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domingo, 30 de dezembro de 2012

Capítulo 43 - A Despedida Para Os Alunos


Depois da oficialização da dupla, os dias se passaram o Victor arrumava seus papéis para sair do trabalho na escola onde ele trabalhava.
O ultimo dia do trabalho do Victor, ele fez questão que seria especial, ele me convidou para ir junto com ele, por que ele falou para mim que seria especial para ele e queria que eu vivenciasse isso também.

Chegando na escola, era um lugar até que bonito, até de mais para uma escola, e não era particular não.

O Victor dava aulas para o Ensino Médio, era para todas as salas do 3º.
O último dia dele, foi como de costume, normalmente... Eu fiquei na secretaria esperando alguma coisa que ele precisasse.
Até que uma hora ele me mandou uma mensagem no celular dizendo que era pra mim subir para o 3ºB e que esperasse ele na porta da sala.

Fui procurar a tal da sala né? foi um pouquinho difícil, mas consegui achar.Chegando lá, o Victor estava sentado na cadeira e quando me viu mandou eu ficar ali mesmo.

- Bom pessoal, gostaria de fazer um pequeno discurso com vocês - Disse ele levantando da cadeira. - Bom, como todomundo sabe, vou parar de dar aula para vocês...

- Ah ! - Disse todo mundo com um ar de tristesa na cara.

- Mas é por uma boa causa, principalmente pra mim, que vai ser muito especial. Bom, aqui todo mundo sabe que eu toco violão e faço algumas compoisições e que isso é uma outra coisa que eu gosto de fazer na minha vida, além de dar aulas e o motivo de eu parar de dar aulas é este o motivo.
Meu irmão é músico, e ele me fez um convite de cantar junto com ele e eu aceitei. Então, talvez vocês me vejam por aí, cantando nas rádios e em programas de TV.

Depois do discurço, todo mundo vibrou com apalusos depois do discurso.

O Victor só agradeceu e logo me chamou para ficar ao lado dele.
Entrei e ele já veio logo pegando na minha mão, percebi que vários alunos dele ficaram me olhando, não liguei por que eu sabei que eu era só do Victor.

- Bom vocês devem estar estranhando e se perguntando: Quem é esta mulher ?
Bom, é a mulher da minha vida, a mulher que está fazendo a minha vida por completo e que está me fazendo sentir bem a cada dia que passa.
Ai um dos alunos gritou:

- Olha o professor, está bem na fita em.

- Para de falar nisso por que ela é um pouco vergonhosa. - Falou o Victor. - Bom gente, esta é a Letícia.

- Você trabalha em que Letícia ? - Perguntou uma das alunas.

- Oi gente, rsrs. Bom eu trabalho como fotógrafa.
E por aí foi, papo vai e papo vem.
Depois cada um dos alunos se despidiu do Victor e eu fui a responsável pela última foto dele com os alunos.

E depois fomos embora pra casa.

(...)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Capítulo 42 - Os Nomes

Depois da ligação, o Victor disse que o Leo viria para a minha casa para comemorar sobre a decisão dele.
Já era quase 11 horas da manhã e fui correndo pra cozinha preparar um almoço na comemoração dos irmãos.
Fiz uma lazanha no almoço. Quando estava quase tudo pronto, o Leo e sua mulher, a Tati, chegam. O Leo já vinha estampando um sorriso no rosto, todo alegre pelo Victor, ver os dois irmãos abraçados foi tanta emoção que eu ababei me emocionando.
O Leo veio me abraçando todo feliz, a Tati então, não cabia felicidade nela em ver o marido feliz.
Os filhos dele também vieram, o Antonio já era mais apegado a mim, quando ele me viu saiu correndo para me abraçar, o Matheus era um pouco, mas não muito quanto o Antonio.
Os homens ficaram na sala, enquanto eu e a Tati ficamos na cozinha, ela me ajudava no que eu precisava, não que eu tenha a chamado pra me ajudar, mas ela se impos para fazer isso.
Logo depois o almoço ficou pronto, todo mundo sentou a mesa.
Todo mundo elogiava a minha comida, bom, filha de cozinheira né ?
Depois do almoço, eu pergunto:
- E aí meninos, como vai ser o nome da dupla ?
- Ah pensamos em usar os nossos nomes mesmo para ficar mais bonito, e mais original.- Disse o Leo
- Ah que legal, eu perguntei por que tem duplas hoje em dia que mudam os nomes verdadeiros sabe.
- Vitor & Leonardo ? - Perguntou a Tati.
- É uma boa. - Eu disse.
- É legal também, mas acho que não chama muito a atenção das pessoas, eu pensei em Vitor & Leo. - Falou o Victor.
- Cara, amei os nomes. Por mim  já são esses. - Falou o Leo
- Então está formado, Vitor & Leo. - Disse o Victor, apertando a mão do irmão para comemorar o começo da dupla.
- Vai dar tudo certo com vocês, pode ter certeza. - Eu falando para dar mais forças para eles seguirem o caminho.
E assim foi, todos felizes até o final da tarde. Teve até champanhe para comemorar.
(...)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Capítulo 41 - Decisão Final

