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domingo, 30 de dezembro de 2012

Capítulo 43 - A Despedida Para Os Alunos


Depois da oficialização da dupla, os dias se passaram o Victor arrumava seus papéis para sair do trabalho na escola onde ele trabalhava.
O ultimo dia do trabalho do Victor, ele fez questão que seria especial, ele me convidou para ir junto com ele, por que ele falou para mim que seria especial para ele e queria que eu vivenciasse isso também.

Chegando na escola, era um lugar até que bonito, até de mais para uma escola, e não era particular não.

O Victor dava aulas para o Ensino Médio, era para todas as salas do 3º.
O último dia dele, foi como de costume, normalmente... Eu fiquei na secretaria esperando alguma coisa que ele precisasse.
Até que uma hora ele me mandou uma mensagem no celular dizendo que era pra mim subir para o 3ºB e que esperasse ele na porta da sala.

Fui procurar a tal da sala né? foi um pouquinho difícil, mas consegui achar.Chegando lá, o Victor estava sentado na cadeira e quando me viu mandou eu ficar ali mesmo.

- Bom pessoal, gostaria de fazer um pequeno discurso com vocês - Disse ele levantando da cadeira. - Bom, como todomundo sabe, vou parar de dar aula para vocês...

- Ah ! - Disse todo mundo com um ar de tristesa na cara.

- Mas é por uma boa causa, principalmente pra mim, que vai ser muito especial. Bom, aqui todo mundo sabe que eu toco violão e faço algumas compoisições e que isso é uma outra coisa que eu gosto de fazer na minha vida, além de dar aulas e o motivo de eu parar de dar aulas é este o motivo.
Meu irmão é músico, e ele me fez um convite de cantar junto com ele e eu aceitei. Então, talvez vocês me vejam por aí, cantando nas rádios e em programas de TV.

Depois do discurço, todo mundo vibrou com apalusos depois do discurso.

O Victor só agradeceu e logo me chamou para ficar ao lado dele.
Entrei e ele já veio logo pegando na minha mão, percebi que vários alunos dele ficaram me olhando, não liguei por que eu sabei que eu era só do Victor.

- Bom vocês devem estar estranhando e se perguntando: Quem é esta mulher ?
Bom, é a mulher da minha vida, a mulher que está fazendo a minha vida por completo e que está me fazendo sentir bem a cada dia que passa.
Ai um dos alunos gritou:

- Olha o professor, está bem na fita em.

- Para de falar nisso por que ela é um pouco vergonhosa. - Falou o Victor. - Bom gente, esta é a Letícia.

- Você trabalha em que Letícia ? - Perguntou uma das alunas.

- Oi gente, rsrs. Bom eu trabalho como fotógrafa.
E por aí foi, papo vai e papo vem.
Depois cada um dos alunos se despidiu do Victor e eu fui a responsável pela última foto dele com os alunos.

E depois fomos embora pra casa.

(...)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Capítulo 42 - Os Nomes

Depois da ligação, o Victor disse que o Leo viria para a minha casa para comemorar sobre a decisão dele.
Já era quase 11 horas da manhã e fui correndo pra cozinha preparar um almoço na comemoração dos irmãos.
Fiz uma lazanha no almoço. Quando estava quase tudo pronto, o Leo e sua mulher, a Tati, chegam. O Leo já vinha estampando um sorriso no rosto, todo alegre pelo Victor, ver os dois irmãos abraçados foi tanta emoção que eu ababei me emocionando.
O Leo veio me abraçando todo feliz, a Tati então, não cabia felicidade nela em ver o marido feliz.
Os filhos dele também vieram, o Antonio já era mais apegado a mim, quando ele me viu saiu correndo para me abraçar, o Matheus era um pouco, mas não muito quanto o Antonio.
Os homens ficaram na sala, enquanto eu e a Tati ficamos na cozinha, ela me ajudava no que eu precisava, não que eu tenha a chamado pra me ajudar, mas ela se impos para fazer isso.
Logo depois o almoço ficou pronto, todo mundo sentou a mesa.
Todo mundo elogiava a minha comida, bom, filha de cozinheira né ?
Depois do almoço, eu pergunto:
- E aí meninos, como vai ser o nome da dupla ?
- Ah pensamos em usar os nossos nomes mesmo para ficar mais bonito, e mais original.- Disse o Leo
- Ah que legal, eu perguntei por que tem duplas hoje em dia que mudam os nomes verdadeiros sabe.
- Vitor & Leonardo ? - Perguntou a Tati.
- É uma boa. - Eu disse.
- É legal também, mas acho que não chama muito a atenção das pessoas, eu pensei em Vitor & Leo. - Falou o Victor.
- Cara, amei os nomes. Por mim  já são esses. - Falou o Leo
- Então está formado, Vitor & Leo. - Disse o Victor, apertando a mão do irmão para comemorar o começo da dupla.
- Vai dar tudo certo com vocês, pode ter certeza. - Eu falando para dar mais forças para eles seguirem o caminho.
E assim foi, todos felizes até o final da tarde. Teve até champanhe para comemorar.
(...)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Capítulo 41 - Decisão Final

O Victor e eu dormimos em casa mesmo, e aconteceu certas coisas no meu quarto.
Amanheceu e eu acordei primeiro que ele. Troquei de roupa e lavei o rosto, alguns minutos depois ele acordou.
- Bom Dia mor - Falei, "deitando" na cama e beijando-o
- Bom Dia vida.
- Dormiu bem ?
- Ah, com você eu sempre durmo bem.
Sorri.
- Está um dia lindo lá fora.
- Está mesmo.
- Como você sabe sendo que você nem saiu da cama ?
- É que eu estou vendo você.
Meus olhos encheram que lágrimas, ele me agarrou e deitou por cima de mim me beijando levemente, por que ele sabia que eu gostava de ser beijada daquela forma, e depois beijando o meu pescoço.
Paramos por aí. Ele se levantou foi ao banheiro, enquanto isso eu fui preparar o café.
Estava coando o café quando ele chegou por de trás de mim, me agarrando.
- Cheiro de café é sempre bom. - Disse ele.
- Ah, se você não falasse isso também né ? Rsrs.
O Victor era um pouco viciado em café, bom, acho que era viciado por que ele bebia quase o dia inteiro.
Depois sentamos a mesa.
Após terminar o café, o Victor diz:
- Olha, acho que vou aceitar a proposta do Leo sim viu. Tipo, sempre quis conhecer o Brasil, conhecer o que ele "esconde" de nós, ver as maravilhas que tem pelo país.
Se como professor eu já agrado os meus alunos, como cantor, eu quero agradar as pessoas e fazer elas se sentirem bem pelo que eu estiver fazendo em cima do palco.
O Leo cantava, mas não fazia aquele sucesso todo, só cantava em barzinhos e tals.
- Ah, fico feliz que você tenha aceitado a proposta do Leo, vai dar certo vocês dois.
- Se Deus quiser sim.
- Ele quer.
Depois demos um beijo para comemorar e logo depois o Victor fui ligar para o irmão dele dizendo da aceitação da proposta.
O Leo ficou super feliz e disse que passaria na minha casa depois para a gente conversar.
(...)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Capítulo 40 - Indeciso

