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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Capítulo 68 - Emoções Finais

A notícia da minha gravidez, meio que "subiu" a cabeça do Victor, ele não parava de falar de mim e da criança. Dias depois, avisamos nossos familiares, amigos e conhecidos.
Eu deveria estar de 3 meses... Em um dia, Victor e eu fomos ao médico para fazer o ultra-som da criança, que para nossa surpresa, eram gêmeos.

- Já escolheram o nome deles ? - Disse o médico.
- Deles doutor ? - Perguntei a ele com uma cara surpresa.
- Isso, vocês vão ter gêmeos!
O Victor não tinha mais aonde esconder os sorrisos de dava; nesse primeiro ultra-som, deu até para ouvir o batimento dos corações dos meus pequenos.
Passamos vários dias felizes com a notícia, e cada show de o Victor fazia, ele dedicava uma música para mim. "Quando Olhei Pra Você", era uma música de um amigo dele, que também era compositor, eles colocaram no repertório, o Victor dizia que a música é o resumo que tudo que ele sentiu por mim quando me viu pela primeira vez;
Em um dia de folga, eu e o Victor estávamos sentados no sofá, até que ele vem e me pergunta:

- Como vai ser o nome deles ?
- Bom, eu pensei assim... Se for um casal, queria Ana Clara e Paulo, se for duas meninas Ana Clara e Bruna e se for dois meninos, Ricardo e Paulo... - De qualquer maneira, queria que tivesse pelo menos, um nome q eu gostava. - E você?
- Ah, eu sempre gostei do nome Vitória, não por causa do meu nome sabe, mas por que eu me sinto bem quado eu ouço esse nome, acho ele bem bonito.
- Então pra satisfazer o seu desejo, se for um casal colocamos o nome da menina de Vitória e o menino decidimos depois.

Obviamente o Victor gostou da ideia, mas ele me pediu que eu mesma escolhesse os nomes e dois dias depois, fomos ao médico novamente.

- Parabéns a vocês, vão ter um casal, já tem nome ?
- Vitória e Paulo... Ricardo. - Falamos o dois juntos.
- Bom Victor, escolhe você o nome do menino.
- Vitória e Ricardo.

Pronto, um casal, Vitória e Ricardo e só esperar a nascer...
Nove meses de passaram, até que chegou a hora do nascimento dos dois, não havia engordado muito na gravidez e crise de náuseas também. Minha gravidez era de risco, então eu tinha que fazer uma cesariana.
Era mais ou menos a tarde quando a minha bolsa estourou, estava em casa de licença; quatro meses sem trabalhar junto com a dupla, era meio que um tédio para mim... Meu amigo cobria os meus dias nos shows que a dupla fazia.
Na hora do nascimento, eu me emocionei muito, vi o médico tirando o Ricardo primeiro e logo depois a Vitória... cabelos castanhos, branquinhos... Nem acreditava que eram meus.
Era uma alegria só o momento logo que saí da maternidade, eu com o Ricardo no colo e o Victor com a Vitória. Decidi que cuidaria deles, ficaria em casa com os meus pequenos e com isso, dei o meu emprego para o meu amigo para ele fazer isso para mim.
Meses se passaram... Posso dizer que anos também, pelo menos, 25 shows, a dupla estava fazendo, tempos pra cá, começaram a chegar ainda mais convites de shows  pelo país e com isso um grande público eles haviam conquistado, milhares de fãs. Viagens pra grandes cidades, eventos, programas...

Em um belo dia de folga, eu,o Victor fomos na praia com o Ricardo e a Vitória, que estavam com quatro anos, a Mayara também foi conosco com a filha dela, que estava com cinco anos, até que o Victor e eu decidimos passar um pouco pela praia. Fomos ao mar, até que o Victor me abraça por trás e me diz:

- O que você está vendo além de mim na água ?
- Rsrs, isso de novo Victor ?
- Prometo que dessa vez eu te respondo.
- Tudo bem... bom, estou me vendo além de você.
- Sabe o por que eu te fiz a pergunta novamente ?
- Não!
- É que o reflexo da água faz refletir a sua beleza natural e isso foi uma das formas que eu me apaixonei por você e eu havia prometido que se você fosse a mulher dos meus filhos, eu contaria a resposta da mesma maneira que eu e você se encontramos na praia pela primeira vez.

E vivemos assim, com amor, carinho, respeito um ao outro e algumas brigas básicas de todos os casais tem.

FIM.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Capítulo 67 - Emoções

O Victor tocava de uma forma triste no momento, sei que ele ver o meu beijo com o Marcos, a força, machucou muito ele, mas o Marcos era bem mais forte do que eu, então, não pode evitar o beijo. O Victor sabia que eu não gostava de brigas, dizer para mim que ele tinha acreditado em mim, era uma forma a menos disso acontecer.
 Quando soube que eu estava grávida, eu queria fazer uma surpresa para o Victor, mas como o clima estava tenso entre nós dois, decidi contar isso para ele, por que uma criança faz o nosso dia e nossa vida cada vez melhor.

- Sério mesmo ? - Falou o Victor com um sorriso enorme estampado no rosto, mas ao mesmo tempo, com uma cara de surpresa.

- Sério sim.

- Cara... carambola. Vou ser pai bicho... eu vou ser pai!- Disse soltando o violão e me abraçando todo sorridente. Um dos abraços mais confortáveis que eu sentia do Victor na vida. Depois ele me deu um beijo-sorridente e dando beijos em minha barriga... ele se emocionou logo que fez o gesto de carinho. A última vez que eu vi ele chorar, foi no velório da avó e ver ele assim se sentindo bem com algo nosso, me sentia bem.

Secando as lágrimas ele disse:
- Me perdoe, perdoe por ter sido tão inseguro nas suas palavras... eu desconfiava que ele gostava de ti, mas... - Interrompi colocando o meu dedo indicador na boca dele.

- Nenhum casal de apaixonados é perfeito. Não fique se culpando, você não tem culpa dele ter gostado de mim. Se eu não dei importância a ele, por que você sabe que eu o amo e o que aconteceu agora pouco, aconteceu por que eu não pude evitar, a força dele me venceu.

Ele apenas sorriu, ainda com os olhos brilhando. O Victor estava bobo, mas feliz. Eu deveria estar com dois meses de gestação, logo no começo eu escondia um pouco, por que quando eu passava mal, eu não queria contar algo para ele que não fosse certeza, mas uma semana antes, eu fiz o teste e deu positivo.

- Sou o homem mais feliz do mundo hoje. Obrigado.

- Não tem o que agradecer. - Disse fazendo carinhos em seu rosto.




 

terça-feira, 12 de março de 2013

Capítulo 66 - Herdeiro

No quarto, o momento parecia muito tenso, o Victor me olhando como uma cara de "você está me traindo?". Brigar com ele eu jamais queria em minha vida, apesar que tudo mundo diz que casais depois que se casam começam a ter as suas "indiferenças"...

- O que está acontecendo ? - Perguntou ele cruzando os braços e esperando a minha resposta com a cara meio fechada.

- Victor, vou deixar bem claro: não me faça nada de mal com o Marcos depois dessa nossa conversa. Bom, vou ser sincera e direta, o Marcos gosta de mim e aquele momento que você viu nós dois conversando, ele havia tentado me beijar.

- Ah, e você deixou ele fazer isso ? - Falou ele sendo irônico. O Victor não era muito ciumento, mas quando  algum homem queria mexer comigo, parecia que o sangue dele queria subir pela cabeça.

- Claro que não! Eu sou casada contigo...

- Ah, então se não estivesse casada, você deixaria ele te beijar ?

- Victor ... Obviamente que não! Você sabe muito bem que eu te amo e se eu me casei contigo, é por que eu quero viver a minha vida inteira com você. - Me aproximei dele e comecei a fazer carinhos em seu rosto. - O Marcos é muito amigo da gente, você sabe disso, e saber que ele me ama, foi uma surpresa para mim. Desculpa.

- Tudo bem ... - Falou me abraçando. - Desculpa por não confiar em você.

E me deu um beijo e o resto da tarde ficamos eu e ele assistindo uns filmes. Algumas semanas se passaram, os meninos fazendo shows, até que um dia eu encontro o Marcos no corredor do hotel onde os músicos ficavam hospedados, já que a casa minha e do Victor estava um pouco "abandonada" , por que a gente ficava mais no hotel do que em casa.

- Oi Marcos. - Falei para ele, mas ele já veio me agarrando, me encostando na parede me agarrando a força. Nisso ele me beijou, eu não pude evitar, mas logo eu já escutei a voz do Victor gritando e pedindo para ele me soltar. O Victor só faltava bater na cara do Marcos, mas, acho que por mim, ele apenas disse:

- A nossa amizade foi boa enquanto durou. Vem Letícia. - Falou ele me pegando pelo braço e olhando com um olhar de fúria para o Marcos. Quando saímos do hotel, fomos para a nossa casa e chegamos lá sem um pio do Victor.

- Vi que você é a inocente, eu peguei o momento em que ele agarrava você e ... te beijava.

- Agora você pode confiar em mim né ?

- Confio. Vou tocar violão no quarto pra eu me distrair. - Falou e me dando um beijo logo após.

Ouvindo as notas dos dedilhares e dos acordes do violão, me trazia uma tranquilidade imensa. Fiquei na porta do quarto vendo ele tocar, eu queria contar uma novidade para ele e sabia que ele ficaria feliz.

- Licença. - Falei para ele, sentando ao lado dele. Ele abriu um sorrido lindo. - Quero contar uma novidade para você.

- Claro, pode contar.

- Você vai ser pai.

(...)
-

segunda-feira, 4 de março de 2013

Capítulo 65 - Revelações

No camarim era só sorriso os dois, sorrisos e olhos brilhando eram o momento que eles viviam. Saímos da emissora todos felizes, entramos no carro junto com o Daniel e aquilo foi só alegria para todo mundo. O Victor me enchia de beijos, ele era assim quando estava feliz. No aeroporto tivemos que pegar o avião do Rio para o interior de Campinas, demorou um pouco, mas ficamos firme, fortes e felizes esperando. Chegamos em nosso apartamento e os meninos iriam conversar com o assessor deles, como seria o modo deles trabalharem, deixei os três conversando e subi para o meu quarto e encontrei o Marcos pelo caminho,eu e ele fomos para os nossos quartos, já que nós éramos vizinhos de quarto.

