal e Ano Novo juntos, e isso me fez um bem incrível que vocês não tem idéia.  Hoje a gente completa um ano de namoro e venho aqui fazer um pedido especial para ela, - Ele foi tirando do bolso uma caixinha pequena e mostrou a todos , quando eu vi a caixa não acreditava no que estava vendo. -  eu sei que ela já aceitou e o pedido que eu fiz eu escrevi com o batom dela no espelho do banheiro onde eu morava. Letícia, quer casar comigo ?

Ele mostrou as alianças para mim. Eu disse aceito para ele. Eu estava na primeira fila de mesas que estava no local, ele estava sem o violão quando ele fez o discurso e veio em minha direção. Estava emocionada, quase chorando.  Ele tirou uma delas e a colocou no meu dedo e a beijou. Fiz o mesmo gesto do que ele, depois dei vários selinhos e um abraço nele.

O Victor voltou a se sentar  para continuar cantando. A Tati venho me dando parabéns pelo que nós dois havíamos conseguido e desejou felicidades para mim e para ele.

(...)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Capítulo 49 - Pegando Amizade

No carro indo para o restaurante, resolvi ligar para minha mãe pra falar que eu já havia chegado em São Paulo  e enquanto isso o Victor ficava vendo as fotos que eu havia tirado no ensaio. Minha mãe não pôde ir conosco ao aeroporto por que ela estava trabalhando. Conversei com ela um pouco até chegarmos no restaurante.

Chegando lá, o Alessandro foi ver a mesa pra gente, enquanto isso a Tati chegava logo depois. Ela tinha ido ver algumas lojas para as roupas dos meninos. Além da nutrição, ela iria cuidar disso também.

Depois de algum tempo, o Alessandro veio levando a gente para mesa. Sentamos todos juntos. O Marcos fez questão de sentar um pouco perto de mim, os olhares dele haviam parado após o beijo que o Victor me deu . Quando eu percebi que era isso que o deixava parar com os olhares, comecei a dar mais beijos no Victor.

Enquanto a gente esperava os nossos pedidos, a Mayara me ligou perguntando da viagem e o que a gente estava fazendo. Eu disse que estava tudo ótimo e que estava no ensaio da banda com eles tirando algumas fotos. Não foi só ensaio o que aconteceu lá no galpão, teve momentos que eles faziam arranjos para as novas músicas.

Ela adorou a novidade. Nos dispedimos e logo depois a comida chegou. A gente almoçou e depois de almoçar, ficamos esperando o Alessandro lá fora. Ele iria pagar a conta da gente. Nesses casos estava adorando trabalhar com a dupla. Rsrs.

Ficamos eu e o Victor conversando, quando o Marcelo chega pra conversar conoso. Pensei comigo: - Pronto estou feita agora, namorado de um lado e um adimirador meu do outro.
Ele veio falando do ensaio que eles haviam feito. Foi naquela hora que eu percebi que ele não queria estar perto de mim por ter me achado interessante, queria como amiga. Bom, eu pensei assim, a não ser que ele queria se aproximar de mim.

A gente conversava e via que não era por conversar, ele queria se aproximar de mim mesmo. Via isso nos olhares que ele dava pra mim quando nós dois conversava.
Nisso, o Alexandre veio para nos levar para o hotel, bom, na verdade não era um hotel, era um apartamento. Chegando lá, vi que ele seria o nosso viznho.
Já vi que ele não ficaria tão longe de mim assim.

(...)

Capítulo 48 - Os Olhares

Chegando no galpão, a banda já estava por lá esperando os dois. O Alessandro já foi dizendo pra mim depois de descer do carro:

- Letícia ainda bem que você veio, precisava mesmo que você viesse para tirar as fotos deles e da banda também. - No que ele falou isso, meu coração gelou. Ainda bem que eu havia levado a minha câmera junto comigo, bom na verdade eu sempre levava comigo. - É que eu quero "treinar" eles e a banda logo com isso já, causo venha alguma repercução na carreira deles.

- Ah, tudo bem. - Só disse isso depois que ele falava pra mim. Reparei que um dos integrantes da banda não parava de olhar para mim. Mesmo com o "patrão" dele, do meu lado, ele não parou de olhar, só agarrei o braço do Victor para ver que eu tinha alguém em minha vida.