O Victor e eu dormimos em casa mesmo, e aconteceu certas coisas no meu quarto.
Amanheceu e eu acordei primeiro que ele. Troquei de roupa e lavei o rosto, alguns minutos depois ele acordou.
- Bom Dia mor - Falei, "deitando" na cama e beijando-o
- Bom Dia vida.
- Dormiu bem ?
- Ah, com você eu sempre durmo bem.
Sorri.
- Está um dia lindo lá fora.
- Está mesmo.
- Como você sabe sendo que você nem saiu da cama ?
- É que eu estou vendo você.
Meus olhos encheram que lágrimas, ele me agarrou e deitou por cima de mim me beijando levemente, por que ele sabia que eu gostava de ser beijada daquela forma, e depois beijando o meu pescoço.
Paramos por aí. Ele se levantou foi ao banheiro, enquanto isso eu fui preparar o café.
Estava coando o café quando ele chegou por de trás de mim, me agarrando.
- Cheiro de café é sempre bom. - Disse ele.
- Ah, se você não falasse isso também né ? Rsrs.
O Victor era um pouco viciado em café, bom, acho que era viciado por que ele bebia quase o dia inteiro.
Depois sentamos a mesa.
Após terminar o café, o Victor diz:
- Olha, acho que vou aceitar a proposta do Leo sim viu. Tipo, sempre quis conhecer o Brasil, conhecer o que ele "esconde" de nós, ver as maravilhas que tem pelo país.
Se como professor eu já agrado os meus alunos, como cantor, eu quero agradar as pessoas e fazer elas se sentirem bem pelo que eu estiver fazendo em cima do palco.
O Leo cantava, mas não fazia aquele sucesso todo, só cantava em barzinhos e tals.
- Ah, fico feliz que você tenha aceitado a proposta do Leo, vai dar certo vocês dois.
- Se Deus quiser sim.
- Ele quer.
Depois demos um beijo para comemorar e logo depois o Victor fui ligar para o irmão dele dizendo da aceitação da proposta.
O Leo ficou super feliz e disse que passaria na minha casa depois para a gente conversar.
(...)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Capítulo 40 - Indeciso

Depois de alguns dias, o Victor acordou totalmente.
E também foi marcada a cirurgia para a retirada da bala, foi um sucesso.
Ele voltou pra casa, e ele precisava ficar em repouso. Eu mesma me assumi para cuidar dele, deixei o meu trabalho pra trás e pedi para que um colega meu me ajudasse no trabalho, enquanto eu estava cuidando do Victor.
Pedi para que a Mayara cuidar da casa e da Flor pra mim sempre que possível.
Dias depois a gente estava fazendo 9 meses de namoro. Nós fomos comemorar, fomos numa churrascaria.
Lá encontramos o irmão e a cunhada dele. Nós batemos um papo até que o Leo diz:
- Victor que você acha de eu e você formarmos uma dupla ?
- Dupla de dois? rsrs - Como sempre brincalhão.
- Rsrs, é dupla de dois.
- Ah cara, não sei, apesar de eu gostar de tocar e compor, não sei se eu sirvo pra cantar.
- Ah, ele serve sim viu Leo, eu já ouvi ele cantando e é uma maravilha. - Eu disse.
- Aí cara, até a sua mulher disse que você canta bem.
- Bom Leo, vou pensar depois te dou a resposta.
Terminamos de almoçar e o Victor e eu fomos para a minha casa.
Ele me jogou no sofá e deitou por cima de mim.
- Quem é a pessoa mais linda do mundo ?
- Bom, é você.
- Não, errou feio em.
- Quem é então ?
- A mulher da minha vida.
Sorri e beijei ele.
- E aí, vai aceitar a proposta do Leo ?
Ele saiu de cima de mim e se deitou no meu colo.
- Sabe, não sei. Largar tudo ? Tudo o que eu falo é os meus alunos, e viajar ai pro Brasil inteiro ?
- Ai isso sim é complicado, largar uma coisa que você gosta muito e fazer outra que você também gosta é difícil.
- O que você acha ?
- Bom, eu acho assim, se você for virar cantor mesmo, a responsabilidade vai ser maior, por que vai ter que ir em programas, rodar o país, tirar fotos com as fãs,agradar o público...
A questão de dinheiro nem vale, por que o que vale mesmo é o carinho que você vai receber depois com o esforço que você estiver fazendo.
- Bom isso é verdade, vou pensar no caso.
(...)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo 39 - Todos Felizes