Depois de alguns dias, o Victor acordou totalmente.
E também foi marcada a cirurgia para a retirada da bala, foi um sucesso.
Ele voltou pra casa, e ele precisava ficar em repouso. Eu mesma me assumi para cuidar dele, deixei o meu trabalho pra trás e pedi para que um colega meu me ajudasse no trabalho, enquanto eu estava cuidando do Victor.
Pedi para que a Mayara cuidar da casa e da Flor pra mim sempre que possível.
Dias depois a gente estava fazendo 9 meses de namoro. Nós fomos comemorar, fomos numa churrascaria.
Lá encontramos o irmão e a cunhada dele. Nós batemos um papo até que o Leo diz:
- Victor que você acha de eu e você formarmos uma dupla ?
- Dupla de dois? rsrs - Como sempre brincalhão.
- Rsrs, é dupla de dois.
- Ah cara, não sei, apesar de eu gostar de tocar e compor, não sei se eu sirvo pra cantar.
- Ah, ele serve sim viu Leo, eu já ouvi ele cantando e é uma maravilha. - Eu disse.
- Aí cara, até a sua mulher disse que você canta bem.
- Bom Leo, vou pensar depois te dou a resposta.
Terminamos de almoçar e o Victor e eu fomos para a minha casa.
Ele me jogou no sofá e deitou por cima de mim.
- Quem é a pessoa mais linda do mundo ?
- Bom, é você.
- Não, errou feio em.
- Quem é então ?
- A mulher da minha vida.
Sorri e beijei ele.
- E aí, vai aceitar a proposta do Leo ?
Ele saiu de cima de mim e se deitou no meu colo.
- Sabe, não sei. Largar tudo ? Tudo o que eu falo é os meus alunos, e viajar ai pro Brasil inteiro ?
- Ai isso sim é complicado, largar uma coisa que você gosta muito e fazer outra que você também gosta é difícil.
- O que você acha ?
- Bom, eu acho assim, se você for virar cantor mesmo, a responsabilidade vai ser maior, por que vai ter que ir em programas, rodar o país, tirar fotos com as fãs,agradar o público...
A questão de dinheiro nem vale, por que o que vale mesmo é o carinho que você vai receber depois com o esforço que você estiver fazendo.
- Bom isso é verdade, vou pensar no caso.
(...)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo 39 - Todos Felizes


A enfermeira sorriu em ver o Victor se recuperando.
- Vou chamar o doutor. 
Eu fiquei ali no quarto com ele, segurando mais ainda a mão dele.O Médico veio e disse que gostaria de ver os movimentos que o Victor estava fazendo e ele fez novamente.
- Olha, nós vamos tirar os equipamentos respiratórios dele pra ver como que vai ficar ele daqui pra frente. Depois que ele se recuperar todo, vamos fazer uma operação para a retirada da bala.
- Ok doutor, muito obrigada.
Quando eu via o médico e a enfermeira tirando os equipamentos do Victor, a minha esperança de ver ele livre de tudo e curado completamente, estava aumentando.Depois de retirarem tudo, a enfermeira veio curar novamente o curativo do Victor, onde estava a bala, ao mesmo tempo, eu ficava fazendo "cafuné" no cabelo dele, em seu rosto e principalmente nas mãos, na qual, onde era o local que a gente se comunicava mais.
Depois, puxei a cadeira ao lado do Victor e dormi segurando a mão dele. 
Amanheceu o dia, acordei de mãos dadas com ele e logo em seguida já veio uma enfermeira trazendo café pra mim e uma outra para trocar o soro. Tomei café e logo em seguida liguei para a mãe dele.
A Dona Marisa ficou super feliz com a notícia e já disse que logo logo estaria lá.
Alguns minutos se passaram  e ela veio com a Paula e o Leo também para visitá-lo.
Os cumprimentei e falei com o Victor segurando na mão dele:
- Victor, sua mãe e seus irmãos vieram te ver.
Ele apertou a minha mão e fez carinho nela também. Mal vendo isso, a sogra já veio em lágrimas.
- Filho,  é a sua mãe que está falando com você, estou muito feliz que você esteja se recuperando, e principalmente nessa "rapidez". - Disse, com a mão sobre a dele.
A Paula e o Leo estavam do outro lado, depois da mãe dele dizer, eu disse no ouvido dele e os dois estavam do lado direito dele, nisso o Victor mexeu a outra mão, querendo "falar" com eles.Os dois colocaram a mão sobre a dele e disseram palavras para levantar a auto-estima dele.
(...)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Capítulo 38 - Felicidade


Logo uma enfermeira veio no quarto me dizendo:
- Olha é você que vai ficar aqui com ele esta noite? Por que nós precisamos de alguém pra avisar a gente, causo ele tenha uma melhora.
- Bom eu posso ficar, vocês podem chamar a mãe dele que está lá fora pra ela vim ver ele, por que vou precisar pegar algumas roupas então.
- Claro, vou chama-la.
Falei pra sogra tudo e fui embora pra pegar minhas roupas. Saindo do hospital, o homem que trouxe o Victor pro hospital veio falar comigo.
- Moça, prenderam o bandido que atiraram no seu marido.
- Ai, que bom. Como se chama? vou na delegacia falar com ele.
- Se chama Ernani.
Quando ele falou o nome do Ernani, não acreditei. Ele tinha feito aquilo? Como assim?
Agradeci o homem e fui direto pra delegacia.
Chegando lá, ele estava sentado na perto da porta, cheguei lá "derrubando" tudo.
- Seu filha da mãe, onde estava com a cabeça em fazer aquilo. Eu quase perco a minha vida, você quase matou a minha vida e agora ele está lá, quase morto por sua causa. - Falei gritando com ele.
Alguns policiais chegaram e me tiraram de lá e outros levaram ele para dentro.
- Ele vai ser preso ? - Perguntei ao policial.
- Vai, por homicídio doloso.
- Ah, muito obrigada.
Saí de lá soltando "fogo". Voltei pra casa, peguei algumas roupas e voltei para o hospital, quase a noite já. A dona Marisa se despediu do Victor e de mim, e disse que qualquer coisa era pra ligar pra ela.
Sentei ao lado dele novamente e acabei pegando em um sono.
Acordei no meio da madrugada, o Victor estava da mesma forma.Me levantei e peguei na mão dele.
- Sabe, você é o homem que eu sempre sonhei. Deus me enviou um anjo pra mim, não um homem.Ele sabia que eu gostava que eu queria encontrar uma pessoa que me fizesse sorrir sempre, que fosse companheiro comigo, que ficássemos juntos e ele viu que você tinha tudo isso e me mandou.
A sua avó me pediu uma coisa que estou cumprindo, mas ela não sabia que eu seria capaz de salvar a sua vida também.
Depois de dizer tudo isso, o Victor me deu um leve aperto na mão.
Olhei pra mão dele e o vi fazendo o gesto.
Abri um sorriso e comecei a chorar.
- Victor, se você estiver me ouvindo, aperte a minha mão novamente.
E novamente ele apertou a minha mão levemente.
Abri um sorriso em meio as lágrimas, apertei o botão para chamar a enfermeira.
- O que aconteceu com o paciente ? - Disse ela.
- Olha só. Victor, meu amor, a enfermeira está aqui pra te ver, pra ver que você está se recuperando, aperte a minha mão novamente pra ela ver.
E ele fez novamente o gesto.
(...)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Capítulo 37 - Sogra Quase Vai Também