Nós ficamos conversando, sentados no chão, sim no chão, era isso que eu, ele e o Victor fazíamos quando queríamos conversar um com o outro. Marcos me fazia várias perguntas sobre a gravação do programa, sobre a viagem ao Rio, sobre seu namoro com a Patrícia.

- Meu namoro com ela até que está indo, a gente se conhece mais a cada dia que passa, ela gosta de mim e eu dela, mas vou ser sincero contigo, eu não amo ela, eu amo outra pessoa, mas ela já é muito bem comprometida. - Falou ele inseguro nas palavras. Bom, gostar é uma coisa e amar é outra e ele falar pra mim que amava uma pessoa já comprometida, era muito difícil de se viver.

- Nossa Marcos, que situação. Faz tempo que você gosta dela ? - Falei pra ele preocupada, pois eu e ele tínhamos virado grandes amigos.

- Ah, faz uns cinco, seis anos por aí.

- Meu Deus, mas ela sabe que você ama ela ?

- Ela acabou de saber.

- Sério ? O que ela disse ou qual foi a reação dela ?

- Ela apenas perguntou quanto tempo eu amo a menina.

Quando ele falou e me toquei que era eu, lembrei quando a gente se viu pela primeira vez, no primeiro ensaio da dupla e ele me olhando com cara de bobo.

- Marcos, você não quer dizer que ...

- Sim Letícia é você que eu amo, pode parecer um pouco constrangedor pra você e tal, mas desde a primeira vez que a gente se conheceu eu sinto algo muito forte por você e ver você casada com o meu "chefe", sofro mais ainda e mesmo assim não consigo tira-la do meu coração.

Aquilo foi meio que um choque para mim, eu via que ele não tirava os olhos de mim e ficava bobo quando me via, mas jamais pensei que ele pudesse me amar tanto assim.

- Marcos, eu ... ai Marcos, peço desculpas por estar fazendo você sofrer. - No que eu disse eu levantei-me e ele segurando a minha mão impedindo que eu fosse embora ou algo assim.

- Letícia, você não tem culpa de nada. - Apenas abaixei a cabeça.

Ele se aproximou mais de mim e levantou o meu rosto com um dos dedos, ficou olhando para mim diretamente e foi se aproximando tentando me beijar. Obviamente eu desviei pra ele não fazer aquilo, mas logo dele pediu desculpas e não saiu perto de mim, ficou me olhando.

- Algum problema ? - Perguntou o Victor, dei Graças a Deus dele ter chegado.

- Não Victor, nenhum, a gente só estava conversando. - Falei pra ele para não piorar.

- Mas precisa conversar tão perto assim ?

- Victor, a gente precisa conversar sobre o que está acontecendo.

Me despedi do Marcos e levei o Victor para conversar no quarto.

(...)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Capítulo 64 - Emoções

Quando eu entrei naquele palco pra ficar com a produção do programa, não acreditava no que estava vendo, várias pessoas ansiosas para ver os meninos no programa. Eu usava uma blusa escrito: " Vitor & Leo - Fotógrafa " nas costas, quando algumas pessoas me viram com a camiseta, algumas delas vieram falar comigo, dizendo que eram fãs da dupla, que gostavam muito das músicas e tal. Gostavam das músicas ? Sim, mesmo com uma música ter conquistado o Brasil inteiro, no site deles tinham músicas do CD, por isso que elas me disseram, e que gostaria que tivessem o CDs para elas. Logo depois, iria começar a gravação do programa, a platéia começou a gritar, nisso a Mônica entrou no palco e começou a gravação, e os meninos seriam a primeira atração do programa.

- Eles estão tendo o seu reconhecimento em território nacional, e a música deles estão conquistando o publico. Eles são do interior de Minas Gerais, mas atualmente moram na região de Campinas e eles nasceram para demonstrar o que realmente gostam de fazer: Música de verdade. Com vocês Vitor & Leo.

Aquilo foi só gritaria, quando os dois entraram no palco, um sorriso brotou dos lábios dos dois e imediatamente vi seus olhos brilharem. Começaram a cantar a música que eles estavam trabalhando, "Pra Mim Só Tem Você", estavam na boca de todo mundo, ver as pessoas cantando a música, foi uma emoção muito linda. Por um momento o Victor me achou na produção e deu uma piscadinha para mim. Eu tirando fotos deles e o orgulho tomando conta de mim; logo depois de cantarem, os dois não aguentaram, abraçaram um ao outro e com lágrimas nos olhos, eles agradeceram o público.

- Gente, isso foi incrível! foi a coisa mais linda que já vi aqui no programa, meninos bem vindos e parabéns pelo sucesso que vocês estão fazendo. - Falou  Mônica com um sorriso enorme no rosto.

- Nós somos gratos a isso. A gente faz isso por que nós gostamos de cantar e por que queremos agradar o público de uma forma que seja positiva e com uma energia especial. - Falou o Victor, filosófico como sempre.

Aí começaram a gritar: Lindo, Tesão, Bonito e Gostosão ...

- Meninas, tenham mais respeito aos rapazes, os dois são casados.

Logo depois dessa frase da mônica, o Victor olhou para mim dando risada.

- Estava ouvindo algumas faixas do CD de vocês, e percebi que vocês são muito românticos e as fotos do CD estão totalmente lindas, foram tiradas com ótima qualidade. - Disse a Mônica mostrando o disco para a câmera.

- O Victor é quem faz as músicas que estão aí, são 100% de nossa autoria, arranjos e a produção, são a gente que fez também e as fotos, foi a esposa do Victor que fez. - Falou o Leo apontando para mim depois.

Quando falou que o Victor era casado, as meninas da platéia ficaram tristes com a notícia. A Mônica elogiou o meu trabalho e eu agradeci; ela mandou eles cantarem mais uma música, a escolhida era "Do Outro Lado Do Rádio" e aconteceu a mesma coisa, as pessoas cantando a música e os meninos sem acreditar no que estava acontecendo. Logo depois a participação deles acabou e eu junto com eles, fomos para o camarim.

(...)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Capítulo 63 - Assédio

Sobre a safadeza do Victor, eu havia conversado isso com ele, não que eu não gostava, mas estava com muito "excesso" no que ele fazia. Pedi a ele que parasse de fazer um pouco menos, ele ficou um pouco chateado, mas uma hora ou outra ele tinha que perceber que eu não estava gostando. Para minha surpresa, a Patrícia estava conhecendo o Marcos, fiquei muito feliz com isso. Na festa do meu casamento, logo depois de tocar, o Marcos foi conversar com ela para fora do salão de festa; isso logo após dela ter pegado o buquê que eu havia jogado.

Duas semanas haviam se passado, pegamos o avião para o Rio de Janeiro, um dia antes da gravação fomos para lá, para conhecer a cidade e tal. No dia seguinte, era o dia da gravação e chegando na emissora, havia um tumulto na portaria, tínhamos pegado um táxi pra ir para lá, e o Daniel saiu para falar com o porteiro. Daniel era no novo assessor da dupla, e já havia trabalhado para outras duplas famosas do país, ele era mais confiável, ele havia conhecido o Leo, quando eu e o Victor estávamos na Lua de Mel. O Leo estava fazendo propaganda da dupla, mesmo os dois sendo empregados, cantando em um boteco, o Leo entregava folhetos para fazer a divulgação no lugar onde eles trabalhavam e um dia, ele entregou um folheto para o Daniel e ele foi conversar com o Leo sobre isso ...

Logo o Daniel voltou e veio falando para nós:

- Gente, saiam naturalmente. Meninos, esse pessoal todo aí, são pessoas que estão aqui para ver vocês.

Daniel pagou o táxi e saímos do carro. Eu com o Victor de mãos dadas e o Leo sozinho, a Tati quis sair da equipe para cuidar de seus filhos, quando os dois, bom eu também, saímos do carro foi uma gritaria que só vendo, o Daniel cercando a gente e impedindo que chegassem perto de nós. Com pouca dificuldade, passamos da portaria. Com o violão nas costas e com a minha câmera, Victor, eu e o Leo parecia um sonho estar dentro da emissora, logo que chegamos, fomos recebidos muito bem pelos seguranças e pelas pessoas que trabalhavam por lá. Levaram a gente para o camarim,ficamos conversando com a Mônica por lá e eu fiquei um pouco com eles lá e logo eu fui me misturar com a equipe do programa para tirar as fotos da participação deles por lá.

(...)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Capítulo 62 - Surpresas e Reconhecimento Nacional

Se eu disser que durou a noite inteira, acho que foi pouco. Depois do casamento, o Victor mudou muito, estava mais safado do que era antes. Dias antes da viagem, ele me agarrava com mais freqüência e nos shows, ele me olhava muitas vezes com olhares de desejos. Em nosso último dia que Lua de Mel, nós tínhamos passado quase o dia inteiro na praia e voltamos para o nosso quarto no hotel, resolvi tomar um banho para tirar a areia e o cansaço do corpo, o deixei assistindo TV na cama e fui ao banheiro. No que eu tirava minha roupa, ele apareceu por de trás de mim e ficava me olhando por inteira, pôde ver isso no espelho. Virei-me para ele e o já vi só de cueca, calmamente foi tirando a minha roupa e logo depois sua cueca. Levou-me para debaixo do chuveiro e dar banho em mim. Bom, não quero entrar em outros detalhes no que aconteceu logo depois.