A enfermeira sorriu em ver o Victor se recuperando.
- Vou chamar o doutor. 
Eu fiquei ali no quarto com ele, segurando mais ainda a mão dele.O Médico veio e disse que gostaria de ver os movimentos que o Victor estava fazendo e ele fez novamente.
- Olha, nós vamos tirar os equipamentos respiratórios dele pra ver como que vai ficar ele daqui pra frente. Depois que ele se recuperar todo, vamos fazer uma operação para a retirada da bala.
- Ok doutor, muito obrigada.
Quando eu via o médico e a enfermeira tirando os equipamentos do Victor, a minha esperança de ver ele livre de tudo e curado completamente, estava aumentando.Depois de retirarem tudo, a enfermeira veio curar novamente o curativo do Victor, onde estava a bala, ao mesmo tempo, eu ficava fazendo "cafuné" no cabelo dele, em seu rosto e principalmente nas mãos, na qual, onde era o local que a gente se comunicava mais.
Depois, puxei a cadeira ao lado do Victor e dormi segurando a mão dele. 
Amanheceu o dia, acordei de mãos dadas com ele e logo em seguida já veio uma enfermeira trazendo café pra mim e uma outra para trocar o soro. Tomei café e logo em seguida liguei para a mãe dele.
A Dona Marisa ficou super feliz com a notícia e já disse que logo logo estaria lá.
Alguns minutos se passaram  e ela veio com a Paula e o Leo também para visitá-lo.
Os cumprimentei e falei com o Victor segurando na mão dele:
- Victor, sua mãe e seus irmãos vieram te ver.
Ele apertou a minha mão e fez carinho nela também. Mal vendo isso, a sogra já veio em lágrimas.
- Filho,  é a sua mãe que está falando com você, estou muito feliz que você esteja se recuperando, e principalmente nessa "rapidez". - Disse, com a mão sobre a dele.
A Paula e o Leo estavam do outro lado, depois da mãe dele dizer, eu disse no ouvido dele e os dois estavam do lado direito dele, nisso o Victor mexeu a outra mão, querendo "falar" com eles.Os dois colocaram a mão sobre a dele e disseram palavras para levantar a auto-estima dele.
(...)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Capítulo 38 - Felicidade


Logo uma enfermeira veio no quarto me dizendo:
- Olha é você que vai ficar aqui com ele esta noite? Por que nós precisamos de alguém pra avisar a gente, causo ele tenha uma melhora.
- Bom eu posso ficar, vocês podem chamar a mãe dele que está lá fora pra ela vim ver ele, por que vou precisar pegar algumas roupas então.
- Claro, vou chama-la.
Falei pra sogra tudo e fui embora pra pegar minhas roupas. Saindo do hospital, o homem que trouxe o Victor pro hospital veio falar comigo.
- Moça, prenderam o bandido que atiraram no seu marido.
- Ai, que bom. Como se chama? vou na delegacia falar com ele.
- Se chama Ernani.
Quando ele falou o nome do Ernani, não acreditei. Ele tinha feito aquilo? Como assim?
Agradeci o homem e fui direto pra delegacia.
Chegando lá, ele estava sentado na perto da porta, cheguei lá "derrubando" tudo.
- Seu filha da mãe, onde estava com a cabeça em fazer aquilo. Eu quase perco a minha vida, você quase matou a minha vida e agora ele está lá, quase morto por sua causa. - Falei gritando com ele.
Alguns policiais chegaram e me tiraram de lá e outros levaram ele para dentro.
- Ele vai ser preso ? - Perguntei ao policial.
- Vai, por homicídio doloso.
- Ah, muito obrigada.
Saí de lá soltando "fogo". Voltei pra casa, peguei algumas roupas e voltei para o hospital, quase a noite já. A dona Marisa se despediu do Victor e de mim, e disse que qualquer coisa era pra ligar pra ela.
Sentei ao lado dele novamente e acabei pegando em um sono.
Acordei no meio da madrugada, o Victor estava da mesma forma.Me levantei e peguei na mão dele.
- Sabe, você é o homem que eu sempre sonhei. Deus me enviou um anjo pra mim, não um homem.Ele sabia que eu gostava que eu queria encontrar uma pessoa que me fizesse sorrir sempre, que fosse companheiro comigo, que ficássemos juntos e ele viu que você tinha tudo isso e me mandou.
A sua avó me pediu uma coisa que estou cumprindo, mas ela não sabia que eu seria capaz de salvar a sua vida também.
Depois de dizer tudo isso, o Victor me deu um leve aperto na mão.
Olhei pra mão dele e o vi fazendo o gesto.
Abri um sorriso e comecei a chorar.
- Victor, se você estiver me ouvindo, aperte a minha mão novamente.
E novamente ele apertou a minha mão levemente.
Abri um sorriso em meio as lágrimas, apertei o botão para chamar a enfermeira.
- O que aconteceu com o paciente ? - Disse ela.
- Olha só. Victor, meu amor, a enfermeira está aqui pra te ver, pra ver que você está se recuperando, aperte a minha mão novamente pra ela ver.
E ele fez novamente o gesto.
(...)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Capítulo 37 - Sogra Quase Vai Também

