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sábado, 15 de dezembro de 2012

Capítulo 38 - Felicidade


Logo uma enfermeira veio no quarto me dizendo:
- Olha é você que vai ficar aqui com ele esta noite? Por que nós precisamos de alguém pra avisar a gente, causo ele tenha uma melhora.
- Bom eu posso ficar, vocês podem chamar a mãe dele que está lá fora pra ela vim ver ele, por que vou precisar pegar algumas roupas então.
- Claro, vou chama-la.
Falei pra sogra tudo e fui embora pra pegar minhas roupas. Saindo do hospital, o homem que trouxe o Victor pro hospital veio falar comigo.
- Moça, prenderam o bandido que atiraram no seu marido.
- Ai, que bom. Como se chama? vou na delegacia falar com ele.
- Se chama Ernani.
Quando ele falou o nome do Ernani, não acreditei. Ele tinha feito aquilo? Como assim?
Agradeci o homem e fui direto pra delegacia.
Chegando lá, ele estava sentado na perto da porta, cheguei lá "derrubando" tudo.
- Seu filha da mãe, onde estava com a cabeça em fazer aquilo. Eu quase perco a minha vida, você quase matou a minha vida e agora ele está lá, quase morto por sua causa. - Falei gritando com ele.
Alguns policiais chegaram e me tiraram de lá e outros levaram ele para dentro.
- Ele vai ser preso ? - Perguntei ao policial.
- Vai, por homicídio doloso.
- Ah, muito obrigada.
Saí de lá soltando "fogo". Voltei pra casa, peguei algumas roupas e voltei para o hospital, quase a noite já. A dona Marisa se despediu do Victor e de mim, e disse que qualquer coisa era pra ligar pra ela.
Sentei ao lado dele novamente e acabei pegando em um sono.
Acordei no meio da madrugada, o Victor estava da mesma forma.Me levantei e peguei na mão dele.
- Sabe, você é o homem que eu sempre sonhei. Deus me enviou um anjo pra mim, não um homem.Ele sabia que eu gostava que eu queria encontrar uma pessoa que me fizesse sorrir sempre, que fosse companheiro comigo, que ficássemos juntos e ele viu que você tinha tudo isso e me mandou.
A sua avó me pediu uma coisa que estou cumprindo, mas ela não sabia que eu seria capaz de salvar a sua vida também.
Depois de dizer tudo isso, o Victor me deu um leve aperto na mão.
Olhei pra mão dele e o vi fazendo o gesto.
Abri um sorriso e comecei a chorar.
- Victor, se você estiver me ouvindo, aperte a minha mão novamente.
E novamente ele apertou a minha mão levemente.
Abri um sorriso em meio as lágrimas, apertei o botão para chamar a enfermeira.
- O que aconteceu com o paciente ? - Disse ela.
- Olha só. Victor, meu amor, a enfermeira está aqui pra te ver, pra ver que você está se recuperando, aperte a minha mão novamente pra ela ver.
E ele fez novamente o gesto.
(...)

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