Pois bem, depois de nossos três dias em Pernambuco, pegamos o avião e voltamos para casa. No aeroporto minha mãe e o Leo nos esperavam no desembarque, ficamos muito felizes em vê-los. O Leo falou que tinha uma surpresa para nós dois e que ele e minha mãe, a Dona Marisa, meu padrasto e o pai dos dois, já estavam se programando para arrumar isso para nós, desde quando nós dois anunciamos o nosso noivado. Pela pouca renda que os dois ganhavam nos barzinhos, não era aquela quantidade toda que um artista reconhecido pelo país ganhava, diria que menos da metade era que os dois já tinham dez mil ao todo, já era um bom começo para a carreira e que com o que eles ganhavam os dois não gastavam com bobagem. Meu casamento foi coisa simples, nada de luxo como é.

Como era o Leo que estava dirigindo, ele nos levou para uma casa desconhecida, em que eu e o Victor nunca havíamos visto na vida e era perto de onde era a minha casa. Lá fora, estavam o pai deles e o meu padrasto, descemos do carro e fomo de encontro deles e os cumprimentamos.

- Bem vindo ao lar de vocês – Falou o Leo batendo no ombro do Victor.

- Como assim Leo?

- Depois que vocês anunciaram o noivado, nós quatro decidimos dar algo pra vocês dois e que fosse útil para formar a família de vocês. – Ele disse com um sorriso imenso no rosto.

Não acreditava no que estava vendo e ouvindo, casa própria para nós dois construir a nossa família? Não poderia ser real, comecei a chorar de tanta felicidade, agradeci a todos por isso e fomos entrar na casa. Não era nem grande e nem pequena, tinha dois quartos, sala, cozinha, banheiro e um quintal, mas tudo grande e com bastante espaço. Móveis não tinham somente os presentes que havíamos ganhado em nosso casamento em cima da cama de casal nossa.

- Tem mais uma surpresa, mas essa vale mais pro meu irmãozinho. – Falou o Leo todo emocionado.

- Victor, nós dois fomos convidados para participar do programa da Mônica Gonçalves! – Era uma das apresentadoras mais importantes que a mídia tinha e a emissora que ela trabalhava, a mais vista do país e o estúdio do seu programa era no Rio de Janeiro. – A produção do programa dela, mandou um e-mail dizendo que a nossa música é uma das mais tocadas na região do Rio e nós somos muitos queridos lá no estado. Ela quer fazer um programa especial com a gente.

O Victor já estava espantado com a notícia da casa e agora com o programa, só faltava  ele passar mal. A gravação do programa estava prevista pra duas semanas e o Leo disse também que a rádio da cidade teve que fazer cópias do CD pra mandar pro RJ por que a maioria das pessoas queriam o CD para comprar.
 (...) 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Capítulo 61 - Coisas Inerentes


Desembarcamos por volta das dez da manhã, por morar no interior de São Paulo, o aeroporto mais perto que tinha era o de Campinas. Pegamos um táxi e pedimos para o motorista nos levar em um hotel bom, barato, que estivesse perto de festas típicas do estado e que fosse perto de uma praia. Bom, isso era o que a gente queria para nós, curtir Pernambuco a cada canto que fosse e ficar por uns três dias por lá. O Victor foi à frente com o motorista e eu no banco de trás com duas mochilas, já que as nossas malas estavam no porta-malas do carro. No que procurávamos um hotel, o Marcelo, quer era o motorista do táxi mostrava as belezas do estado para nós. Até que achamos uma, bom achamos não, o hotel que o Marcelo que achou por que era de um amigo dele, já que é de amigo... o preço saiu mais barato na diária. Ele nos entregou um cartão com o número do celular dele para que a gente ligasse no que a gente precisar.

O quarto acho que era duas vezes maior do que o nosso lá do interior e o Victor já estava com fogo,por de trás de mim,ele cochichou no meu ouvido, para o moço que nos mostrava o quarto não ouvir : - Tem bastante espaço pra gente se divertir.

Só olhei pra ele e dei risada. Depois de mostrar o quarto para nós, acompanhamos o moço até a porta, ele pegou as nossas malas que estavam pelo lado de fora e nos entregou. Depois de fechar a porta, o Victor me prensou nela, já fazendo cara de safado, olhei pra ele e disse:

- Já está com fogo em? – Ele apenas riu da minha cara.

- Você vai ver o fogo de noite. – Falou ele no meu ouvido. Eu sabia que ele gostava da coisa, mas não pra tanto também. Depois se aproximou de mim e me deu um beijo, não um simples beijo, mas “O BEIJO” mesmo, ele colou o seu corpo junto ao meu e com a mão na minha cintura, começou a levantar a minha blusa. Apenas parei de beijá-lo.

- Você disse que ia ser a noite, não disse?

- É que perto de você, eu não consigo ser Santo. – Falou olhando inteira para mim. Meu corpo havia mudado nos nossos tempos de namoro, comecei a fazer academia, não por causa dele, mas por mim mesma. Ele começou a fazer também, o Victor já tinha um pouco de músculos naturais, mas quando começou a fazer academia, ganhou mais massa, mas não ficou que nem aqueles homens todos os fortões e tal ele ficou com um corpo tipo, galã de novela.

- Então você nunca foi Santo pelo visto.

- Com você eu nunca vou ser. – Falou mordendo os lábios.

Demos outro beijo intenso, depois trocamos de roupa para ir a praia. Era perto do hotel, fomos a pé mesmo. Usava uma canga por baixo do biquíni e a parte de cima “a mostra”, já o Victor com a baby-look branca famosa dele e de cueca Box vermelha, ah, ver ele daquela forma me deixava louca.

Curtimos a praia até as quatorze e meia da tarde, até  que bateu a fome. Nós dois estávamos acostumados a comer tarde, por causa dos shows acabarem nas madrugadas e acordar tarde também. Almoçamos no restaurante do hotel, comidas típicas, e voltamos para o nosso quarto. Ficamos conversando com os nossos familiares pelo celular, assistimos TV; Na hora do almoço, ficamos sabendo que haveria uma festa de rua duas quadras depois do hotel onde a gente estava. Combinamos em ir nesta festa.

Já era a noite quando estávamos nos arrumando para ir, coloquei uma roupa leve e o Victor também. Era uma diversão quando chegamos lá, todo mundo alegre, sorrindo, feliz com comida, bebia e muito beijo na boca, bom, é o que falam sempre do pessoal do nordeste, que tem um fogo que não tem ninguém que segura. Estávamos dançando, beijando muito e curtindo bastante a nossa Lua de Mel, no meio de tudo isso, veio uma repórter cercando nós dois.

- Com licença, vimos que vocês dois são casados e estamos fazendo uma matéria sobre os casais já casados que curtem esses tipos de festas, vocês falam sobre o que relacionado isso? – Perguntou diretamente para mim.

- Eu acho o que vale no casamento é a confiança de cada um. Se eu casei com ele é por que eu confio muito. – Falei como se pra mim eu soubesse a muito tempo disso.

- Está certo e você? – Perguntou para o Victor.

- Eu concordo com ela, a confiança e o amor que um sente pelo outro tem que vir primeiro,por que não se escolhe o amor, o amor vem pra gente na hora certa e o que vier depois é só conseqüência. Por que o casamento em si, não é o grande barato.

- O que é então? – Ela fez uma cara de confusa na hora. Eu já estava acostumada com isso, cinco anos de convivência com o Victor, já sabia o que ele aprontava e o que ele queria dizer.

- As coisas inerentes. – Caímos todos os três na risada, mas que a repórter ficou um pouco sem graça, ela ficou.

- Vocês estão quanto tempo casados?

 - Faz sete dias hoje. – Falei pra repórter – Estamos curtindo a nossa Lua de Mel aqui, chegamos hoje.

- Olha só, felicidades ao casal e curtem bastante a Lua de Mel de vocês. Obrigada viu, tchau.

- Obrigado, tchau. – Falamos juntos.

Nem nisso o Victor era quieto. Curtimos mais um pouco a curtir a festa, quando resolvemos ir embora. Entramos no quarto, joguei a minha bolsinha na cama e comecei a tirar o meu sapato. O Victor havia ido ao banheiro. Fui até a mala guardar o sapato, quando o Victor me deu AQUELA pegada por de trás de mim. Assustei-me um pouco, mas havia gostado ao mesmo tempo, me virei para ele e me agarrou novamente.

- Acho que você não via à hora disso chegar não é ?  - Falei com cara de safada.

- Não mesmo.

E me beijou. Agarrou-me pelos meus cabelos e me agarrava pela cintura. Ele me jogou na cama, o Victor estava mais selvagem do que já era, parecia um leão indomável morrendo de fome. Beijando-me pelo pescoço e alisando a minha cintura, eu já estava sentindo o prazer. Comecei a tirar a sua camisa e logo depois, comecei arranhar as suas costas. O bom é que ele gostava de massagens nas costas, quando era mais nova, minha mãe tinha lá suas dores e era eu que fazia as massagens para ela. Ela me dizia que eu tinha uma mão boa pra massagem, o Victor dizia a mesma coisa. Depois de estar só com as minhas roupas íntimas, eu que “domei” ele, fiquei por de cima dele e comecei a beijar o seu corpo e com a mão comecei a tirar calça. Foi assim até ficarmos completamente nus e começarmos a fazer a festa.

 (...) 

Capítulo 60 - Noite de Humor


Nossa primeira noite, noite como casados... Em uma parte da madrugada perdi o sono, fiquei pensando no que havia acontecido, nos convidados, no baile, na valsa, o momento de jogar o buquê... Ah, este momento nunca vou esquecer-me de minha vida, um dos mais engraçados que eu já vivi, posso dizer. Patrícia, ah esta menina sempre foi uma sapeca. Nós duas éramos amigas de faculdade, diria que a minha segunda melhor amiga, o sonho dela era ter um namoro firme e poder casar um dia. Ela tivera vários namoros, queria que durasse por vários meses e anos, mas com pouco vinte e cinco anos, estava linda e solteira. Quem foi que pegou o buquê? Ela mesma, quando pegou até brinquei com ela: - Agora acho que vai não é Patrícia? Rsrs. Mas sempre torci por ela como ela torcia pra mim.

E meu irmão? Ah que saudades dele! Olha não é por que ele é o meu irmão, mas ele era um pecado também. Ele morava em Mato-Grosso com sua mulher e seus dois filhos. Eu era a irmã mais velha, mas ele às vezes falava como se fosse o meu pai. O Victor e ele se conheceram por poucas vezes, mas viraram grandes amigos de cara.