Eu gritava pra todo mundo chamar uma ambulância, mas estava demorando muito e o Victor ali no chão gemendo  de dor.
- Calma Victor, a ambulância já está vindo.
- Letícia - dizendo com dificuldade - fique bem perto de mim.
- Ta bom.
E a ambulância não chegava, vendo o meu desespero, gentil-mente cedeu o seu carro para levar ele.
Fui no banco de trás com o Victor no colo.
Chegando lá, o homem me ajudou com o Victor e ele já foi direto pra emergência, ele havia perdido muito sangue. Resolvi ligar para dona Marisa e avisar o que estava acontecendo.
Ela quase passou mal em saber da notícia, mas fazer o que? Ela era mãe do Victor, uma hora o outra ela saberia disso.
Eu andava pelo corredor todo em busca de notícias, até que dona Marisa chega.
- E meu filho, cadê o meu filho ?
- Calma, ele já foi internado, foi receber sangue pelo fato dele ter perdido muito.
- Que bom, mas e o bandido, prenderam ?
- Eu vi uns caras correndo atrás dele, não sei se pegaram, mas que o bandido é me familiar isto é.
Passaram vários minutos até o médico chegar.
- Vocês são parentes do paciente Victor ?
- Sim, somos a namorada e a mãe dele.
- Então, o quadro do Victor é um pouco grave, pelo fato dele ter perdido muito sangue, mas se tivessem demorado um pouco mais, ele não iria aguentar. Agora, depois de se recuperar, ele vai passar por uma cirurgia para a retirada da bala.
- Obrigada doutor. - Disse a sogra.
- Posso ir vê-lo? - Eu disse.
- Claro, uma de cada vez por favor.
Eu fui a primeira a entrar, quando eu entrei no quarto e vi o Victor "encubado", meu mundo caiu, comecei a chorar vendo ele assim.
Ele estava sedado, já havia recebido a transfusão de sangue.
Fiquei ali, vendo ele dormir sentada ao lado dele na cama.
(...)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítulo 36 - Desespero

O Victor já ficou sério olhando pra ele.
- Victor, esquece o Ernani.
Ele não havia esquecido.
Resolvemos ir na casa da minha mãe pra contar a novidade e depois iríamos na praia.
Chegando lá, estava só ela na casa, meu padrasto estava trabalhando. Almoçamos lá.
Na verdade, o Victor queria pedir a permissão do meu padrasto, para que eu pudesse me casar, mas como ele não era o meu pai verdadeiro, ele resolveu pedir pra minha mãe.
No meio do almoço ele diz:
- Dona Creuza, a senhora já deve ter sabido muito de mim através da Letícia e a senhora também sabe que eu amo ela muito mesmo - pegando na minha mão - ela é a mulher mais especial que Deus já me deu na vida e espero viver com ela até o meu ultimo suspiro.
Pra senhora pode até ser muito cedo, mas eu quero casar com a sua filha, me permite ?
Ouvindo tudo aquilo que ele disse, acabei emocionada. Minha mãe ficava sempre feliz toda vez que eu falava dele pra ela.
- Você o ama Letícia - Disse minha mãe.
- Ele é o homem mais especial que eu tenho, minha vida depende dele. O amo muito.
- Que vocês dois sejam felizes.
O Victor só faltava sair pela casa pulando de tanta felicidade.
- Obrigado.
Foi só isso que ele disse e me beijou também .
Depois do almoço, o Victor parecia que queria demonstrar que ele servia para "dono de casa". Ele fez questão de lavar a louça do almoço.
- Ele é sempre assim ? - disse minha mãe.
- Ah, só quando ele não está bem da cabeça kkk.
Nós duas estávamos no sofá vendo TV.
Depois disso, ficamos mais um pouco lá e fomos embora pra praia.
Voltamos para a casa dele  e fomos de carro pra lá.
Chegando lá, o Victor estaciona o carro.
Quando estávamos saindo, um homem, usando capuz apontou a arma para o Victor.
Saí correndo para salvar o Victor.
- Fica parada aí ou ele morre.
- Quem disse que você manda em mim.
Saí e fiquei na frente do Victor como escudo.
- Pode me matar, mas deixa ele em paz.
O Bandido puxou o gatilho, ele tomou distância e deu o primeiro tiro.
Me pegou de raspão no braço, caí no chão.
No que eu estava caida, só escutei outro tiro e vi o Victor caindo no chão ao meu lado com a mão na cintura.
O Bandido fugiu, ele era muito familiar para mim.
Me arrastei até o Victor e fiquei em cima dele pedindo ajuda ao mesmo tempo.
(...)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Capítulo 35 - Ciúmes ?

