Eu gritava pra todo mundo chamar uma ambulância, mas estava demorando muito e o Victor ali no chão gemendo de dor.
- Calma Victor, a ambulância já está vindo.
- Letícia - dizendo com dificuldade - fique bem perto de mim.
- Ta bom.
E a ambulância não chegava, vendo o meu desespero, gentil-mente cedeu o seu carro para levar ele.
Fui no banco de trás com o Victor no colo.
Chegando lá, o homem me ajudou com o Victor e ele já foi direto pra emergência, ele havia perdido muito sangue. Resolvi ligar para dona Marisa e avisar o que estava acontecendo.
Ela quase passou mal em saber da notícia, mas fazer o que? Ela era mãe do Victor, uma hora o outra ela saberia disso.
Eu andava pelo corredor todo em busca de notícias, até que dona Marisa chega.
- E meu filho, cadê o meu filho ?
- Calma, ele já foi internado, foi receber sangue pelo fato dele ter perdido muito.
- Que bom, mas e o bandido, prenderam ?
- Eu vi uns caras correndo atrás dele, não sei se pegaram, mas que o bandido é me familiar isto é.
Passaram vários minutos até o médico chegar.
- Vocês são parentes do paciente Victor ?
- Sim, somos a namorada e a mãe dele.
- Então, o quadro do Victor é um pouco grave, pelo fato dele ter perdido muito sangue, mas se tivessem demorado um pouco mais, ele não iria aguentar. Agora, depois de se recuperar, ele vai passar por uma cirurgia para a retirada da bala.
- Obrigada doutor. - Disse a sogra.
- Posso ir vê-lo? - Eu disse.
- Claro, uma de cada vez por favor.
Eu fui a primeira a entrar, quando eu entrei no quarto e vi o Victor "encubado", meu mundo caiu, comecei a chorar vendo ele assim.
Ele estava sedado, já havia recebido a transfusão de sangue.
Fiquei ali, vendo ele dormir sentada ao lado dele na cama.
(...)
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