Levantei-me da cama e fui ao banheiro, logo que eu voltei, o Victor estava todo esparramado na cama, segurei a risada para não me expressar muito. Tipo, um cara dormindo, meio bêbado, só com uma cueca Box preta, com uma cama só pra ele, deitado de bruços! Não liguei, só fiquei vendo a cena dele num sono tão profundo, que era aqueles sonos de criança quando a mãe tem dó de acordar. Sentei-me numa poltrona ao lado da cama, com um roupão branco que estava vestindo e fiquei vendo ele dormir. A festa toda acabou às quatro e dez da manhã e na hora que eu perdi no sono já se passava das cinco e vinte da manhã. Fiquei mais um pouco pensativa e acabei pegando em um sonho.

Acordei depois das quatorze horas, acho que havia batido o meu recorde de acordar tarde. Me vi deitada na cama, pensei comigo: - Mas eu estava na poltrona, como que eu vim parar aqui ?

- Bom Dia minha linda – Falou o Victor saindo do banheiro. Estava com uma camisa baby-look branca. Ótima combinação pra quem estava usando uma cueca preta, rsrs.  Ele veio me dando um beijo na testa e logo depois nos meus lábios.

- Bom Dia Victor, dormiu bem ?

- Ah, dormi sim. Estava muito cansado.

- É percebi mesmo. Todo esparramado na cama não é ? Rsrs

- Então dormi sozinho esta noite?

- Quase, no meio da madrugada perdi o sono e fui ao banheiro, no que eu voltei, você tinha tomado conta da cama inteira. Só não te acordei por que você estava num sono tão bom, que eu fiquei com dó de te acordar.

Ficamos conversando mais um pouco, até resolvermos ir comer o nosso “almoço da manhã”. No almoço, o Victor comentou comigo sobre a nossa Lua de Mel, que ele iria me fazer uma surpresa sobre a escolha do local. Depois de alguns dias, voltamos a nossa rotina de trabalho, várias apresentações, nos bares e algumas apresentações em alguns festivais  da cidade. Músicas de quase todo o repertório tocando nas rádios... Era mais um sonho realizado. Depois de duas semanas, eu e o Victor fomos padrinhos da Ana Clara, era uma alegria para nós, ela iria completar quase um mês e era muito lindinha, com laços na cabeça....

Um dia após o batizado da Ana, eu e o Victor fomos para a nossa viagem de Lua de Mel. Pernambuco era o local, o Victor só me disse isso no aeroporto e poucos minutos antes do embarque.

(...) 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Capítulo 59 - A Festa


Parecia um conto de fadas, um sonho. Estar em um carro com o Victor, só que como casados, sei lá, parecia que eu estava totalmente realizada. No caminho para o salão, comecei a chorar,não pude aguentar.
                
- Não chore pequena, estou aqui com você. - Falou o Victor me abraçando logo depois das palavras. O abraço dele me confortava muito, eu me sentia segura nos braços dele. Ele secou as minhas lágrimas e me deu um  beijo para eu me sentir melhor.

- Parece um sonho. - Falei pra ele, olhando no fundo dos seus olhos. Meu sonho era casar também, mas eu jamais pensei em casar com um homem que eu havia conhecido em um parque da cidade, que através de uma bolinha de cachorro a gente iria se conhecer.

- Mas é um sonho sim, só que nós dois estamos fazendo acontecer. - Falou ele fazendo carinhos em meu rosto. Em certos momentos ele era filosófico também; as vezes eu ficava boquiaberta com tanta inteligência que ele tinha. Ficamos abraçados até chegar o local da festa.

Não demoramos muito, até que chegamos no local. Todos os convidados estavam sentados em suas mesas, todos eles nos aplaudiram quando entramos no salão, nisso demos um beijo. Foi intenso. O Antônio e o Matheus foram os nossos noivinhos e duas priminhas minhas fizeram pares com eles, estavam tão lindinhos que dava vontade de morde-los.  Os dois vieram em minha direção, me dando um beijo no rosto. 

Fomos cumprimentar todos os convidados da festa, eram tios, primos, sobrinhos meus e também na parte do Victor, conhecidos nossos... Quando eu vejo o seu Raimundo em uma mesa, sozinho. 

- Olá queridos, felicidades pra vocês dois. - Disse ele nos abraçando, mas tinha um olhar triste ao mesmo tempo. 

- Oi Seu Raimundo, prazer ver o senhor aqui conosco - Falou o Victor - A Dona Áurea não veio ? 
- Ela não veio, mas está feliz por vocês dois estarem se casando. Ela está vendo vocês lá de cima. Ela faleceu duas semanas atrás, mas eu vim por que ela veio em um sonho pedindo para que eu viesse no casamento de vocês no lugar dela. - Falou com os olhos brilhando. Não acreditei que ela havia morrido. Era uma senhora que vivia com sorriso no rosto, forte, bem de saúde, como morrer "de uma hora pra outra" ? O infarto que levou ela. 

Seu Raimundo disse que estava feliz por nós dois e que também estava pelo fato da música dos meninos estarem nas mais tocadas de São Paulo. Eu e o Victor abrimos um sorriso na hora. Depois de cumprimentar todos, nós dois fomos dançar a valsa. Quem tocou foi a própria banda dos meninos. Depois da valsa, tocou uma música que nunca mais eu iria esquecer em minha vida.

- Está lembrado dessa música ? - Falou o Victor encostando o seu rosto junto ao meu. Era a música que havia tocado no casamento da Mayara, como que eu ia esquecer a música que, através dela, ele de declarou pra mim ? 

- Impossível eu não me lembrar dela. - Disse sorrindo. Uma pequena lágrima saiu do meu rosto.

Dançamos aquela música e no final, demos um beijo envolvente. Fui trocar de vestido, por que iria acontecer o baile para todos dançarem. Coloquei um vestido leve e solto pra mim me sentir a vontade. Dançamos a noite inteira, os meninos da banda tocando e uma parte o Leo cantou no show.

Depois fomos para o apartamento, não seria a nossa Lua de Mel, o Victor queria fazer uma surpresa em questão disso. No quarto, ficamos abraçados por vários minutos, trocando palavras e carícias. Um dia que nunca mais iria sair da minha memória.

(...) 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Capítulo 58 - O Casamento


Com mais uma conquista, a música ficou tocando diversas vezes na rádio da cidade. Era em primeiro lugar em todas as posições.  Aí que a carreira deles começou a ganhar forças; entrevistas em rádios da cidade e de outras regiões. No site os acessos passavam de dez mil por dia. Vários e-mails, da região e de cidades de grande importância.  Estava corrida a vida deles, bom, a minha também.
 Três meses se passaram, estava na semana do nosso casamento, obviamente eu estava nervosa. Outubro havia chegado, uma semana antes do casamento, a filha da Mayara havia nascido. Ana Clara, uma menininha linda. Não que eu era puxa saco dela, mas  a Ana parecia muito com ela. Eu e o Victor seríamos padrinhos dela.

Quinta feira de manhã, eu nervosa fui para o salão me arrumar. O Victor e eu  não dormimos juntos no dia anterior, como a tal tradição que os noivos não poderiam se ver no dia do casamento e tal. Pro Victor não teve a tal “despedida de solteiro” por que ele mesmo não quis.
No salão, eu tinha aquele momento de rainha. Champanhe, morangos e entre outras coisas; Mayara e meu colega de fotografia estavam lá comigo, ela se arrumando também e o meu colega tirando fotos para o Making Off .

O Leonardo liga pra Mayara falando sobre os preparativos e tal e disse também que o Victor estava muito nervoso. Já estava de tarde, quase anoitecendo praticamente. Saí do salão e fui para casa da minha mãe colocar o vestido de noiva; minha mãe quando me viu arrumada, já começou a chorar, ela era uma mãe muito coruja sabe.

Vesti  o meu vestido e coloquei um pequeno véu na cabeça. Meu vestido era simples, mas todo com pequenos brilhantes. Estava marcado para às sete e meia da noite, entrei no carro e fomos para a igreja. Minhas mãos suavam de nervosa, bebi uma água para me acalmar. Não demorou muito e chegamos na Igreja. Fiquei na porta com o meu padrasto. Sim, meu padrasto. Meu pai, eu não queria que ele ao menos soubesse que eu estaria me casando. Ele deixou a minha mãe quando ele descobriu que ela estava grávida de mim. Sei que mesmo assim é o meu pai, mas não gostava dele, pra mim ele não existia.
No que abriu  a por da igreja, vi todo mundo se levantando. Fui andando devagar com o ritmo  da marcha nupcial. Vi o Victor no altar da Igreja, quando ele me viu, deu um dos seus melhores sorrisos, ou até mesmo o melhor sorriso que eu já havia visto na vida. No que eu andava um filme de nós dois passava pela minha cabeça. O primeiro beijo, a primeira vez que a gente se encontrou as nossas noites de amor...

No que chegamos perto um do outro, meu padrasto me deu um beijo e me entregou pro Victor, depois ele me deu um beijo de alguns segundos em minha testa. Depois olhei pra ele, escorreu uma lágrima de seus olhos e fomos para o altar. Emocionava-me várias horas em que o Padre falava. Depois do nosso sim, ele me deu o beijo de sempre, calmo, da forma que eu sempre gostava.  Pegamos o carro e fomos para festa.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capítulo 57 - O Reconhecimento


Por várias semanas repetimos a mesma rotina que todos nós fazíamos sempre em São Paulo, entregando folhetos, tocando nos barzinhos da cidade... Na nossa cidade havia uma rádio, os meninos conversaram com o dono de lá pra ver se poderiam gravar um CD, por que nas apresentações deles, várias pessoas perguntavam se eles tinham CD gravado por que elas queriam comprar.  O dono da rádio havia aceitado a proposta;  então, no dia da gravação, eu não fui como fotógrafa, mas sim como acompanhante do Victor. Ele sempre queria eu ficasse junto a ele em qualquer situação profissional. No primeiro dia foi os ensaios e as produções de arranjos novos e no outro dia foi a gravação do CD, diria que foi  um pouco mais especial do que nas apresentações, também, era o primeiro CD que eles estavam gravando. Depois que alguns dias a rádio mandou várias cópias do CD pra gente. A capa do CD, foi uma das fotos que eu havia tirado no ensaio que eles haviam feio para colocar no site; quem ouviu primeiramente foi os familiares deles é claro, Dona Marisa se enchia de orgulho em ver seus dois filhos homens se realizando profissionalmente.