Eu gritava pra todo mundo chamar uma ambulância, mas estava demorando muito e o Victor ali no chão gemendo  de dor.
- Calma Victor, a ambulância já está vindo.
- Letícia - dizendo com dificuldade - fique bem perto de mim.
- Ta bom.
E a ambulância não chegava, vendo o meu desespero, gentil-mente cedeu o seu carro para levar ele.
Fui no banco de trás com o Victor no colo.
Chegando lá, o homem me ajudou com o Victor e ele já foi direto pra emergência, ele havia perdido muito sangue. Resolvi ligar para dona Marisa e avisar o que estava acontecendo.
Ela quase passou mal em saber da notícia, mas fazer o que? Ela era mãe do Victor, uma hora o outra ela saberia disso.
Eu andava pelo corredor todo em busca de notícias, até que dona Marisa chega.
- E meu filho, cadê o meu filho ?
- Calma, ele já foi internado, foi receber sangue pelo fato dele ter perdido muito.
- Que bom, mas e o bandido, prenderam ?
- Eu vi uns caras correndo atrás dele, não sei se pegaram, mas que o bandido é me familiar isto é.
Passaram vários minutos até o médico chegar.
- Vocês são parentes do paciente Victor ?
- Sim, somos a namorada e a mãe dele.
- Então, o quadro do Victor é um pouco grave, pelo fato dele ter perdido muito sangue, mas se tivessem demorado um pouco mais, ele não iria aguentar. Agora, depois de se recuperar, ele vai passar por uma cirurgia para a retirada da bala.
- Obrigada doutor. - Disse a sogra.
- Posso ir vê-lo? - Eu disse.
- Claro, uma de cada vez por favor.
Eu fui a primeira a entrar, quando eu entrei no quarto e vi o Victor "encubado", meu mundo caiu, comecei a chorar vendo ele assim.
Ele estava sedado, já havia recebido a transfusão de sangue.
Fiquei ali, vendo ele dormir sentada ao lado dele na cama.
(...)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítulo 36 - Desespero

O Victor já ficou sério olhando pra ele.
- Victor, esquece o Ernani.
Ele não havia esquecido.
Resolvemos ir na casa da minha mãe pra contar a novidade e depois iríamos na praia.
Chegando lá, estava só ela na casa, meu padrasto estava trabalhando. Almoçamos lá.
Na verdade, o Victor queria pedir a permissão do meu padrasto, para que eu pudesse me casar, mas como ele não era o meu pai verdadeiro, ele resolveu pedir pra minha mãe.
No meio do almoço ele diz:
- Dona Creuza, a senhora já deve ter sabido muito de mim através da Letícia e a senhora também sabe que eu amo ela muito mesmo - pegando na minha mão - ela é a mulher mais especial que Deus já me deu na vida e espero viver com ela até o meu ultimo suspiro.
Pra senhora pode até ser muito cedo, mas eu quero casar com a sua filha, me permite ?
Ouvindo tudo aquilo que ele disse, acabei emocionada. Minha mãe ficava sempre feliz toda vez que eu falava dele pra ela.
- Você o ama Letícia - Disse minha mãe.
- Ele é o homem mais especial que eu tenho, minha vida depende dele. O amo muito.
- Que vocês dois sejam felizes.
O Victor só faltava sair pela casa pulando de tanta felicidade.
- Obrigado.
Foi só isso que ele disse e me beijou também .
Depois do almoço, o Victor parecia que queria demonstrar que ele servia para "dono de casa". Ele fez questão de lavar a louça do almoço.
- Ele é sempre assim ? - disse minha mãe.
- Ah, só quando ele não está bem da cabeça kkk.
Nós duas estávamos no sofá vendo TV.
Depois disso, ficamos mais um pouco lá e fomos embora pra praia.
Voltamos para a casa dele  e fomos de carro pra lá.
Chegando lá, o Victor estaciona o carro.
Quando estávamos saindo, um homem, usando capuz apontou a arma para o Victor.
Saí correndo para salvar o Victor.
- Fica parada aí ou ele morre.
- Quem disse que você manda em mim.
Saí e fiquei na frente do Victor como escudo.
- Pode me matar, mas deixa ele em paz.
O Bandido puxou o gatilho, ele tomou distância e deu o primeiro tiro.
Me pegou de raspão no braço, caí no chão.
No que eu estava caida, só escutei outro tiro e vi o Victor caindo no chão ao meu lado com a mão na cintura.
O Bandido fugiu, ele era muito familiar para mim.
Me arrastei até o Victor e fiquei em cima dele pedindo ajuda ao mesmo tempo.
(...)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Capítulo 35 - Ciúmes ?

Olhei para o Victor sorrindo,parecendo a mulher do coringa, disse que eu aceitava o seu pedido.
Nos abraçamos fortemente e demos vários beijos, a maioria quentes.
Era só um pedido mesmo, não tinha aliança nem nada; também né, estávamos usando a aliança de namoro a  mais de dois meses, era um pouco cedo nisso.
Depois de me trocar, o Victor já veio com o meu celular.
- Pra que isso? - Eu disse.
- Uai, se num vai contar pra Mayara sobre a novidade ? Rsrs.
O Victor tinha razão, qualquer novidade que acontecesse comigo, eu já iria correndo contar pra ela. Peguei o celular e liguei para ela.
- Onde a senhorita está, em Dona Letícia ?
- Ué, como você sabe que não estou em casa?
- Por que eu liguei lá e ninguém atendeu,e fui ligar pro seu celular e estava desligado, o que a Senhora fez ontem a noite em safadinha ?
- Safadinha eu? rsrs, é pra rir né Mayara. Então, eu estou na casa do Victor.
- Ah, depois disso a safada sou eu né ? Ta bom então. kk Está bem mana ?
- Ah, mana, acabou de ficar tudo lindo. - Aí eu sorri.
- Ah, pode me contar.
- Ele acabou de me pedir em casamento.
A Mayara deu um berro no telefone que até o Victor, que estava deitado na cama me olhando escutou.
- Velho, que lindo. Parabéns mana.
- Rsrs, obrigada.
Conversamos mais um pouco até acabar o assunto e desligar o telefone, o Victor estava tão feliz comigo, que me carregou pela casa inteira no colo. Tomamos café, e resolvemos sair pra passear pela cidade, fomos a pé mesmo. No meio do caminho, eu encontro um "ex-namorado" meu, o Ernani. Eu e o Victor estávamos andando de mãos dadas quando ele me viu, e veio logo para conversar comigo.
Ele gostava um pouco de mim ainda, quando ele me viu com o Victor, fez uma cara de louco, parecia que queria quebrar as coisas.
- Oi Letícia.
- Oi Ernani, -disse abraçando ele - tudo bem ?
- Tudo e você ? Quem é o cara aí ?
- Tudo lindo Ernani, esse é o Victor, meu namorado e agora, futuro esposo.
Ele cumprimentou o Victor.
- Ah, vão se casar ? Felicidades !
- Sim, acabou de me pedir em casamento.
- Que sejam felizes.
Aí ele me abraçou e abraçou o Victor e disse no ouvido dele:
- Fica bem esperto viu cara, é só um aviso.
Eu escutei.
- Tchau pra vocês.
E foi embora olhando pra nós dois.
(...)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 34 - Casamento