Olhei para o Victor sorrindo,parecendo a mulher do coringa, disse que eu aceitava o seu pedido.
Nos abraçamos fortemente e demos vários beijos, a maioria quentes.
Era só um pedido mesmo, não tinha aliança nem nada; também né, estávamos usando a aliança de namoro a  mais de dois meses, era um pouco cedo nisso.
Depois de me trocar, o Victor já veio com o meu celular.
- Pra que isso? - Eu disse.
- Uai, se num vai contar pra Mayara sobre a novidade ? Rsrs.
O Victor tinha razão, qualquer novidade que acontecesse comigo, eu já iria correndo contar pra ela. Peguei o celular e liguei para ela.
- Onde a senhorita está, em Dona Letícia ?
- Ué, como você sabe que não estou em casa?
- Por que eu liguei lá e ninguém atendeu,e fui ligar pro seu celular e estava desligado, o que a Senhora fez ontem a noite em safadinha ?
- Safadinha eu? rsrs, é pra rir né Mayara. Então, eu estou na casa do Victor.
- Ah, depois disso a safada sou eu né ? Ta bom então. kk Está bem mana ?
- Ah, mana, acabou de ficar tudo lindo. - Aí eu sorri.
- Ah, pode me contar.
- Ele acabou de me pedir em casamento.
A Mayara deu um berro no telefone que até o Victor, que estava deitado na cama me olhando escutou.
- Velho, que lindo. Parabéns mana.
- Rsrs, obrigada.
Conversamos mais um pouco até acabar o assunto e desligar o telefone, o Victor estava tão feliz comigo, que me carregou pela casa inteira no colo. Tomamos café, e resolvemos sair pra passear pela cidade, fomos a pé mesmo. No meio do caminho, eu encontro um "ex-namorado" meu, o Ernani. Eu e o Victor estávamos andando de mãos dadas quando ele me viu, e veio logo para conversar comigo.
Ele gostava um pouco de mim ainda, quando ele me viu com o Victor, fez uma cara de louco, parecia que queria quebrar as coisas.
- Oi Letícia.
- Oi Ernani, -disse abraçando ele - tudo bem ?
- Tudo e você ? Quem é o cara aí ?
- Tudo lindo Ernani, esse é o Victor, meu namorado e agora, futuro esposo.
Ele cumprimentou o Victor.
- Ah, vão se casar ? Felicidades !
- Sim, acabou de me pedir em casamento.
- Que sejam felizes.
Aí ele me abraçou e abraçou o Victor e disse no ouvido dele:
- Fica bem esperto viu cara, é só um aviso.
Eu escutei.
- Tchau pra vocês.
E foi embora olhando pra nós dois.
(...)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 34 - Casamento

No outro dia, logo de manhã eu acordo. Vejo que o Victor não estava deitado na cama, virei do outro lado, e vi ele sentado na poltrona com uma rosa na mão.
- Bom Dia meu anjo.
- Bom Dia amor.
- Dormiu bem ?
- Ao seu lado sempre durmo bem.
Aí ele me entregou a rosa. Ele deitou na cama novamente, me acolheu nos seus braços e ficamos conversando por um bom tempinho.
- Você usou camisinha ontem ?
- Acho que não.
- Vai lá no carro então e pega a minha bolsa, peguei anti-concepcional , vai que ...
O Victor era muito prevenido, não que ele não queira ser pai, mas ele se preocupava com ele e comigo também. Quando eu fiquei grávida, não é que ele não tinha usado a camisinha, é que havia estourado ela e eu havia esquecido de tomar o remédio. Loira sabe com o que é né ?
Ele trouxe a minha bolsa e uma água para mim, e disse que iria no banheiro.
Tomei o remédio, e esperei ele voltar.
No que ele voltou, ele já foi logo me dando uma camisa sua pra eu me vestir. Obviamente ficou um vestido para mim,mas eu resolvi tudo colocando a faixa da fantasia amarrado na cintura. A parte de baixo, eu peguei o shorts da fantasia e fui para o banheiro me trocar e quando eu entro lá, eu vejo a seguinte frase no espelho:
"Quer casar comigo?"
No que eu entrei e vi a frase, o Victor ficou por trás de mim sorrindo. A escrita estava feia do meu batom.
- Aqui está, desculpa por mexer na sua bolsa - Falou ele mostrando o batom pra mim e colocando ele sobre a pia.
- Victor, - disse sorrindo - é lindo isso.
- Então, você aceita ?
(...)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Capítulo 33 - Noite Quente