Em uma das apresentações deles, nos intervalos, eles iam em mesa em mesa divulgar o CD. A rádio havia feito apenas cinqüenta cópias do disco, em uma única apresentação eles venderam todos os discos. Foi uma surpresa para todos nós, mas logicamente todos ficaram felizes com o acontecido. No outro dia o Leo foi falar com o proprietário da rádio para fazer novas cópias do CD. Em um dia normal estava eu e o Victor no nosso quarto no apartamento, estávamos arrumando o quarto, quando eu resolvi ligar o rádio para ouvir algumas músicas para eu me animar na hora da arrumação. Depois de algumas canções o Aguinaldo, o locutor da rádio disse:

- Então pessoal, vamos ouvir agora a música que é mais pedida aqui na rádio. O impressionante é que ela nunca foi tocada em algum lugar se quer e esses dois meninos, que são os autores da canção, são conhecidos em alguns barzinhos da cidade. – Na cidade havia outras duplas que passavam noites em botecos e bares cantando, então a “concorrência” em ter um bom lugar para se tocar na noite, era um pouco grande. – Então com vocês, a dupla Vitor & Leo com a música “Pra Mim Só Tem Você”.

Olhei para o Victor e ele pra mim. Meus olhos se encheram de lágrimas de tanta felicidade e nós dois nos abraçamos.  Aquilo era mais do que uma realização, parecia que era um dever cumprido. Ficamos sentados ali na cama ouvindo a música tocar, vi o Victor chorando depois que a canção tocou; Do nada a campainha toca, fui abrir para ver quem era. Leo, com um sorriso lindo no rosto, o convidei  para entrar, mal entrou e já foi abraçando o Victor pela vitória que haviam conquistado.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Capítulo 56 - A Data


Para eu ficar mais feliz fiquei sabendo que a Flor já era mãe. Ela tinha dado quatro filhotes lindos.  Ficamos conversando mais um pouco com a Mayara e fomos pra casa da minha mãe. Ela havia se mudado pra antiga casa que eu morava, pois a família que estava morando lá, não estava pagando direito o aluguel e a imobiliária pediu para que procurassem outra moradia. Quem recebia o dinheiro era a minha mãe. Ela tinha me falado isso que havia se mudando, na ultima vez que a gente se falou.

Chegando lá, foi uma surpresa para a minha mãe, ela me abraçou bem forte em me ver que eu estava bem. Nós duas falávamos poucas vezes também. Nisso, o meu pai chegou do serviço abraçado com o Victor todo feliz. O abracei também. Conversamos sobre os três anos que ficamos lá e também falamos que a nossa vinda pra cá foi por causa do casamento que a gente iria marcar. Minha mãe ficou um pouco assustada com isso, sei que nós dois estávamos namorando quatro anos e casar logo assim? Mas não importava, eu amava o Victor, e ninguém me impediria de fazer isso, mas ela disse que eu já era dona do meu nariz e se o que a gente estava fazendo estava bem pra nós dois, estava bem pra ela. Verdade, eu tinha vinte e cinco anos e me virava muito bem e o Victor tinha vinte e oito e era muito resolvido no que fazia. Mas enfim, ela aceitou. Ficamos mais um pouco lá, e resolvemos ir embora pra arrumar apartamento pros músicos da banda.

Não era só pra eles, pra nós também. Decidimos morar com eles também. E ficou da mesma forma que aconteceu em São Paulo,  até nas moradias, o Marcos era nosso vizinho novamente.  Sei lá, mas parecia perseguição isso. Eu e o Victor fomos até uma igreja ver a data do nosso casório. Quando chegamos lá, o Victor preferiu rezar primeiro; o Victor não demonstrava, mas ele era muito religioso.

Depois fomos conversar com o Padre, ficamos lá uns vinte minutos e depois fomos embora. Já era quase de noite e voltamos para o nosso apartamento.  Foi um pouco difícil escolher a data, mas, escolhemos bem. Dia 18/10 era a data.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Capítulo 55 - As Novidades


No outro dia eles também não teriam show, então o Victor conversou com o Leo falando sobre o casamento. Conversou só à noite, por que ele havia saído com a Tati para um passeio. Na noite que eles conversaram, o Leo tinha aceitado a proposta e depois ia passar em porta em porta falando com os músicos. Eu claro fiquei toda feliz, agarrada no Victor, nós dois pareciam duas crianças. Mas aí a brincadeira acabou se prolongando para uma brincadeira mais quente. Nós dois não tínhamos mais tempo pra fazer esses tipos de coisas, às vezes a gente dava uma fugidinha escondida antes de ir para o trabalho. Sem prevenção? Bom, como era rapidinha, tinha nem tempo de pensar em camisinha, mas no dia seguinte eu já tomava as pílulas. Ter filhos a gente não pensava ainda, mas o Victor gostaria muito de ser pai, quem sabe depois da gente casar.  Dias depois, nós conseguimos passagens para voltar para a minha cidade. Lógico, foi com dinheiro que os meninos ganhavam e graças a Deus, o lucro deles havia aumentado bastante. Com a van que a gente havia comprado, eles conseguiram vender uma semana antes da viagem prevista. Fomos nos se despedir do seu Raimundo, que graças a ele a gente tinha moradia em São Paulo. Sei que era estranho pedir pra alguém que me ajudou também com isso, pra ir em meu casamento,mas eu fiz o convite pra ele e para sua mulher, a Dona Áurea. Ela nos dava apoio no que a gente precisava, principalmente para o Leo e o Victor. Disse que mandaria o convite depois.

 No dia da viagem, o Leo ligou para Dona Marisa falando que nós estávamos voltando para casa pra tentar a vida lá. Ela estava morando na casa do Victor, já que ele não queria nem vender e nem alugar a casa dele. No aeroporto, nós esperávamos o avião, eu e o Victor ficávamos trocando carícias um com o outro. O Marcos vendo a cena ficava um pouco incomodado. Eu e ele havíamos criado uma grande amizade, lá ele havia arrumado uma namorada, isso foi uma tranqüilidade pra mim, mas depois de um ano e meio de namoro eles terminaram e os olhares para mim, voltaram para mim.

Pegamos o avião, três horas de viagem.  No desembarque, estava o pai dos meninos lá com a Paula. A Dona Marisa e o seu Ronald, não estavam mais casados, um evitava um pouco o outro. Eles vieram nos abraçar e o pai dos meninos conheceu o pessoal da banda, ficou por ver que eles estavam ajudando os dois filhos dele com a profissão que haviam escolhido. Entramos no carro do pai deles e os meninos da banda pegaram um taxi. Fomos para a casa do Victor onde estava a mãe dele. Ela nos recebeu de braços abertos toda feliz com lágrimas nos olhos de saudade. Ficamos por lá algumas horas.

- Victor, quero matar a saudade de duas pessoas, quer ir comigo? – Perguntei pro pra ele.Ele aceitou e a gente se despediu de todos que estavam lá dizendo que a gente já voltava.

Pegamos o carro e fomos pra casa da Mayara. Quando cheguei lá, vi-a no jardim dela com uma barriga enorme. Desci do carro e já fui falando:

-É impressão minha, ou a moça está grávida? – Falei pra ela. Quando ela se virou, vi seus olhos se encherem de lágrimas. A gente se falava por celular poucas vezes e sobre a gravidez ela não havia me contado.

- Letííííciaaaaa !!!!! – Ela veio em minha direção abrindo os braços para me abraçar.

O Victor ficou encostado na porta do carro vendo a cena todo sorridente.

- Mana, que saudades.

- Eu também estava mana, também estava. Mas menina, que barriga é esta? – Disse com lágrimas nos olhos.

- Rsrs, ah estou grávida de seis meses. Queria fazer surpresa por telefone quando você pudesse me ligar, mas como você está aqui...

- Awn, mais linda grávida, parabéns.

- Rsrs, obrigada. Oi Victor.

O Victor se aproximou e a veio abraçando ela dando os parabéns. Ela nos convidou para entrar e já foi falando que o Leonardo não estava lá por que estava no trabalho. A gente ficou conversando na sala.

- Eu estou vendo de mais, ou vocês dois vão casar? – Curiosa como sempre, uma coisa que ela não havia mudado.

- É sim, a gente vai casar. Voltamos para cá por que nós queremos casar aqui pra ser mais fácil. Queria contar a novidade pra você, mas a falta de tempo não deu.

- Ah, tudo bem mana.

Ficamos horas e horas conversando. A Mayara estava grávida e uma menina e ainda não havia escolhido o nome.

- Tem alguém que está morrendo de saudades de você. – Falou ela.

- Suspeito quem seja. Pode me levar ela até lá ?

- Claro, vamos.

Fomos para o quintal e no que eu vi a Flor, ela veio correndo em minha direção e pulou em meu colo. Ela me derrubou no chão e ficou me lambendo a cara. Fiquei fazendo vários carinhos nela, quando ela viu o Victor, saiu correndo em direção a ele também.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Capítulo 54 - Casamento


Dias se passaram, fazendo shows por São Paulo, era quase diários. De quarta a domingo, ou até as vezes de terça a domingo. A renda havia aumentado, nós estávamos conseguindo pagar o apartamento, nós que eu dizia era eu, o Victor, Leo e a Tati. Os músicos como eram empregados, a gente pagava pra eles. A van que o seu Raimundo havia arrumado para a gente, nós havíamos juntado um dinheirinho pra poder comprar uma, um pouco menor do que a gente usava, então nós deixamos o seu Raimundo livre de “despesas” para nos ajudar.