No outro dia, logo de manhã eu acordo. Vejo que o Victor não estava deitado na cama, virei do outro lado, e vi ele sentado na poltrona com uma rosa na mão.
- Bom Dia meu anjo.
- Bom Dia amor.
- Dormiu bem ?
- Ao seu lado sempre durmo bem.
Aí ele me entregou a rosa. Ele deitou na cama novamente, me acolheu nos seus braços e ficamos conversando por um bom tempinho.
- Você usou camisinha ontem ?
- Acho que não.
- Vai lá no carro então e pega a minha bolsa, peguei anti-concepcional , vai que ...
O Victor era muito prevenido, não que ele não queira ser pai, mas ele se preocupava com ele e comigo também. Quando eu fiquei grávida, não é que ele não tinha usado a camisinha, é que havia estourado ela e eu havia esquecido de tomar o remédio. Loira sabe com o que é né ?
Ele trouxe a minha bolsa e uma água para mim, e disse que iria no banheiro.
Tomei o remédio, e esperei ele voltar.
No que ele voltou, ele já foi logo me dando uma camisa sua pra eu me vestir. Obviamente ficou um vestido para mim,mas eu resolvi tudo colocando a faixa da fantasia amarrado na cintura. A parte de baixo, eu peguei o shorts da fantasia e fui para o banheiro me trocar e quando eu entro lá, eu vejo a seguinte frase no espelho:
"Quer casar comigo?"
No que eu entrei e vi a frase, o Victor ficou por trás de mim sorrindo. A escrita estava feia do meu batom.
- Aqui está, desculpa por mexer na sua bolsa - Falou ele mostrando o batom pra mim e colocando ele sobre a pia.
- Victor, - disse sorrindo - é lindo isso.
- Então, você aceita ?
(...)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Capítulo 33 - Noite Quente

No outro dia fui trabalhar, apesar de serem poucas fotos, foi um pouco cansativo.
Depois fui almoçar em casa e esperei o Victor ligar para mim pra gente ir comprar as nossas fantasias.
Era quase duas e quinze quando o Victor chegou na minha casa, eu já estava pronta, peguei a minha bolsa e fui para o carro dele. Ele me esperava para fora, encostado no carro.
- Oi minha princesa - me pegando pela cintura.
- Oi meu princeso, ops, professor de portuga vai dar uns cascudos em mim por ter falado errado.
- Vou mesmo, é príncipe que se fala, média zero pra você.
- Puxa, repeti de ano. rsrs
Demos beijos sorri-dentes.
Entramos no carro e fomos para o shopping.Chegando lá, ficamos passeando um pouco, até chegar na loja de fantasias.
A vendedora já veio nos informando sobre as fantasias que tinha por lá; tinha Mulher Maravilha, Mulher Gato, Elektra,Homem Aranha, Zorro, Batiam,Demolidor ....
Fui com a cara da Mulher Gato e da Elektra, o Victor já de cara escolheu o Demolidor.
Perguntei do que o Victor achava, e ele disse que eu iria ficar gostosa do mesmo jeito.
Escolhi a da Elektra, roupa toda preta,tinha vermelha, mas a do Victor já era da mesma cor, então não queria ficar muito igual; e vinha com a faixa no cabelo.
O Victor era um pouco "encorpado", a fantasia caía bem nele.
- Olha, até em personagens vocês combinam - Disse a vendedora. - Nas histórias em quadrinhos, os dois são um casal.
Agradecemos pelo elogio da vendedora, e compramos as fantasias.E o resto do dia passamos no shopping, a balada começaria as nove, e eu e o Victor voltamos para casa. Ele ficou na minha, pra dizer a verdade.
Voltamos a para casa era quase noite. Mandei o Victor se trocar primeiro, por que os homens não tem pressa em esperar as mulheres, enquanto ele trocava eu assistia a TV. Depois de algum tempo, o Victor voltava, olhei para ele como uma cara de " Meu Deus, que lindo".
- Nossa, nunca esperava ter um Demolidor em minha vida. Olha, minha mãe tem razão, tirei a sorte grande.
Me pegando de jeito, o Victor diz:
- Ah é ? Quero ver a minha Elektra depois.
Demos um beijo e fui trocar de roupa.
Quando voltei, o Victor só precisava de um babador do jeito que ele me olhava.
- Pai amado, que mulher é essa?
- Gostou ?
- Se pergunta ainda ?
E me pegou de jeito novamente, trocamos vários beijos. O clima estava esquentando, quando eu paro de beija-lo e digo que era pra ele se controlar na balada.
O Victor tinha cara de Santo, mas era Santo nenhum.Rsrs
Fomos pra balada. Chegando lá, tinha uma fila esperando pra abrir, enquanto a gente ia pro final da fila, todo mundo olhava pra gente.
O Victor sabia que eu não gostava que as pessoas olhavam direto pra mim, então, ele me pediu pra mim ter paciência.
Entramos na balada, tinha cada pessoa com cada fantasia que nem prefiro comentar.
Nós dois ficamos curtindo a balada, era beijo pra lá, beijo pra cá, e o Victor pegava bebidas pra gente.
Resolvemos sair de lá, por que tinha várias mulheres olhando pro Victor, e eu também passava por aquilo com os homens. Era quase meia-noite, eu tinha passado um pouquinho da conta, nós dois fomos pra casa dele, ele estaciona o carro e resolvemos sentar na calçada pra conversar mais.
O Victor tirou parte da máscara, e eu deitei na calçada; ele me via com outros olhos depois que deitei, na minha roupa tinha um zíper na frente e o Victor safadão que era, começou a puxar para abrir, eu segurei na mão dele.
- Agora não.
Ele apenas riu.
- Você sempre foi safado assim?
- Com você eu posso ser até pior.
E me beijou.
Entramos na casa dele, e fomos direto para o quarto.
Começamos a nos amassar, e tiramos a roupa.
Aquela noite foi a noite mais quente que já tivemos.
(...)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Capítulo 32 - Sobrinho Feliz

Depois de colocar a comida e trocar a água da Flor, vi o Victor voltando com o seu violão. E ele começou a cantar uma música, era tão linda que eu me lembro de cor. Era assim :

Era como se estivesse pra começar
Um novo amor
Eu, do lado errado, sem saber
Que, em vão, tudo acabou
Como posso agora te culpar?
Fui eu quem quis te encontrar
Me joguei no escuro sem pensar
Errei, deixei-me levar

Agora mesmo, a chorar
Eu tenho que encontrar
Um jeito de fazer você me amar

Eu simplesmente não sei mais
Gostar de alguém sem ser você
Você roubou a minha paz
Vem cá, meu bem
Vem cá dizer