Fomos onde estavam todo mundo. Cumprimentei todos da banda, quando cheguei perto do moço que ficava me olhando. Quando eu cheguei perto dele, parecia que ele estava encantado comigo. O cumprimentei e me disse o seu nome. Era Marcos. Ele também não era de se jogar fora, mas o meu coração tinha dono.

Logo depois eles começaram a ensaiar. E eu tirando foto deles e da banda. Cada música linda que o Victor fazia, não fazia a ideia que ele fazia músicas tão boas. Ele como professor antes, ele escondia o seu outro dom muito bem, mas depois de mostrou isso para mim e para o resto das pessoas, ele tinha que ser músico mesmo.

E nos ensaios o Victor sempre com um sorriso lindo no rosto. Via ele cantando e tocando, parecia que ele se entregava totalmente nas canções e na hora de tocar. Ele tinha nascido para ser músico.

O Marcos não parava de olhar pra mim, eu estava começando a ficar encomodada com isso. Não sabia o que fazer, mas eu tinha que ser paciente até na hora de acabar os ensaios.

Quando acabou, dei Graças a Deus por isso. Logo depois de terminar, o Victor veio na minha direção e veio me dando um beijo. Mas era aqueles beijos de cinema mesmo. Pensei comigo: - Que ótimo que ele está fazendo isso comigo.
O Marcos e a banda toda a gente já tinha se visto no aeroporto, mas o ele não estava assim quando me viu por lá.
Depois do ensaio, fomos almoçar em um restaurante próximo dali.

(...)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Capítulo 47 - Ensaio


Depois da gente ter feito amor, eu e o Victor ficamos abraçados um ao outro.Ele, como sempre, fazendo carinhos em mim.

- Daqui a dois dias, é o show que a gente vai fazer, e neste dia, que é especial para mim, quero fazer uma surpresa para você. – Disse o Victor todo sorridente olhando para mim. Ele tinha um brilho nos olhos quando falava sobre o show e quando falou da surpresa para mim, seus olhos brilhavam mais do que estrelas. O Victor tinha um olhar que encantava, além de ter um olhar sedutor e olhar de safado, era mais lindo quando ficava olhando para mim diretamente.
- Uma surpresa para mim ? – Falei um pouco assustada, por que além do Victor sempre ser carinhoso pra mim, ele fazia poucas surpresas. Algumas delas, eram flores e algumas composições que ele me mostrava. Certamente, era algo muito especial para mim, por que ele disse numa forma tão alegre e sério para mim, e quando fazia cara de sério, era sério mesmo.
- Sim, e espero que goste quando eu fazer. Vai ser ... Bom, se eu falar onde vai ser, eu vou contar a metade da surpresa. – Falou ele tirando sarro por que ele quase contou a surpresa.
-  Ai, meu bobo. – Disse sorrindo e dando dois selinhos nele.
Aí toca a campainha do quarto. – Quem é ? – Perguntou o Victor .
-  É o Leo .
- Ah, espera aí cara, vou demorar um pouquinho!
Vai ser trocando rápido por que ele não tem muita paciência. – Falou ele baixinho para mim.
O Victor acho que foi mais rápido do que o super-men na hora de se vestir. Eu estava terminando de colocar a blusa, quando o Victor foi abrir a porta. O Leo entrou no quarto e foi olhando para a cama desarrumada.
- Pô cara, já estreou o quarto muito bem em ? – Falou o Leo tirando um pouco de onda com a cara do Victor.
O Victor só olhou para mim.
- Ah Leo, tem que estrear as coisas bem não é ? - Falou ele com um pouco de vergonha. Nessas coisas mais íntimas nossas, ele era muito vergonhoso.
 - Numa parte você está certo. Bom, o Alessandro arrumou um lugar pra gente ensaiar com a banda, estão chamando a gente pra ir pra lá.

- Está ok Leo, vou me arrumar direito e já vou descer.
- Juízo os dois viu. - Falou o Leo olhando principalmente pra mim.

- Está bom Leo, a gente vai ter juízo. - Falei pra ele um pouco atrás do Victor.

Depois de fechar a porta, o Victor veio me agarrando e dizendo:

- Será que a gente tem juízo mesmo ?
- Bom, se a gente estiver safados um com o outro, a gente não tem não.