No outro dia fui trabalhar, apesar de serem poucas fotos, foi um pouco cansativo.
Depois fui almoçar em casa e esperei o Victor ligar para mim pra gente ir comprar as nossas fantasias.
Era quase duas e quinze quando o Victor chegou na minha casa, eu já estava pronta, peguei a minha bolsa e fui para o carro dele. Ele me esperava para fora, encostado no carro.
- Oi minha princesa - me pegando pela cintura.
- Oi meu princeso, ops, professor de portuga vai dar uns cascudos em mim por ter falado errado.
- Vou mesmo, é príncipe que se fala, média zero pra você.
- Puxa, repeti de ano. rsrs
Demos beijos sorri-dentes.
Entramos no carro e fomos para o shopping.Chegando lá, ficamos passeando um pouco, até chegar na loja de fantasias.
A vendedora já veio nos informando sobre as fantasias que tinha por lá; tinha Mulher Maravilha, Mulher Gato, Elektra,Homem Aranha, Zorro, Batiam,Demolidor ....
Fui com a cara da Mulher Gato e da Elektra, o Victor já de cara escolheu o Demolidor.
Perguntei do que o Victor achava, e ele disse que eu iria ficar gostosa do mesmo jeito.
Escolhi a da Elektra, roupa toda preta,tinha vermelha, mas a do Victor já era da mesma cor, então não queria ficar muito igual; e vinha com a faixa no cabelo.
O Victor era um pouco "encorpado", a fantasia caía bem nele.
- Olha, até em personagens vocês combinam - Disse a vendedora. - Nas histórias em quadrinhos, os dois são um casal.
Agradecemos pelo elogio da vendedora, e compramos as fantasias.E o resto do dia passamos no shopping, a balada começaria as nove, e eu e o Victor voltamos para casa. Ele ficou na minha, pra dizer a verdade.
Voltamos a para casa era quase noite. Mandei o Victor se trocar primeiro, por que os homens não tem pressa em esperar as mulheres, enquanto ele trocava eu assistia a TV. Depois de algum tempo, o Victor voltava, olhei para ele como uma cara de " Meu Deus, que lindo".
- Nossa, nunca esperava ter um Demolidor em minha vida. Olha, minha mãe tem razão, tirei a sorte grande.
Me pegando de jeito, o Victor diz:
- Ah é ? Quero ver a minha Elektra depois.
Demos um beijo e fui trocar de roupa.
Quando voltei, o Victor só precisava de um babador do jeito que ele me olhava.
- Pai amado, que mulher é essa?
- Gostou ?
- Se pergunta ainda ?
E me pegou de jeito novamente, trocamos vários beijos. O clima estava esquentando, quando eu paro de beija-lo e digo que era pra ele se controlar na balada.
O Victor tinha cara de Santo, mas era Santo nenhum.Rsrs
Fomos pra balada. Chegando lá, tinha uma fila esperando pra abrir, enquanto a gente ia pro final da fila, todo mundo olhava pra gente.
O Victor sabia que eu não gostava que as pessoas olhavam direto pra mim, então, ele me pediu pra mim ter paciência.
Entramos na balada, tinha cada pessoa com cada fantasia que nem prefiro comentar.
Nós dois ficamos curtindo a balada, era beijo pra lá, beijo pra cá, e o Victor pegava bebidas pra gente.
Resolvemos sair de lá, por que tinha várias mulheres olhando pro Victor, e eu também passava por aquilo com os homens. Era quase meia-noite, eu tinha passado um pouquinho da conta, nós dois fomos pra casa dele, ele estaciona o carro e resolvemos sentar na calçada pra conversar mais.
O Victor tirou parte da máscara, e eu deitei na calçada; ele me via com outros olhos depois que deitei, na minha roupa tinha um zíper na frente e o Victor safadão que era, começou a puxar para abrir, eu segurei na mão dele.
- Agora não.
Ele apenas riu.
- Você sempre foi safado assim?
- Com você eu posso ser até pior.
E me beijou.
Entramos na casa dele, e fomos direto para o quarto.
Começamos a nos amassar, e tiramos a roupa.
Aquela noite foi a noite mais quente que já tivemos.
(...)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Capítulo 32 - Sobrinho Feliz

Depois de colocar a comida e trocar a água da Flor, vi o Victor voltando com o seu violão. E ele começou a cantar uma música, era tão linda que eu me lembro de cor. Era assim :

Era como se estivesse pra começar
Um novo amor
Eu, do lado errado, sem saber
Que, em vão, tudo acabou
Como posso agora te culpar?
Fui eu quem quis te encontrar
Me joguei no escuro sem pensar
Errei, deixei-me levar

Agora mesmo, a chorar
Eu tenho que encontrar
Um jeito de fazer você me amar

Eu simplesmente não sei mais
Gostar de alguém sem ser você
Você roubou a minha paz
Vem cá, meu bem
Vem cá dizer

Quem poderá me devolver 

No que eu ouvia, eu percebi  que ele estava cantando essa música diretamente pra mim; fui até a direção dele e sentei ao lado dele pra continuar ouvindo ele cantar.Nunca tinha ouvido ele cantar, era uma voz doce, calma, gostosa de ouvir.Não era atoa que o irmão cantava também, mas o Victor cantava por brincadeira mesmo.
Depois de cantar eu digo:
- Nossa, que música linda.
- A música é minha
- Meu Deus, que música linda Victor.
No que a gente conversava sobre a música, o Antonio estava nos espiando pela porta, pra ver se ia acontecer algo entre a gente.
- Aproveitando o momento, gostaria de pedir desculpas pelo que eu fiz com você. Eu fui um bobo achando que aquilo que aconteceu com você foi culpa minha, eu errei ...
Antes que ele terminasse de falar, eu coloquei meu dedo nos lábios dele para ele parar de falar.
- Não precisa pedir desculpas. Se você precisava fazer isso, você fez bem pra ti e se tudo aquilo que aconteceu comigo era pra acontecer, aconteceu e graças a Deus eu estou aqui, então não fique se culpando por coisas "bizarras" e vamos esquecer esse passado ! 
Depois de falar, nós ficamos nos olhando por um bom tempo, até nós dois se aproximarmos um do outro e nos beijar. O Antonio vendo a cena, fica todo feliz e deixa a gente curtir o nosso momento, até que uma hora ele não aguenta e sai correndo gritando feliz:
- A Tia e o Tio voltaram, a tia e o tio voltaram ...
Eu e o Victor caímos na gargalhada, e o Antonio falando aquilo dando voltas na gente. O Victor se levanta e diz:
- Olha, fiquei sabendo que amanhã tem uma balada lá no centro, é balada a fantasia, quer ir ? 
- Olha, querer eu quero, mas não tenho fantasia.
- Eu também não, se quiser, a gente pode sair pra comprar uma juntas.
- Ah, está bom então ! 
- Queria ficar mais tempo, mas tenho que levar o Antonio pra casa como prometido e outra, tenho que arrumar as coisas da criançada da escola, sabe como professor é né ? rsrs.
- Rsrs, sei sim, pode ficar tranqüilo.
Demos um beijo de despedida, dei tchau pro Antonio e voltei pra dentro da casa. Na hora eu pensei em ligar pra Mayara e contar que eu e o Victor tínhamos voltado ao namoro.
Ela ficou super feliz e ficou feliz também, pelo Victor ter errado comigo.
Disse pra ela que nós dois iríamos curtir uma balada a fantasia amanhã e ela mandou nós dois termos juízos. - coisa dela mesmo.
(...) 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Capítulo 31 - Pedido de Volta do Sobrinho