Quem poderá me devolver 

No que eu ouvia, eu percebi  que ele estava cantando essa música diretamente pra mim; fui até a direção dele e sentei ao lado dele pra continuar ouvindo ele cantar.Nunca tinha ouvido ele cantar, era uma voz doce, calma, gostosa de ouvir.Não era atoa que o irmão cantava também, mas o Victor cantava por brincadeira mesmo.
Depois de cantar eu digo:
- Nossa, que música linda.
- A música é minha
- Meu Deus, que música linda Victor.
No que a gente conversava sobre a música, o Antonio estava nos espiando pela porta, pra ver se ia acontecer algo entre a gente.
- Aproveitando o momento, gostaria de pedir desculpas pelo que eu fiz com você. Eu fui um bobo achando que aquilo que aconteceu com você foi culpa minha, eu errei ...
Antes que ele terminasse de falar, eu coloquei meu dedo nos lábios dele para ele parar de falar.
- Não precisa pedir desculpas. Se você precisava fazer isso, você fez bem pra ti e se tudo aquilo que aconteceu comigo era pra acontecer, aconteceu e graças a Deus eu estou aqui, então não fique se culpando por coisas "bizarras" e vamos esquecer esse passado ! 
Depois de falar, nós ficamos nos olhando por um bom tempo, até nós dois se aproximarmos um do outro e nos beijar. O Antonio vendo a cena, fica todo feliz e deixa a gente curtir o nosso momento, até que uma hora ele não aguenta e sai correndo gritando feliz:
- A Tia e o Tio voltaram, a tia e o tio voltaram ...
Eu e o Victor caímos na gargalhada, e o Antonio falando aquilo dando voltas na gente. O Victor se levanta e diz:
- Olha, fiquei sabendo que amanhã tem uma balada lá no centro, é balada a fantasia, quer ir ? 
- Olha, querer eu quero, mas não tenho fantasia.
- Eu também não, se quiser, a gente pode sair pra comprar uma juntas.
- Ah, está bom então ! 
- Queria ficar mais tempo, mas tenho que levar o Antonio pra casa como prometido e outra, tenho que arrumar as coisas da criançada da escola, sabe como professor é né ? rsrs.
- Rsrs, sei sim, pode ficar tranqüilo.
Demos um beijo de despedida, dei tchau pro Antonio e voltei pra dentro da casa. Na hora eu pensei em ligar pra Mayara e contar que eu e o Victor tínhamos voltado ao namoro.
Ela ficou super feliz e ficou feliz também, pelo Victor ter errado comigo.
Disse pra ela que nós dois iríamos curtir uma balada a fantasia amanhã e ela mandou nós dois termos juízos. - coisa dela mesmo.
(...) 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Capítulo 31 - Pedido de Volta do Sobrinho

Depois de ler a carta, olhei para o Victor, que ainda estava com os óculos escuros, com os olhos cheios d'água. Depois de ler, o Victor se levanta, tentando disfarçar a tristeza, ele fica meio de costa para mim, olho para a carta e pergunto com quem ficava, ele disse que poderia ficar comigo.
Nisso, a Mayara chega procurando por ele, dizendo que teria uma oração de despedida só pra familia.Ele agradeceu por avisar e foi pra lá; a Mayara me viu chorando e sentou ao meu lado perguntando o que tinha acontecido, lhe entreguei a carta e pedi que ela lesse para entender.
Depois que ela leu, ela apenas me abraçou e ficamos ali até a hora de sair o enterro.Depois da oração, fomos todo mundo nos despedir dela. Eu esperei todo mundo ir e falar o seu último adeus pra ela. Depois que quase todo mundo falou, eu fui pra perto do caixão, coloquei minha mão em cima do dela e disse com dificuldade por causa do choro:
- A Senhora sempre foi boa pra mim, fico muito feliz que você tenha gostado de mim.O pedido que você fez pra mim no sonho e na carta pode ter certeza que eu vou cumprir, dou a minha palavra nisso. - No que eu falei o Victor veio por trás de mim, ficando ao meu lado e colocando a mão dele por cima da minha. Olhei pra ele. - Apesar de nós termos dado um tempo entre nós dois, pro Victor esfriar a cabeça um pouco, eu pretendo voltar com ele sim. Agradeço por tudo que você fez pra mim e obrigada por me chamar de neta.
Depois foi a vez do Victor.
- Nunca vou esquecer do tempo que a senhora me contava histórias, me pegava no colo, deixava o almoço meu e do Leo pronto dentro do forno quando a gente chegava de escola. Mesmo antes de ter nascido, pode ter certeza que  eu já a amava. Você não morreu, você está viva dentro do meu coração. Eu dei um tempo no meu namoro, por que eu pensava que as coisas de mal que acontecia com a Letícia era por minha culpa, mas eu errei.Prometo também cuidar dela como ela cuidar de mim. Te Amo.
Saímos de perto do caixão, ele iria ser fechado.
Os netos e sobrinhos carregaram o caixão, chegando a quadra, todos jogaram as flores para ela, joguei a minha e saí de perto, pois não gostava muito de ver eles fechando a cova.
Saímos de lá, eu e a Mayara, e cumprimentamos o Leo e a Tatianna, para nos despedir deles e logo veio o Victor atrás. Também o cumprimentei. Dei Tchau a todos, e depois voltei para casa.
Cheguei lá por volta das quatro e meia, troquei a roupa e coloquei uma normal mesmo. Depois deito no sofá pra ver um pouco de TV pra distrair.
Depois de alguns minutos toca a campainha, quando eu abro a porta era o Victor com o Antonio no colo. O Antonio já veio me abraçando e dizendo que estava com saudades minhas, era pra estar por que depois que eu e o Victor demos um tempo, não falei mais com ele. Com ele no colo convidei o Victor pra entrar e pra sentar no sofá; o Antonio não saia do meu lado e ficava olhando toda hora pra nós dois.
- Você não é mais minha tia ? - Perguntou ele.
Olhei pro Victor e disse:
- Claro que sou sua tia Antonio, seu e do Matheus também.
- Mas então, por que você e o Tio Victor não estão mais juntos ?
- Ai Antonio, é difícil de explicar.
- Eu queria que vocês ficassem juntos - Disse abaixando a cabeça e com uma voz muito triste.
Olhei para o Victor e falei pro Antonio:
- A tia vai fazer um lanche pra você, você quer ?
- Quero sim tia, obrigado.
- Você pode ligar TV pra ele assistir algum desenho.
Fiz o lanche e dei para ele comer.
- Agora a tia vai cuidar da Flor ok ? É fica aí com ele ta bom ?
Fui lá cuidar da Flor, chamei ela e ela veio correndo pra cima de mim, quase derrubando a ração que estava na bacia dela.
(...)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Capítulo 30 - A Despedida


Certamente eu precisava dizer aquilo pro Victor, no sonho avó dele me pedia e muito pra mim cuidar dele por ela. 
Quando falei aquilo, o Victor simplesmente agradeceu por eu ter dito aquilo e pediu licença para sair.Fiquei ali sozinha pensativa no acontecido. 
No que eu pensava, lembrei no dia que eu havia conhecido ela pela primeira vez, dizendo que o Victor falava sempre bem de mim pra ela e que estava feliz por fazer ele feliz. Comecei a chorar.
Secando as lágrimas, a Paula entrou na sala e o Victor ficou na porta, ela disse que iria fechar o consultório e que o enterro seria no mesmo dia, por que ela morreu de madrugada e que se eu quisesse eu poderia ir.
O enterro seria as quatro da tarde, depois que saí do consultório passei em uma floricultura pra comprar algumas flores para ela. Voltei para casa e liguei para a Mayara contando o que havia acontecido e ela resolveu ir também ao enterro dar seus sentimentos ao Victor.
Cheguei lá, estava quase lotado o velório, pois a familia dele era grande, fui junto com a Mayara, encontramos o Victor e fomos dar os nossos sentimentos a ele. Na hora que fiquei sabendo, nem tive cabeça de fazer isso por que não acreditava; chegando perto dele, o Victor parecia um pouco abatido, usava óculos escuros pra disfarçar a tristeza, chegamos perto dele e a Mayara foi a primeira a cumprimentar e depois eu. 
- Meus sentimentos, desculpa por não ter dado aquela hora, fiquei muito triste com o caso.
- Que isso, não tem que se desculpar. Obrigado.
O abraço que ele me deu, parecia um abraço de "eu preciso de ajuda" "me acolhe" parecia um abraço de desespero, ele havia me abraçado forte.
Trocamos olhares.
Depois disso, fui cumprimentar seus familiares. Quando o irmão do Victor chama eu e ele e nos entrega uma carta, o Leonardo disse:
- Encontramos esta carta aqui debaixo do travesseiro dela, é pra vocês dois.
Olhei para o Victor e peguei a carta e fomos para um lugar mais "reservado" pra gente. Sentamos em um banquinho, o Victor ao meu lado e comecei a tirar a carta do envelope. A carta dizia:

"Meus netos, fico muito feliz que estejam juntos. Vê-los assim me deixa muito feliz, dois apaixonados, duas crianças, um casal e que se Deus permitir Marido e Mulher.
Gostaria de agradecer a Letícia por estar fazendo o meu neto muito feliz. Já ouvia da voz do Victor seu nome, que no significado é alegria, isso já estava na cara do Victor. Com você ele é a pessoa mais feliz que eu já tinha visto em toda minha vida, você coloca sorrisos nele a cada segundo do dia. Sempre que puder, cuide dele por mim, por eu estar nessa idade, eu não teria mais condições de pegar ele no colo e cantar canções para ele dormir.
Victor, ela é a mulher ideal pra você, eu sinto isso. De todas as mulheres que eu já vi que estiveram com você, nenhuma delas fez muito feliz você como a Letícia faz. Cuide dela sempre que puder.
Quero ver vocês dois juntos até ficarem velhinhos, cheios de netos e bisnetos.
Cuidem um do outro.
Beijos da vovó."

(...)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Capítulo 29 - Luto

Acabei dormindo no sofá naquele dia, desliguei a TV quando acordei, me levantei e no que eu me levando olho para o lado e vejo minha foto com o Victor em cima da escrivaninha. A foto era uma daquelas que eu e  ele havia tirado fazendo careta, comecei a rir sozinha; veio as lembranças dos melhores momentos que eu tinha vivido com ele, o nosso primeiro beijo no restaurante, acabei chorando novamente.
Resolvi tomar um banho pra aliviar a cabeça; depois tomei café e fui para o trabalho e depois disso tinha a minha consulta com a irmã do Victor, começamos o tratamento até que uma hora ela me pergunta sobre o nosso namoro.Expliquei tudo o que havia acontecido e ela disse que ele agiu feito tonto em relação a isso e que concordava comigo que se era pra acontecer aconteceu, ela falou que iria conversar sobre isso com ele depois.
Voltei para casa após isso, e quando chego no portão de casa vejo a Mayara esperando no portão. Convidei ela pra entrar e começamos a conversar até que ela toca no ponto do meu namoro com o Victor, expliquei a história tudo de novo, ela só faltava ir na casa dele dar um soco na cara dele para falar que ele era um idiota.Bom, não era pra tanto também né ? Eu também achava que o Victor agiu errado, mas não a chegar o ponto de chamar ele de idiota e tonto.
Passaram-se os dias, eu ainda continuava o meu tratamento com a Paula, até que um dia o Victor aparece lá na clínica. Ele entra na sala e me vê lá, no mesmo tempo que ele falava com a Paula, ele também queria falar comigo, mas eu notei no rosto dele que ele estava chorando muito.
- Paula, a nossa avó morreu.
Quando eu ouvi aquilo, eu não acreditei. Uma senhora muito alegre, cheio de vida e morrer assim de uma hora pra outra ? Ela tinha sofrido um infarto.
Vi a Paula chorando nos braços do Victor e eu sem acreditar ainda no acontecido, a Paula saiu da sala secando as lágrimas e deixou nós dois lá.
O Victor ficou em pé perto da porta, tentando disfarçar a tristeza. Até que uma hora eu tive a coragem de falar:
- Eu sonhei com sua avó hoje. - No que eu disse ele olhou pra mim - Ela me pediu que eu cuidasse de você.
(...)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Capítulo 28 - O Fim ?


Dias se passaram após o ocorrido, nesse tempo eu havia passado no médico para ver o se não estava com alguma doença pelo fato de eu ter estado naquele galpão. Nesses dias também, o Victor andava muito estranho comigo, o amor que a gente sentia um pelo o outro não era o mesmo.Parecia que não havia mais clima entre agente, algumas vezes ele evitava os meus beijos, não era normal dele aquilo.
Eu estava fazendo tratamento com a irmã dele, a Paula era psicóloga, pra ver se passava aquele trauma que eu tinha acontecido em minha vida. No meio da consulta o meu telefone toca, pedi licença pra Paula para atender, era o Victor que estava me ligando.
- Alô, Victor.
- Letícia, não estou podendo falar agora, estou no intervalo na sala dos professores e já já volto a dar a aula. Só queria dizer que hoje vou na sua casa a noite de falar uma coisa.
- Está bem meu amor, beijos.
- Beijos.
Falei pra Paula que era o irmão dela e voltamos ao meu tratamento. Voltei para casa, já era quase a noite, arrumei um pouco da bagunça que tinha lá, dei comida pra Flor e brinquei com ela um pouco. Entrei dentro de casa, sentei no sofá e nisso a campainha já toca, obviamente eu pensei no Victor, mas achei estranho ele tocar a campainha sendo que ele tinha a chave da minha casa.
Abri a porta e era ele, me cumprimentou com um beijo na testa e sentou no sofá, sentei na frente dele e já foi direto ao ponto.
-Então, o que eu vim falar aqui pra você é muito sério. Sabe, estou querendo dar um tempo entre a gente.
Não acreditei que ele estava fazendo aquilo, ele teria outra ? aconteceu algo pra ele largar de mim ?
- Como assim Victor ?
- Olha, eu estou precisando por a cabeça no lugar.
- Mas por que o motivo?
- É que esse tempo que a gente está juntos, só aconteceu coisas ruins com você, e pra mim o motivo de acontecer isso tudo com você sou eu.
- Mas Victor isso não tem nada haver, se era pra acontecer aconteceu.
- Pode até ser, mas pra mim não é isso. Pra mim eu sou o motivo de ter acontecido aquelas coisas ruins com você .
E já foi se levantando e eu agarrei o braço dele, eu falava com ele e nada de me ouvir, a ultima coisa que ele fez mesmo foi beijar a minha testa e chorando ao mesmo tempo.