Dei um selinho nele, e descemos para a recepção. O Leo veio de encontro com a gente, e pegamos o carro para ir em um galpão para ver eles ensaiarem.

(...)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Capíulo 46 - São Paulo

Em dois dias eu fiquei ajudando o Victor e o irmão dele com as coisas novas da dupla, como banda, assessoria, sites...
Depois dessa "correria" tivemos que arrumar as nossas malas para morar em São Paulo. Antes de partir contei a novidade para Mayara, ela ficou triste por me ver partir e ir para longe da onde a gente morava, mas ficou feliz por me ver ajudar o Victor na nova carreira pro fissional dele.
Pedi que ela cuidasse da Flor por mim, já que eu havia colocado a minha casa para alugar.
Ela iria cuidar.
Com um abraço bem apertado nos dispedimos uma da outra, no mesmo instante o Victor chega de carro pera me pegar e levar a gente para o aeroporto. Minhas malas estavam dentro do carro.
Ele desceu para se despedir da Mayara.
Depois segimos para o carro dele para ir ao aeroporto, na hora de partir o Victor deu duas buzinadas.
Chegando lá o Leo já nos aguardava com a Tati no aeroporto, ela iria com a gente. Ela era nutricionista, então ajudaria na forma física dos dois. A mãe e a irmã também estavam lá, e o seu Ronald chegou pouco tempo depois, nos despedimos de cada um.
Pegamos o avião, eu, o Victor,  a Tati, o Leo, e as pessoas da banda e os assessores.
Seria oito horas de viagem.
Chegando lá, desembarcamos do avião, pegamos um táxi e fomos para o hotel onde o assessor deles haviam escolhido para a gente ficar.
Eu e o Victor ficamos no mesmo quarto.
Logo que entramos, o Victor me veio agarrando por de trás todo sorridente, dando beijos no meu pescoço.
- Obrigado por estar me dando forças e me ajudando na minha nova batalha. - Disse ele falando enconstando o queixo em meu ombro.
- Ah que isso amor, vou estar sempre ao seu lado no que precisar. Não só por que me pediram pra cuidar de você, mas por você estar sendo muito especial para mim. - Falei sorrindo ainda mais pra ele.
Ele me virou, segurou a minha cintura e ficou me olhando.
Ficou fazendo carícias no meu rosto e nos meus cabelos.Seus lábios foram ficando perto dos meus, ficamos dando beijinhos de esquimó.
Ele sabia que que eu gostava de coisas do tipo, ele sempre fazia isso comigo para me fazer mais feliz quando eu estava  ao lado dele.
E ele fez o mesmo, enconstando os seus lábios nos meus, eu senti como se fosse o primeiro beijo que a gente deu, lá no restaurante depois que ganhamos a viagem do cruzeiro. Parecia que eu sentiria todos os sabores gostosos do mundo novamente.
Me deitando na cama, foi beijando o meu corpo inteiro.
E fizemos certas besteiras ali.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Capítulo 45 - A Notícia