Anos se passaram, dois, três anos fazendo a mesma rotina de sempre, entregando folhetos para as pessoas, shows em barzinhos e botecos, público cantando músicas do Victor, que antes eles não faziam isso e casas de shows cada vez mais lotadas. O site deles tinha quase mil visitas por dia, mas eles não eram reconhecidos nas rádios e nem canais de TV, eles cantavam por que gostavam de fazer e ver as pessoas cantando as músicas deles,já era um sonho realizado.

Num dia qualquer outro, estava eu e o Victor em uma pracinha de São Paulo, tendo os nossos momentos como casais e tendo um pouco de paz para tranqüilizar a vida corrida nossa.De repente o Victor fala pra mim :

- Olha, sei que  gente está quatro anos noivos e estava pensando em marcar a data do nosso casamento, o que você acha ? – Eu sabia que a gente estava a muito tempo noivos, e eu nem cobrava isso dele, pelo tempo corrido, dava nem tempo da gente pensar nisso.

- Bom Victor, você sabe o quanto isso é especial para nós e você sabe também que eu nunca cobrei isso de você, se você acha que está preparado para isso, vamos marcar sim. Mas onde vai ser ? Temos que ver o lugar do casório primeiro para marcar a data. – Tipo, casar em São Paulo não era uma má idéia mas o problema era como que os convidados viriam .

-  Bom isso é verdade, mas quero que você escolha o local.

- Ai amor, quer me deixar mais confusa ainda é ? Bom, São Paulo não é uma má idéia, mas vai ser ruim pros convidados viajarem para cá. Pensei na nossa cidade mesmo, na minha terrinha.

- Bom se isso pra você vai te deixar feliz eu aceito também. Vou conversar com o Leo sobre isso e dizer pra ele se a gente pode voltar pra lá, por que lá também tem bastante casa de shows e botecos e a gente poderia fazer o que faz aqui, entregar folhetos e as outras coisas .

- Tudo bem.

Já estava decidido o local do casamento, na minha cidade. Comecei a torcer para que o Leo aceitasse a proposta do Victor.
Eu e ele passamos o resto da tarde juntos, já que naquele dia mesmo, eles não teriam algum show.

(...)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Capítulo 53 - Casa Cheia

E os dias se passaram, o pessoal todo da banda, eu e a Tati entregava folhetos fazendo propaganda deles. E por falar em banda, o baterista havia saído, violões, acordeon, contra-baixo e duas vozes eram também lindas, ele não quis dizer o motivo, mas saiu.
Eu trabalhava muito tirando foto deles, por eles morarem em apartamento, algumas pessoas sabiam que eles cantavam na noite no barzinho do seu Raimundo, então, quando via eles na rua, eu tinha que fotografa-los.
A Paula e a Dona Marisa vieram com o Matheus e o Antonio para São Paulo pra passar alguns dias conosco e também para que as crianças matassem a saudade da Tati e do Leo. Elas ficaram poucos dias lá, mas a Paula trouxe os folhetos para a gente divulgar para as pessoas.
Dias se passaram, bom, meses também. Todos divulgavam o show dos meninos, a gente passava quase o dia inteiro entregando folhetos pras pessoas na rua e em bares que tinham possibilidades de ter artistas tocando por lá. Os meninos também entregavam, não tinha vergonha de se disfarçarem.
Alguns dias se passaram, e várias pessoas ligavam para os meninos pedindo shows nos barzinhos e botecos que tinham. As vezes quando cantavam, tinha várias pessoas por lá. Todos aplaudiam eles. Era uma mistura de música e ritimos que todos gostavam, que pediam um "bis" para cantar novamente.
Um dia normal como todos dos outros, eles foram convidados para tocar em um bar, mas não era um simples bar, era AQUELE bar. Muito chique mesmo. E fomos para lá e quando chegamos, tinha uma fila enorme de pessoas esperando o bar abrir. Era grande o local, levamos os equipamentos para dentro; no que a gente arrumava,  o dono do bar veio pra falar conosco.
- Essa fila toda é sempre assim pra entrar no bar ? - Perguntei. Como sou curiosa, não pôde passar dispercebido. Como o bar era grande e bastante conhecido na região, fiquei impressionada com a "multidão"
- Não, apesar do local ser famoso aqui, Graças a Deus, nunca teve este público grande. Eles vieram para ver o show deles. - Apontando para os meninos, o dono do bar falou todo feliz.
O Leo olhou pro Victor e o Victor pro Leo, eles pararam de arrumar as caixas de som e um deu um sorriso para o outro.
Agradeci o dono e fui ao encontro deles, abaixei para falar com eles, mas num disse nada, só pelo brilho dos olhos de cada um dizia tudo. Ajudei eles com as coisas.
De repente, a porta do bar se abre, aquela "população" entrando no bar e enchendo o local,  me deixou um pouco orgulhosa pelo nossos esforços para fazer o sucesso deles serem reconhecidos.
A casa lotada e tinha gente lá pra fora querendo entrar, mas não tinha nenhum espaço.
Dei um beijo de boa sorte no Victor e um abraço do Leo, e fui fazer a minha parte, fotografar os melhores momentos.
Todos amavam cada vez que os meninos cantavam músicas do passado e riam muito com as graças que o Victor fazia.
Todos queriam tirar fotos com eles, não estava previsto isso em nossos planos na noite, mas os meninos aceitaram numa boa. Fizeram um sorteio pro máximo trinta e cinco pessoas tirarem fotos com eles e eu dizia que estaria no site deles depois. Eu passava o endereço do site pra todos depois q eu fotografava.
Acabou o show, jantamos e o bono do bar pagou os meninos, foi o cachê mais alto que eles haviam recebido.
Voltamos para o apartamento, voltamos em uma van que o Seu Raimundo arrumou pra gente. Ele era tão bondoso que tinha festo este favor pra gente.
(...)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Capítulo 52 - Decisão


Depois de ligar para o Leo, o Victor se levantou e jogou o celular em cima da cama, ficou na porta do banheiro apoiando o braço no batente da porta e de cabeça baixa. Vi aquela cena dele todo triste, só me levantei e fui abraçá-lo. Abracei ele por de trás.
- Vai ficar tudo bem, as coisas vão se resolver com o tempo. – Falei para ele encostando a minha cabeça em suas costas.

- Não é por mim que estou assim, é pelo Leo. Cara, três meses enganando ele e ele batalhando tentando sustentar a mulher e dois filhos. Não me conformo. – Depois de suas palavras, fiquei na frente dele, pedi que ele olhasse em meus olhos e fazia carinhos em seu rosto.

- O Leo vai superar essa fase, a Tati está lá pra ajudar ele neste momento. Vai ficar tudo bem. Tome um banho,  vai se sentir melhor.

- Virou psicóloga agora é ? Rsrs. – Me dando um beijo logo depois.

- Aprendi com a sua irmã. – Pisquei para ele.

Fiquei vendo as fotos do show que havia tirado, mas logo parei vendo a aliança que o Victor havia colocado em meu dedo. Só queria ver a reação dos meus familiares e amigos em saber que eu estava noiva, não que eles não aceitavam o meu namoro com o Victor, mas sim achar que isso é muito cedo pra nós dois. Muita gente dizia que eu e ele éramos feitos um para o outro, que éramos um casal perfeito, e por ai ia. Eu achava sim que eu e ele combinávamos muito, eu aprendia coisas com ele e ele a mim, mas pra mim isso chegaria ao ponto que os comentários das pessoas acharem muito cedo pra gente casar, iria me afetar, mas deixei de lado. O Victor sempre dizia pra esquecer o que as pessoas falavam  a respeito a mim, porque isso não iria mudar a minha vida, então fiz isso, a partir dali eu iria ignorar os comentários sobre quem acharia que era muito cedo para gente casar.

O Victor saiu do banho e já foi me agradecendo por eu ter mandando ele ter feito aquilo, por que fez um bem pra ele . Depois foi eu. Tomei para tirar o cansaço que estava em mim. Sai do banheiro, o Victor já estava dormindo. Fiquei olhando pra ele um bom tempo, finalmente fui dormir, deitei lentamente na cama para não acordá-lo.

Quando acordei os raios de sol batiam em meu rosto, parecia que eu só tinha acabado de fechar os olhos.
O Victor estava me abraçando, a mão direita dele estava sobre a minha, fiquei vendo as nossas alianças e pensei comigo: - Poxa cara, eu vou casar.

Já se passava das dez da manhã, quando tocou a campainha do quarto. Levantei-me cuidadosamente para não acordar o Victor, e fui ver quem era. Era o serviço de quarto, trazendo o café. O Victor acordou com a voz do moço que trouxe, ele falava um pouco alto. Até emburrado o Victor era lindo. Dei um beijo de bom dia e comecei a rir da cara dele.

Tomamos o café, trocamos de roupa e saímos do quarto, no que a gente saiu, o Marcos estava fechando a porta de seu quarto também. Fomos para a recepção, o Marcos foi procurar um dos integrantes da banda, nisso o Leo apareceu com a Tati. Nos cumprimentamos e o Leo convidou o Victor para sair pra eles conversarem sobre o futuro deles.  Os dois saíram e eu convidei a Tati pra ir no meu quarto por que eu iria passar as fotos do show pra Paula postar no site deles.

Enviei as fotos e nós duas ficamos conversando um pouco, quando o Victor mandou uma mensagem no meu celular dizendo que era pra gente encontrar ele na pracinha que tinha perto do apartamento.

Fui com a Tati até lá, quando chegamos estavam o pessoal da banda  estavam lá também.
- Gente, já que está todo mundo aqui, eu e o Leo viemos dizer o que a gente pensou em fazer. Bem, decidimos que daqui pra frente, quem vai arrumar shows pra nós vai ser eu e o Leo. Se vierem alguém falar com vocês, vendo que são músicos ou trabalham como fotógrafos,  falando que está precisando de alguém para tocar em algum lugar, primeiramente nós temos que ver o local se vai ser adequado para nossos equipamentos e aí sim aceitaremos fazer o show. Conversei com a irmã nossa, e ela disse que vai fazer propagandas nossas em folhetos para distribuirmos para as pessoas. Ela que teve esta idéia.
Já vou dizendo que isso não são regras, mas é a maneira mais fácil para não acontecer novamente. – Falou o Victor. Parecia aquelas pessoas que vão em locais para dar palestras.