Foi a primeira vez que eu vi ele chorar.
Saiu e antes de entrar no carro, olhou pra trás e foi embora.
Fiquei ali, deitada no sofá maior, chorando. Pra me distrair, liguei a TV.
(...)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Capítulo 27 - O Reencontro

Comecei a passar a mão na barriga e chorar ao mesmo tempo, eu tinha me tornado mãe por um dia só. Isso doeu muito em mim, perder meu primeiro filho e do Victor. Quero ver como que eu vou contar a ele isso tudo,ele também seria pai pela primeira vez, apesar de ter passado várias mulheres em sua vida, ele nunca quis ser o pai do filho de alguma delas. Uma vez ele me disse que ele queria que eu fosse a mãe dos filhos dele, por que eu era muito especial pra ele, de todas as mulheres que ele já teve, eu era a especial dele.
Amanheceu,já era o terceiro dia que eu estava lá, finalmente eu iria sair daquele local, só não sabia se era viva ou morta.
Um dos bandidos entrou no "quarto" e foi me pegando pelos braços e dizendo:
- Hoje você sai daqui, espero que seu namoradinho tenha cumprido o que pedimos a ele. - Ele disse falando bem perto do meu rosto, quase me beijando.
Saímos de lá, e fomos para o galpão, nisso o outro bandido estava falando com o Victor no telefone para combinar o local da entrega do dinheiro.Ele pega o celular, coloca no meu ouvido e simplesmente só deu tempo de falar o nome dele, por que eles queriam mostrar pro Victor que eu estava realmente viva.
O que estava me segurando, percebeu o sangramento em minhas roupas e logo disse para o outro que eu havia perdido a criança, um deles me joga uma roupa pra eu me vestir para que o Victor não me veja toda ensangüentada.
Eles me amarraram na cadeira, e me deixaram por lá até anoitecer, pois a  noite eles iriam pegar o dinheiro com o Victor.
Depois da ligação, o Victor pega a sacola de dinheiro que ele havia conseguido e colocou dentro do carro e ligou pra Mayara pedindo pra ela dizer pra minha família que era para eles estarem preparados quando ele me pegasse depois.
No mesmo dia que eu havia sido seqüestrada, o Victor havia já ligado pra polícia, e disseram que estariam investigando e que era pra ele passar todas as informações possíveis .
O encontro pra levar o dinheiro era exatamente no galpão.
Anoiteceu, havia chegado o grande momento, os bandidos me pegaram e me levaram para fora do galpão, e   ficamos esperando o Victor por lá.
Sem saber, a polícia já estava cercando o local, e depois de dez minutos esperando o Victor chega com o seu carro. Sem saber também, minha mãe e meu pai, era meu padrasto, mas eu considerava ele como um pai pra mim, estavam a caminho do local no carro da Mayara.
O Victor foi se aproximando e um dos bandidos foi pegar o dinheiro, enquanto o outro me segurava com toda força.
- Tome, aqui está o dinheiro. - Falou o Victor.
- Olha, não é que o rapaz cumpriu mesmo ? Olha, só vou dizer uma coisa, você tirou uma sorte grande viu, por que a mulher que você tem, Deus pai, é mó gostosa.
Ah, pra que ele disse aquilo, o Victor já foi seguindo com um soco no rosto do bandido, aí eu dei um jeito de dar um soco naquele lugar do outro bandido e saí correndo, enquanto os dois brigavam trocando socos um com o outro. Depois disso, vários policiais saíram de traz do galpão apontando a arma para os bandidos, foi prisão na hora.
No que eu estava correndo, dei de cara com o carro da Mayara, ela parou o carro e veio correndo em minha direção, e os meus pais atrás.
- Letícia, você está bem ? - Disse ela me abraçando.
- Estou bem sim graças a Deus.
Depois avistei os meus pais e abracei os dois, e pedi pra Mayara voltar ao local por que o Victor não havia saído de lá.Chegando lá, avistei o Victor e saí correndo de dentro do carro, gritando o nome dele. Ele se virou e veio correndo em minha direção. Nós nos abraçamos bem forte, comecei a chorar de saudade dele, damos vários selinhos até nós beijarmos completamente.
- Você está bem ? - Dizendo fazendo carinhos no meu rosto.
- Estou sim, graças a Deus.
- E a criança ?
Ele havia tocando em um ponto muito fraco meu, o abracei bem forte e depois olhei bem fundo nos seus olhos e disse:
- Eu perdia criança.
Ele me abraçou mais forte ainda, acabei chorando por aquele momento. O Victor se segurou pra não chorar, mas eu via em seus olhos um ar de tristeza.
Depois, vejo meus pais e a Mayara vindo em nossa direção, peguei na mão do Victor e fomos ao encontro deles.
- Victor, minha mãe e meu pai.
Ele os cumprimentou e meu pai disse que ele era um homem de muita coragem.
Para acabar com o clima tenso, minha mãe disse que eu havia tirado a sorte grande.
Voltei aos braços do Victor e comecei a chorar.
- Que foi minha linda ? - Perguntou o Victor.
Olhei para os meus pais e disse:
- Não queria que fosse assim que vocês conhecessem o Victor.
Meus pais ficaram tristes e o Victor me consolando. Voltamos para casa, eu fui no carro do Victor com os meus pais e a Mayara seguiu no carro dela.
(...)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Capítulo 26 - Menos Uma Pessoa No Mundo

Saí daquele lugar horrível, lá fora era um lugar cheio de mato. No que eu procurava uma saída, eu vejo de longe um dos bandidos combinando algo com um homem que me parecia muito familiar, fiquei pensando muito nele até perceber quem era. O Homem era o mesmo que havia conversado com o Victor na praia antes de me pegarem, ele fazia parte do bando também.
Eles ficaram conversando lá por muito tempo, e eu esperando que eles saíssem de lá pra mim fugir, até que um deles me avista; eu estava atrás de umas caixas, e sem querer eu havia chutado uma das caixas.
Os dois vieram em minha direção, e eu corri tentando fugir deles, mas não consigo, um deles pegou o meu braço e disse:
- Você vai se arrepender de ter feito isso.
Pelo braço, me levaram para o "quarto" onde eu estava me jogaram com violência lá. Um deles chamou o outro que faltava, aí os dois começaram a me bater, me dar vários socos e chutes, o que sabia da gravidez minha começou a chutar a minha barriga, eu gritava pra pararem mas era a mesma coisa de não falar nada !
Fiquei toda machucada, boca sangrando, pernas doendo, braços e principalmente a barriga, obviamente eu estava preocupada com a criança, acho que eu deveria estar com dois meses de gravidez.
Os três saíram e eu fiquei ali, gemendo de dor quase a tarde toda e um pedaço da noite,até que uma hora eu havia sentido um sangramento em mim, como eu estava grávida, obviamente eu não teria menstruação. Até que eu me dei conta que eu havia perdido a criança.
(...)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Capítulo 25 - A Gravidez

O Victor saiu correndo até o carro e foi direto pra casa da Mayara, pra ela avisar pra minha família que estava acontecendo comigo, por que eu não havia apresentado o Victor pra eles, então um cara chegar lá falando de mim, seria um pouco estranho.
A Mayara ficou pê da vida ouvindo o que havia acontecido e logo pegou o seu carro e foi falar com os meus familiares.
No galpão onde eu estava era um lugar meio frio, e cheio de teias de aranha
Como eu estava de biquíni, todos ficavam olhando pra mim e cada vez que faziam carinhos em meu rosto, eu virava a cara, e foi assim até anoitecer. Nesse tempo que escurecia o tempo, o Victor ligava pros bandidos pra ver o que eles queriam e pra saber se eu estava bem. Eles me levaram para um "quarto" e me jogarem lá, vieram com umas roupas pra mim vestir e um lençol pra mim cobrir. Passei a noite pensando nos meu familiares, amigo e no Victor; não conseguia dormir direito passei quase a noite toda em claro preocupada com eles, até que peguei no sono.
Amanheceu, eles vieram me acordando já dando chutes na porta e abrindo com tudo ela, já se passava das nove e meia da manhã, me trouxeram comida e ficaram me olhando comer. Até que uma hora eu comecei a olhar pra comida e sentir nojo dela, estava enjoada e não queria mais, e os capangas insistindo pra mim comer. Não aguentei, soltei tudo que estava dentro de mim; o chefe do grupo ficou me olhando e disse:
- Vou ligar pro seu namorado..... Alô, papai, sua mulher tem algo pra te falar.
 Ele me deu o telefone e disse baixinho que era pra falar sobre que havia acontecido.
- Alô Victor, meu amor ... - demorei um pouco pra soltar esta frase - você vai ser pai.
No que o Victor iria falar, o bandido pegou o celular de minha mão e desligou e já foi dizendo:
- A gente vai sair e fica quieta aqui, se não você já sabe.
Fecharam a porta e logo já procurei uma maneira de sair dali, mas antes, fiquei pensando no meu filho com o Victor, realmente aquilo que estava sentido, se mãe, era muito especial.
Havia achado uma pequena porta, dava pra mim passar, mas tinha que ser uma minhoca naquela hora pra passar ali, fui tentando, e tentando até que eu consegui sair de lá .
(...)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Capítulo 24 - Raptada