Com a minha aceitação para trabalhar junto com o meu futuro marido, eu fiquei um pouco sentida sabe. Largar o meu estúdio de fotografia para ficar ao de quem eu amo, largar a minha família, a minha melhor amiga e a minha companheira de todas as horas, a Flor, era um pouco triste.
Mas eu aceitei sim, prometi a avó do Victor está sempre ao lado dele no que ele precisasse e cuidaria dele por ela.
No meu estúdio trabalhava eu e um colega meu de trabalho, eu resolvi dar o meu estúdio para ele trabalhar lá. Ele estava procurando um para montar uma só dele, quando eu ofereci a ele, ele aceitou a proposta na hora.
No ultimo dia que o estúdio seria meu, eu aproveitei para tirar as fotos da dupla que eu havia aceitado para fazer.
Liguei para os dois dizendo para eles me encontrarem lá. Eles estavam vendo pessoas para trabalhar na assessoria deles, então demoraram um pouco para chegar.
No que chegaram, os cumprimentei, de cara o Victor já veio me agarrando. Pedi para que ele se controlasse por que a partir dali em diante eu e ele deveríamos trabalhar como profissionais.
No estúdio eu mandei eles ficarem a vontade e mandei eles trazerem umas roupas para as trocas na hora das fotos.
Conversei com o meu colega, para me ajudar em algumas coisas e logo depois fomos para o primeiro ensaio da  dupla.
O Victor tinha cara de safado, brincalhão, mas na hora que foi para se soltar, não se soltava, quando era sozinho. Junto o Leo era mais tranqüilo por que o Leo dava umas forcinhas para ele, e era mais solto também.
Para “parecer mais legal” com ele, pedi para que ele pegasse o violão para utilizar nas fotos, e não é que deu certo? O cara tímido que estava lá havia sumido completamente. O violão e o Victor pareciam apenas um.
Depois do ensaio, fui mostrar para eles as fotos que havia tirado. Eles gostaram bastante do resultado. O Leo ficou admirado com o meu trabalho, era a primeira vez que ele havia visto as minhas fotos.
Salvei elas no computador  e logo depois iria mandar para a Paula pra ela postar no futuro site deles. Os dois pareciam crianças brincando com a minha câmera, e o Victor então, nem se falava por causa das caretas que faziam. No meio das brincadeiras, o celular do Leo toca, ele vai  atender enquanto eu e o Victor ficamos um com o outro trocando carícias e beijos.
Depois o Leo veio correndo em nossa direção.
-  Victor, a gente já tem o nosso primeiro show como dupla. – Falou o ele com todos os sorrisos do mundo estampado no rosto dele.
- Como assim cara ? – Falando o Victor comigo agarrado pela minha cintura.
- O meu assessor, bom o nosso assessor veio nos dizer que ele nos arrumou um show lá em São Paulo, como a gente estava querendo ir pra lá mesmo, ele fez este favor pra gente. E ele disse que ele vai pagar tudo o que a gente precisar para o transporte. Mas é uma casa de shows, tipo barzinhos que existem por lá.
O Victor “me deixou” de lado e foi abraçar o Leo por aquilo estar acontecendo com eles.
Quando me dei conta, vi os dois irmãos emocionados, vi ali que eles já estavam construindo o sucesso que eles tanto que eles estavam merecendo.
Depois da comemoração, o Victor veio me abraçando e depois me dando vários selinhos , meus olhos se emocionaram junto a eles e várias lágrimas saíram do meu rosto.
Depois, saímos do meu , bom não era mais meu a partir daquele dia, saímos do estúdio do meu colega e fomos para a casa da Dona Marisa. Estava a Tati e a Paula estavam lá também. Aquilo foi uma festa, era todo mundo emocionados pelos dois. O Resto do dia, eu e o Victor juntos.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Capítulo 44 - Trabalhando Juntos

Dias se passaram depois do ocorrido. O Victor trabalhava mais procurando músicos para a banda da dupla, do que como professor dando aulas.
A banda que o Leo tocava não era tão completa assim, só tinha bateria, acordeon e violão.
Obviamente o Leo não tinha muitas condições financeiras para ter uma banda completa.
Os três que já tocavam com o Leo permaneceram com ele, bom com eles agora, então já era três trabalhos a menos para o Victor.
A Paula mexia com blogs e esses tipos de coisas, um dia desses eu estava com o Victor e ela nos chamou para conversarmos sobre construir um site para a dupla.
O Leo veio junto com ela, sentamos em uma mesa, estávamos na casa do Leo, e logo ela veio nos mostrar um esboço que ela havia feito para mostrar para eles.
O esboço era até que bonito, por que como eles não haviam começado a carreira como dupla, não tinha nenhuma foto deles como "modelos" para colocar.
Do nada, os três irmãos olharam para mim, um pouco sérios.
- Que foi gente ?
- Você quer trabalhar como fotógrafa da dupla ? - Disse o Leo.
- Eu Leo ? - Disse dando um pouco de risada e meio que não acreditando na proposta que ele me fez.
- É ! Você é a única fotógrafa que eu conheço e você é que eu tenho amizade, então, seria mais fácil para nós dois.
No que o Leo disse aquilo, o Victor segurando a minha mão, com uma cara de "por favor, por mim."
O Victor estava com um pouco de barba, ele era mais lindo daquela forma e ele fazendo uma carinha da "piedade" me encantou mais ainda.
- Bom, já que vocês estão me pedindo, eu aceito.
Depois de minha resposta, o Victor só fez o único movimento, de beijar a minha mão como forma de agradecimento.
- Então depois vocês passam lá no estúdio para começar os ensaios para as fotos do site.
(...)

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