Todos aceitaram e assim seria daqui pra frente.

(...)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Capítulo 51 - O Sumiço

Logo depois, eles continuaram o show. O Victor não tirava os olhos de mim. Mais tarde o show acabou, todos aplaudiram os dois; eles vieram ao nosso encontro, e ficaram conversando comigo e com a Tati. Depois foram conversar com o dono do boteo, era o seu Raimundo.
No que eles ficavam conversando, o Victor me chamou para que eu ficasse junto a ele. Deixei a Tati acompanhada com o pessoal da banda e fui até lá com eles; cumprimentei o seu Raimundo e deixei eles continuarem a conversar. O Victor me segurando pela cintura.
- Todos daqui adoraram vocês. Quero que vocês fiquem a vontade, hoje vai ser por conta da casa. - Falou Raimundo todo feliz por aquilo, não só pelas pessoas estarem ali, mas pelos meninos que conseguiram agradar a todos.
- Que isso seu Raimundo, nós dois pagamos o senhor. - O Leo disse recusando a proposta.
- Não senhor, aceite como o cachê de vocês. - Disse ele batendo no ombro do Leo.
O boteco sevia comida também, era quase um restaurante, mas com a insistência do dono, eles acabaram aceitando. Nós fomos para o lugar onde eu estava, estavam todos lá, a Tati, os meninos da banda, a dupla, eu, mas faltava uma pessoa, o Alessandro. A gente procurava ele pra todo canto, mas não achamos. Resolvemos comer primeiro e depois procurá-lo.
Depois de jantar, arrumamos os instumentos e voltamos para o apartamento a pé, já que o Alessandro havia sumido e por que ele não atendia o telefone. Chegando lá, ficamos na recepção pra ver se ele estava por lá, mas nada dele. O Marcos, o Victor e o Leo resolveram procurar por ele. Os dois ficaram por lá mesmo pra ver alguma coisa e o Marcos foi no quarto dele. Sem sucesso com os meninos.
Mas logo depois o Marcos veio correndo.
- Gente, o Alessandro foi embora . - Falou o Marcos tentando recuperar o fôlego.  Todos ficaram assustados com aquilo.
- Você tem certeza disso ? - Eu disse.
- Tenho sim Letícia, a porta do quarto estava meio aberta e eu entrei pra ver se ele estava lá, mas nenhuma das coisas dele estava no quarto.
- Gente, o Alessandro deu um golpe na gente. - Falei pra todos.
 - Não pode ser, eu confiava nele. Estava três meses trabalhando comigo e deixa eu e meu irmão assim do nada ? - Falou o Leo todo triste. A Tati ficou ao lado dele para consolá-lo. O Victor só se sentou no braço do sofá e eu fiquei ao lado dele para apoia-lo.
Os dois estavam  sem chão.
E agora ? o apartamento ? Os dois tinham pouco dinheiro para sustentar oito pessoas.
A Tati foi falar com a recepcionista sobre a hospedagem nossa, ele havia removido a hospedagem nossa de lá. Pronto. A gente ia dormir aonde ?
Saimos de lá todos de cabeça baixa. O Victor começou a chorar, deitei a cabeça dele no meu ombro e disse para ele se acalmar por que tudo aquilo teria uma solução.
A gente fazia o caminho de volta., pensava comigo mesma: Como que um homem, "todo poderoso" faz isso com duas pessoas que estão tentando subir na vida, tentando arrumar um emprego bom para se ajudarem e ajudar seus familiares ? Ele não tinha coração não ?
No caminho, nós encontramos o seu Raimundo, que já havia fechado o boteco.
- Que tristeza são essas queridos ? - Falou ele com toda a alegria do mundo.
- Ah seu Raimundo, o assessor deles deixou ele na mão de foi embora, e agora a gente não tem onde ficar.- Falei em nome de todos; os meninos não teriam vozes para explicar a situação, a banda não tinha culpa de nada e a Tati consolava o Leo também. - E ele não atende o celular e deixou a gente sem moradia.
- Nossa, mas que pessoa mais sem noção. - Raimundo disse. - Voltam lá para o apartamento que eu vou pagar tudo pra vocês.
Todos sorriam, seu Raimundo nem esperou a resposta nossa e foi "empurrando" a gente novamente para o local. Ele fez tudo, pagou os quartos e disse que pagaria o tempo que fosse pra gente arrumasse um lugar melhor.
Voltamos para os nossos quartos. O Victor não acreditava no que havia acontecido. Ele estava com a mão na cabeça, para consolá-lo, o abracei por de trás e pedi para que ele se acalmasse.
Pegou o celular e ligou para o Leo
- Leo, a gente precisa conversar amanhã.
(...)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Capítulo 50 - O Show


No outro dia foi assim também, ensaios e produção de novos arranjos.  O galpão não era muito grande, era mais para um salão de festas do que um galpão. No outro dia era a apresentação deles. O Alessandro nos levou para um boteco pequeno que tinha na cidade para ver com o dono se estava tudo certo e o local onde eles cantar e para colocar os instrumentos da banda. Não era muitos integrantes, era um acordeom, contra-baixo, violão e bateria. Tinha dois violões, um era o Marcos e o outro o Victor.

Chegando lá, era um lugar simples, mas bem arrumadinho. Conversamos com o dono do boteco. Ele não tinha aberto ainda o local, ele foi mais cedo para nos receber. Ficamos um bom tempo lá, e depois voltamos para o pequeno apartamento que a gente morava.

Passamos o resto do dia lá. No dia seguinte era o dia tão esperado.  Estávamos acordados, eu e o Victor estávamos no quarto, deitados na cama e falando sobre o assunto do show, até que ele tocou no assunto da surpresa que ele preparava para mim.

- Hoje , além de ser especial para mim, vai ser especial para você também. – Ele disse com um brilho nos olhos. Ele fazendo carinhos no meu rosto quando disse a frase. Cada dia ele estava mais romântico, me dava mais abraços carinhosos, beijos, selinhos, mexia no meu cabelo ... Ele era assim quando estava mais feliz com ele mesmo.

- Eu sei que vai, vindo de você, já é especial para mim. – Falei pra ele olhando nos seus olhos castanhos. Retribuí o carinho acariciando o rosto dele.

Ele me deu um beijo carinhoso. A gente se levantou e fomos trocar de roupa, nisso a campainha do quarto toca. Fui abrir para ver quem era, era o Leo com a Tatianna.

- Oi Leh, tudo bem ? – Falou a Tati me abraçando. A gente tinha virado grandes amigas, e ela me chamando daquela forma, me deixava feliz por ter uma amizade verdadeira com ela.
Logo depois cumprimentei o Leo e os convidei para entrar. Cumprimentaram o Victor e logo fomos conversar. Batemos um papo bom, até que uma hora o Victor puxa o Leo para o canto para conversar. Eu achei estranho aquilo, não liguei, mas logo o Victor veio falando:

- Meninas, a gente vai ter que precisar sair, vamos resolver uma coisa sobre o show de hoje e logo voltamos. – Depois de dizer, ele deu uma piscadinha pra gente. O Victor não era de fazer essas coisas, e a Tati falou na minha frente que esperava eles depois na recepção do apartamento.

O Victor acabou de se arrumar de desceu com o Leo para arrumar as coisas do show.
A Tati e eu ficamos conversando mais um pouco. Ela me ajudou a arrumar algumas coisas no quarto e depois descemos para esperar os meninos. Eles demoraram bastante, até que chegaram. O Leo vinha com uma sacola na mão, não dava pra ver o que era, mas ele disse que era um óculos de sol que ele havia comprado pra ele. Passamos o dia inteiro juntos.

Logo já era a noite, os meninos estavam tensos. A banda já estava no local do show e eles estavam se arrumando para a apresentação.  Eu fui junto com a banda, quando eles chegaram por lá, estavam um pouco lotado o local. O Victor me viu sentada em uma das mesas com a Tati e veio me cumprimentar.

- A sua surpresa vou fazer ainda hoje. – Falou no meu ouvido bem baixinho. Eu apenas sorri e dei um beijinho de boa sorte pra ele .

E assim começou a apresentação deles. Cantavam músicas deles e músicas de outros artistas que eles ouviam desde pequenos. E eu só tirando fotos e orgulhosa por ver quem eu mais amava na vida estar feliz pelo que estava fazendo.

No meio da apresentação o Victor pede a atenção de todos.
- Gostaria da atenção de todos aqui. Hoje faz um ano que eu tenho em minha vida uma mulher que me completa. Um ano que ela me faz mais feliz. Nós já passamos Natal e Ano Novo juntos, e isso me fez um bem incrível que vocês não tem idéia.  Hoje a gente completa um ano de namoro e venho aqui fazer um pedido especial para ela, - Ele foi tirando do bolso uma caixinha pequena e mostrou a todos , quando eu vi a caixa não acreditava no que estava vendo. -  eu sei que ela já aceitou e o pedido que eu fiz eu escrevi com o batom dela no espelho do banheiro onde eu morava. Letícia, quer casar comigo ?

Ele mostrou as alianças para mim. Eu disse aceito para ele. Eu estava na primeira fila de mesas que estava no local, ele estava sem o violão quando ele fez o discurso e veio em minha direção. Estava emocionada, quase chorando.  Ele tirou uma delas e a colocou no meu dedo e a beijou. Fiz o mesmo gesto do que ele, depois dei vários selinhos e um abraço nele.

O Victor voltou a se sentar  para continuar cantando. A Tati venho me dando parabéns pelo que nós dois havíamos conseguido e desejou felicidades para mim e para ele.

(...)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Capítulo 49 - Pegando Amizade

No carro indo para o restaurante, resolvi ligar para minha mãe pra falar que eu já havia chegado em São Paulo  e enquanto isso o Victor ficava vendo as fotos que eu havia tirado no ensaio. Minha mãe não pôde ir conosco ao aeroporto por que ela estava trabalhando. Conversei com ela um pouco até chegarmos no restaurante.