Depois de ler a carta, olhei para o Victor, que ainda estava com os óculos escuros, com os olhos cheios d'água. Depois de ler, o Victor se levanta, tentando disfarçar a tristeza, ele fica meio de costa para mim, olho para a carta e pergunto com quem ficava, ele disse que poderia ficar comigo.
Nisso, a Mayara chega procurando por ele, dizendo que teria uma oração de despedida só pra familia.Ele agradeceu por avisar e foi pra lá; a Mayara me viu chorando e sentou ao meu lado perguntando o que tinha acontecido, lhe entreguei a carta e pedi que ela lesse para entender.
Depois que ela leu, ela apenas me abraçou e ficamos ali até a hora de sair o enterro.Depois da oração, fomos todo mundo nos despedir dela. Eu esperei todo mundo ir e falar o seu último adeus pra ela. Depois que quase todo mundo falou, eu fui pra perto do caixão, coloquei minha mão em cima do dela e disse com dificuldade por causa do choro:
- A Senhora sempre foi boa pra mim, fico muito feliz que você tenha gostado de mim.O pedido que você fez pra mim no sonho e na carta pode ter certeza que eu vou cumprir, dou a minha palavra nisso. - No que eu falei o Victor veio por trás de mim, ficando ao meu lado e colocando a mão dele por cima da minha. Olhei pra ele. - Apesar de nós termos dado um tempo entre nós dois, pro Victor esfriar a cabeça um pouco, eu pretendo voltar com ele sim. Agradeço por tudo que você fez pra mim e obrigada por me chamar de neta.
Depois foi a vez do Victor.
- Nunca vou esquecer do tempo que a senhora me contava histórias, me pegava no colo, deixava o almoço meu e do Leo pronto dentro do forno quando a gente chegava de escola. Mesmo antes de ter nascido, pode ter certeza que  eu já a amava. Você não morreu, você está viva dentro do meu coração. Eu dei um tempo no meu namoro, por que eu pensava que as coisas de mal que acontecia com a Letícia era por minha culpa, mas eu errei.Prometo também cuidar dela como ela cuidar de mim. Te Amo.
Saímos de perto do caixão, ele iria ser fechado.
Os netos e sobrinhos carregaram o caixão, chegando a quadra, todos jogaram as flores para ela, joguei a minha e saí de perto, pois não gostava muito de ver eles fechando a cova.
Saímos de lá, eu e a Mayara, e cumprimentamos o Leo e a Tatianna, para nos despedir deles e logo veio o Victor atrás. Também o cumprimentei. Dei Tchau a todos, e depois voltei para casa.
Cheguei lá por volta das quatro e meia, troquei a roupa e coloquei uma normal mesmo. Depois deito no sofá pra ver um pouco de TV pra distrair.
Depois de alguns minutos toca a campainha, quando eu abro a porta era o Victor com o Antonio no colo. O Antonio já veio me abraçando e dizendo que estava com saudades minhas, era pra estar por que depois que eu e o Victor demos um tempo, não falei mais com ele. Com ele no colo convidei o Victor pra entrar e pra sentar no sofá; o Antonio não saia do meu lado e ficava olhando toda hora pra nós dois.
- Você não é mais minha tia ? - Perguntou ele.
Olhei pro Victor e disse:
- Claro que sou sua tia Antonio, seu e do Matheus também.
- Mas então, por que você e o Tio Victor não estão mais juntos ?
- Ai Antonio, é difícil de explicar.
- Eu queria que vocês ficassem juntos - Disse abaixando a cabeça e com uma voz muito triste.
Olhei para o Victor e falei pro Antonio:
- A tia vai fazer um lanche pra você, você quer ?
- Quero sim tia, obrigado.
- Você pode ligar TV pra ele assistir algum desenho.
Fiz o lanche e dei para ele comer.
- Agora a tia vai cuidar da Flor ok ? É fica aí com ele ta bom ?
Fui lá cuidar da Flor, chamei ela e ela veio correndo pra cima de mim, quase derrubando a ração que estava na bacia dela.
(...)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Capítulo 30 - A Despedida