Chegando lá, o Alessandro foi ver a mesa pra gente, enquanto isso a Tati chegava logo depois. Ela tinha ido ver algumas lojas para as roupas dos meninos. Além da nutrição, ela iria cuidar disso também.

Depois de algum tempo, o Alessandro veio levando a gente para mesa. Sentamos todos juntos. O Marcos fez questão de sentar um pouco perto de mim, os olhares dele haviam parado após o beijo que o Victor me deu . Quando eu percebi que era isso que o deixava parar com os olhares, comecei a dar mais beijos no Victor.

Enquanto a gente esperava os nossos pedidos, a Mayara me ligou perguntando da viagem e o que a gente estava fazendo. Eu disse que estava tudo ótimo e que estava no ensaio da banda com eles tirando algumas fotos. Não foi só ensaio o que aconteceu lá no galpão, teve momentos que eles faziam arranjos para as novas músicas.

Ela adorou a novidade. Nos dispedimos e logo depois a comida chegou. A gente almoçou e depois de almoçar, ficamos esperando o Alessandro lá fora. Ele iria pagar a conta da gente. Nesses casos estava adorando trabalhar com a dupla. Rsrs.

Ficamos eu e o Victor conversando, quando o Marcelo chega pra conversar conoso. Pensei comigo: - Pronto estou feita agora, namorado de um lado e um adimirador meu do outro.
Ele veio falando do ensaio que eles haviam feito. Foi naquela hora que eu percebi que ele não queria estar perto de mim por ter me achado interessante, queria como amiga. Bom, eu pensei assim, a não ser que ele queria se aproximar de mim.

A gente conversava e via que não era por conversar, ele queria se aproximar de mim mesmo. Via isso nos olhares que ele dava pra mim quando nós dois conversava.
Nisso, o Alexandre veio para nos levar para o hotel, bom, na verdade não era um hotel, era um apartamento. Chegando lá, vi que ele seria o nosso viznho.
Já vi que ele não ficaria tão longe de mim assim.

(...)

Capítulo 48 - Os Olhares

Chegando no galpão, a banda já estava por lá esperando os dois. O Alessandro já foi dizendo pra mim depois de descer do carro:

- Letícia ainda bem que você veio, precisava mesmo que você viesse para tirar as fotos deles e da banda também. - No que ele falou isso, meu coração gelou. Ainda bem que eu havia levado a minha câmera junto comigo, bom na verdade eu sempre levava comigo. - É que eu quero "treinar" eles e a banda logo com isso já, causo venha alguma repercução na carreira deles.

- Ah, tudo bem. - Só disse isso depois que ele falava pra mim. Reparei que um dos integrantes da banda não parava de olhar para mim. Mesmo com o "patrão" dele, do meu lado, ele não parou de olhar, só agarrei o braço do Victor para ver que eu tinha alguém em minha vida.

Fomos onde estavam todo mundo. Cumprimentei todos da banda, quando cheguei perto do moço que ficava me olhando. Quando eu cheguei perto dele, parecia que ele estava encantado comigo. O cumprimentei e me disse o seu nome. Era Marcos. Ele também não era de se jogar fora, mas o meu coração tinha dono.

Logo depois eles começaram a ensaiar. E eu tirando foto deles e da banda. Cada música linda que o Victor fazia, não fazia a ideia que ele fazia músicas tão boas. Ele como professor antes, ele escondia o seu outro dom muito bem, mas depois de mostrou isso para mim e para o resto das pessoas, ele tinha que ser músico mesmo.

E nos ensaios o Victor sempre com um sorriso lindo no rosto. Via ele cantando e tocando, parecia que ele se entregava totalmente nas canções e na hora de tocar. Ele tinha nascido para ser músico.

O Marcos não parava de olhar pra mim, eu estava começando a ficar encomodada com isso. Não sabia o que fazer, mas eu tinha que ser paciente até na hora de acabar os ensaios.

Quando acabou, dei Graças a Deus por isso. Logo depois de terminar, o Victor veio na minha direção e veio me dando um beijo. Mas era aqueles beijos de cinema mesmo. Pensei comigo: - Que ótimo que ele está fazendo isso comigo.
O Marcos e a banda toda a gente já tinha se visto no aeroporto, mas o ele não estava assim quando me viu por lá.
Depois do ensaio, fomos almoçar em um restaurante próximo dali.

(...)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Capítulo 47 - Ensaio


Depois da gente ter feito amor, eu e o Victor ficamos abraçados um ao outro.Ele, como sempre, fazendo carinhos em mim.

- Daqui a dois dias, é o show que a gente vai fazer, e neste dia, que é especial para mim, quero fazer uma surpresa para você. – Disse o Victor todo sorridente olhando para mim. Ele tinha um brilho nos olhos quando falava sobre o show e quando falou da surpresa para mim, seus olhos brilhavam mais do que estrelas. O Victor tinha um olhar que encantava, além de ter um olhar sedutor e olhar de safado, era mais lindo quando ficava olhando para mim diretamente.
- Uma surpresa para mim ? – Falei um pouco assustada, por que além do Victor sempre ser carinhoso pra mim, ele fazia poucas surpresas. Algumas delas, eram flores e algumas composições que ele me mostrava. Certamente, era algo muito especial para mim, por que ele disse numa forma tão alegre e sério para mim, e quando fazia cara de sério, era sério mesmo.
- Sim, e espero que goste quando eu fazer. Vai ser ... Bom, se eu falar onde vai ser, eu vou contar a metade da surpresa. – Falou ele tirando sarro por que ele quase contou a surpresa.
-  Ai, meu bobo. – Disse sorrindo e dando dois selinhos nele.
Aí toca a campainha do quarto. – Quem é ? – Perguntou o Victor .
-  É o Leo .
- Ah, espera aí cara, vou demorar um pouquinho!
Vai ser trocando rápido por que ele não tem muita paciência. – Falou ele baixinho para mim.
O Victor acho que foi mais rápido do que o super-men na hora de se vestir. Eu estava terminando de colocar a blusa, quando o Victor foi abrir a porta. O Leo entrou no quarto e foi olhando para a cama desarrumada.
- Pô cara, já estreou o quarto muito bem em ? – Falou o Leo tirando um pouco de onda com a cara do Victor.
O Victor só olhou para mim.
- Ah Leo, tem que estrear as coisas bem não é ? - Falou ele com um pouco de vergonha. Nessas coisas mais íntimas nossas, ele era muito vergonhoso.
 - Numa parte você está certo. Bom, o Alessandro arrumou um lugar pra gente ensaiar com a banda, estão chamando a gente pra ir pra lá.

- Está ok Leo, vou me arrumar direito e já vou descer.
- Juízo os dois viu. - Falou o Leo olhando principalmente pra mim.

- Está bom Leo, a gente vai ter juízo. - Falei pra ele um pouco atrás do Victor.

Depois de fechar a porta, o Victor veio me agarrando e dizendo:

- Será que a gente tem juízo mesmo ?
- Bom, se a gente estiver safados um com o outro, a gente não tem não.

Dei um selinho nele, e descemos para a recepção. O Leo veio de encontro com a gente, e pegamos o carro para ir em um galpão para ver eles ensaiarem.

(...)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Capíulo 46 - São Paulo

Em dois dias eu fiquei ajudando o Victor e o irmão dele com as coisas novas da dupla, como banda, assessoria, sites...
Depois dessa "correria" tivemos que arrumar as nossas malas para morar em São Paulo. Antes de partir contei a novidade para Mayara, ela ficou triste por me ver partir e ir para longe da onde a gente morava, mas ficou feliz por me ver ajudar o Victor na nova carreira pro fissional dele.
Pedi que ela cuidasse da Flor por mim, já que eu havia colocado a minha casa para alugar.
Ela iria cuidar.
Com um abraço bem apertado nos dispedimos uma da outra, no mesmo instante o Victor chega de carro pera me pegar e levar a gente para o aeroporto. Minhas malas estavam dentro do carro.
Ele desceu para se despedir da Mayara.
Depois segimos para o carro dele para ir ao aeroporto, na hora de partir o Victor deu duas buzinadas.
Chegando lá o Leo já nos aguardava com a Tati no aeroporto, ela iria com a gente. Ela era nutricionista, então ajudaria na forma física dos dois. A mãe e a irmã também estavam lá, e o seu Ronald chegou pouco tempo depois, nos despedimos de cada um.
Pegamos o avião, eu, o Victor,  a Tati, o Leo, e as pessoas da banda e os assessores.
Seria oito horas de viagem.
Chegando lá, desembarcamos do avião, pegamos um táxi e fomos para o hotel onde o assessor deles haviam escolhido para a gente ficar.
Eu e o Victor ficamos no mesmo quarto.
Logo que entramos, o Victor me veio agarrando por de trás todo sorridente, dando beijos no meu pescoço.
- Obrigado por estar me dando forças e me ajudando na minha nova batalha. - Disse ele falando enconstando o queixo em meu ombro.
- Ah que isso amor, vou estar sempre ao seu lado no que precisar. Não só por que me pediram pra cuidar de você, mas por você estar sendo muito especial para mim. - Falei sorrindo ainda mais pra ele.
Ele me virou, segurou a minha cintura e ficou me olhando.
Ficou fazendo carícias no meu rosto e nos meus cabelos.Seus lábios foram ficando perto dos meus, ficamos dando beijinhos de esquimó.
Ele sabia que que eu gostava de coisas do tipo, ele sempre fazia isso comigo para me fazer mais feliz quando eu estava  ao lado dele.
E ele fez o mesmo, enconstando os seus lábios nos meus, eu senti como se fosse o primeiro beijo que a gente deu, lá no restaurante depois que ganhamos a viagem do cruzeiro. Parecia que eu sentiria todos os sabores gostosos do mundo novamente.
Me deitando na cama, foi beijando o meu corpo inteiro.
E fizemos certas besteiras ali.
(...)

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