Certamente eu precisava dizer aquilo pro Victor, no sonho avó dele me pedia e muito pra mim cuidar dele por ela. 
Quando falei aquilo, o Victor simplesmente agradeceu por eu ter dito aquilo e pediu licença para sair.Fiquei ali sozinha pensativa no acontecido. 
No que eu pensava, lembrei no dia que eu havia conhecido ela pela primeira vez, dizendo que o Victor falava sempre bem de mim pra ela e que estava feliz por fazer ele feliz. Comecei a chorar.
Secando as lágrimas, a Paula entrou na sala e o Victor ficou na porta, ela disse que iria fechar o consultório e que o enterro seria no mesmo dia, por que ela morreu de madrugada e que se eu quisesse eu poderia ir.
O enterro seria as quatro da tarde, depois que saí do consultório passei em uma floricultura pra comprar algumas flores para ela. Voltei para casa e liguei para a Mayara contando o que havia acontecido e ela resolveu ir também ao enterro dar seus sentimentos ao Victor.
Cheguei lá, estava quase lotado o velório, pois a familia dele era grande, fui junto com a Mayara, encontramos o Victor e fomos dar os nossos sentimentos a ele. Na hora que fiquei sabendo, nem tive cabeça de fazer isso por que não acreditava; chegando perto dele, o Victor parecia um pouco abatido, usava óculos escuros pra disfarçar a tristeza, chegamos perto dele e a Mayara foi a primeira a cumprimentar e depois eu. 
- Meus sentimentos, desculpa por não ter dado aquela hora, fiquei muito triste com o caso.
- Que isso, não tem que se desculpar. Obrigado.
O abraço que ele me deu, parecia um abraço de "eu preciso de ajuda" "me acolhe" parecia um abraço de desespero, ele havia me abraçado forte.
Trocamos olhares.
Depois disso, fui cumprimentar seus familiares. Quando o irmão do Victor chama eu e ele e nos entrega uma carta, o Leonardo disse:
- Encontramos esta carta aqui debaixo do travesseiro dela, é pra vocês dois.
Olhei para o Victor e peguei a carta e fomos para um lugar mais "reservado" pra gente. Sentamos em um banquinho, o Victor ao meu lado e comecei a tirar a carta do envelope. A carta dizia:

"Meus netos, fico muito feliz que estejam juntos. Vê-los assim me deixa muito feliz, dois apaixonados, duas crianças, um casal e que se Deus permitir Marido e Mulher.
Gostaria de agradecer a Letícia por estar fazendo o meu neto muito feliz. Já ouvia da voz do Victor seu nome, que no significado é alegria, isso já estava na cara do Victor. Com você ele é a pessoa mais feliz que eu já tinha visto em toda minha vida, você coloca sorrisos nele a cada segundo do dia. Sempre que puder, cuide dele por mim, por eu estar nessa idade, eu não teria mais condições de pegar ele no colo e cantar canções para ele dormir.
Victor, ela é a mulher ideal pra você, eu sinto isso. De todas as mulheres que eu já vi que estiveram com você, nenhuma delas fez muito feliz você como a Letícia faz. Cuide dela sempre que puder.
Quero ver vocês dois juntos até ficarem velhinhos, cheios de netos e bisnetos.
Cuidem um do outro.
Beijos da vovó."

(...)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Capítulo 29 - Luto

Acabei dormindo no sofá naquele dia, desliguei a TV quando acordei, me levantei e no que eu me levando olho para o lado e vejo minha foto com o Victor em cima da escrivaninha. A foto era uma daquelas que eu e  ele havia tirado fazendo careta, comecei a rir sozinha; veio as lembranças dos melhores momentos que eu tinha vivido com ele, o nosso primeiro beijo no restaurante, acabei chorando novamente.
Resolvi tomar um banho pra aliviar a cabeça; depois tomei café e fui para o trabalho e depois disso tinha a minha consulta com a irmã do Victor, começamos o tratamento até que uma hora ela me pergunta sobre o nosso namoro.Expliquei tudo o que havia acontecido e ela disse que ele agiu feito tonto em relação a isso e que concordava comigo que se era pra acontecer aconteceu, ela falou que iria conversar sobre isso com ele depois.
Voltei para casa após isso, e quando chego no portão de casa vejo a Mayara esperando no portão. Convidei ela pra entrar e começamos a conversar até que ela toca no ponto do meu namoro com o Victor, expliquei a história tudo de novo, ela só faltava ir na casa dele dar um soco na cara dele para falar que ele era um idiota.Bom, não era pra tanto também né ? Eu também achava que o Victor agiu errado, mas não a chegar o ponto de chamar ele de idiota e tonto.
Passaram-se os dias, eu ainda continuava o meu tratamento com a Paula, até que um dia o Victor aparece lá na clínica. Ele entra na sala e me vê lá, no mesmo tempo que ele falava com a Paula, ele também queria falar comigo, mas eu notei no rosto dele que ele estava chorando muito.
- Paula, a nossa avó morreu.
Quando eu ouvi aquilo, eu não acreditei. Uma senhora muito alegre, cheio de vida e morrer assim de uma hora pra outra ? Ela tinha sofrido um infarto.
Vi a Paula chorando nos braços do Victor e eu sem acreditar ainda no acontecido, a Paula saiu da sala secando as lágrimas e deixou nós dois lá.
O Victor ficou em pé perto da porta, tentando disfarçar a tristeza. Até que uma hora eu tive a coragem de falar:
- Eu sonhei com sua avó hoje. - No que eu disse ele olhou pra mim - Ela me pediu que eu cuidasse de você.
(...)

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