Depois do café, o Victor iria me levar na praia, no banco eu estava meio inquieta, não falava muito com ele.
- Você está bem ?
- Estou, só um pouco estranha entre nós dois.
- Como assim?
- Ah, sei lá, tenho medo que algo separe a gente.
O Victor deu a seta pra parar e logo veio me abraçando. Olhando nos meus olhos e fazendo carinhos no meu rosto foi dizendo:
- Nada e nem ninguém vai separar nós dois, ta bom ? Pode ficar tranqüila que eu vou estar sempre ao seu lado !
- Me abraça.
Nós nos abraçamos e me deu um beijo de confiança em mim.
Chegamos a praia, ele já quis me levar para o mar, deixamos nossas coisas e seguimos para lá.
Nós ficamos nadando até nós dois ficamos frente a frente um com o outro.
- Será que dessa vez vai ter onda pra atrapalhar ? - Disse ele todo sorrindo.
- Bom, vamos fazer isso antes que aconteça novamente.
Ele foi se aproximando calmamente de mim até tocar os meus lábios, sim, estava sentindo o que eu queria sentir. Aquele clima entre nós dois, eu gostava tanto.
Não foi só aquele momento que aconteceu, foram vários outros assim. Era como antes e a partir daí o Victor percebeu que eu gostava muito.
Voltamos para o nosso lugar e acabamos se beijando, eu deitada na areia e o Victor por cima de mim. Depois disso ele resolveu pegar uma água de coco pra gente, e no meio do caminho, eu vi que ele parou pra  conversar com um homem, parecia que estava pedindo alguma informação.
Me levantei para secar o meu cabelo, quando dois homens chegaram por trás de mim e foram falando:
- Não se mecha, se gritar vai ser pior.
E um deles levantou uma camiseta que estava vestindo e mostrou uma arma.
Um deles pegou as minhas coisas e o outro me pegou pelo braço e me levou para um carro e me levaram para um lugar abandonado.
Me amarraram em uma cadeira e ficaram ali me vigiando.
Depois, o Victor volta para o local onde nós estávamos e não me encontrou por lá, ele pegou o seu celular e ligou para o meu. Quando o telefone toca, um dos bandidos pega.
- Ai, como o amor não é lindo ? O maridinho está ligando pra ela todo preocupado. Alô!
- Alô, quem fala ? - Disse o Victor todo confuso.
- Olha não é da sua conta quem eu sou, se você quer a sua mulher viva vai ter que ter dinheiro aí no meio.
- A Letícia ? Vocês seqüestraram ela?
- Sim, isso mesmo. Se você quer ela viva, tem que pagar 10 mil reais pra gente, você tem até 3 dias pra mandar o dinheiro pra gente.
- Ta ok, mas como vou mandar?
- Depois eu te falo.
- Posso falar com ela ?
Ele me deu o celular.
- Victor ?
- Oi amor, olha fica calma que vai dar tudo certo.
- Victor por favor, faz tudo que eles mandarem.
- Você ouviu sua mulher, faz tudo que a gente mandar ou você vai ver ela lá em cima quando morrer.
Desligou na cara dele.
(...)

domingo, 25 de novembro de 2012

Capítulo 23 - Insegura

Depois da nossa noite de amor, dormimos abraçados um ao outro. No meio da noite eu tenho um sonho muito lindo, eu acordo e fico relembrando de todos os detalhes do sonho e acabo chorando. O Victor acaba acordando por isso.
- Que aconteceu minha linda ? Teve um pesadelo ? - Todo preocupado.
- Não, não foi pesadelo, foi um sonho e fiquei triste por ter acordado e não estar sonhando mais. - Eu disse secando as lágrimas.
- Mas se foi um sonho, então por que está chorando ?
- É por que foi muito lindo e queria que acontecesse comigo.
- Pode me contar como foi ?
- É que eu e você ficávamos trocando olhares um com o outro, quando a gente se tocava rolava um clima entre a gente. Nós não éramos namorados, até que um momento eu sonhei que estava caindo e você me segurava pelo braço para não cair ao chão e no que você me pegava a gente ficava próximos um ao outro, sentindo a nossa respiração até nos beijarmos.
Não que eu não teria vivido momentos assim com você, mas foi tão lindo.
O Victor ficou um pouco sentido a isso; depois de contar, ele me abraçou.
Eu estava insegura após o sonho, comecei a beijar o Victor até o clima esquentar e a gente fez sexo novamente.
Amanheceu, o Victor já estava acordado me esperando.
- Está melhor?
- Sim, estou.
Mas eu ainda estava "confusa" com o sonho, eu já estava namorando o Victor, por que eu chorar de felicidade por um sonho que eu tive com ele ?
Estávamos tomando café até que o Victor pega na minha mão e diz:
- Vou te fazer uma surpresa hoje.
(...)

sábado, 24 de novembro de 2012

Capítulo 22 - Com Aliança e Tudo

Eu e o Victor ficávamos nadando, até que ele disse que iria pegar uma bebida pra gente.
Eu saí da piscina e fiquei deitada na beira esperando o Victor chegar. Depois de alguns minutos, ele veio, deixou os dois copos no chão e deitou por cima de mim.
- Quem é a pessoa mais lida desse universo ? - Disse ele.
- Ah, não sei, deve ser você né ? 
- Errou, é você minha pequena.
Nós dois começamos a nos beijar, nos empolgamos tanto que acabamos nos amassando até que o irmão do Victor grita:
- Ô Victor, dá pra você diminuir um pouco o clima ai ? Tem criança aqui sabe ! 
Ele começou a rir, me pegou pela cintura e me jogou junto a ele na piscina novamente. Ficamos ali por alguns minutos até que a Dona Marisa foi chamar nós dois para o almoço
- Venham vocês dois.- Disse ela.
- Estou fazendo muita bagunça aqui não estou? - Eu falei.
- Que isso, não está não. Ver vocês dois "brincando" feito duas crianças é uma alegria pra mim.Nunca havia visto o Victor tão feliz em toda a minha vida. Obrigada por deixar o meu filho assim.
- Ah Dona Marisa, fico muito feliz.
- Vamos por que se não vai esfriar.
Nós dois saímos da piscina, o Victor me abraçando pela cintura. Trocamos de roupa e sentamos a mesa. Era comida mineira. Todos ali eram mineiros, não era atoa que me falavam sempre que os mineiros eram sempre simpáticos e lindos ! 
Todos nós estavam comendo até que o Victor diz:
- Já volto. - Me dando um selinho.
Depois de alguns minutos ele voltou e já foi se ajoelhando e dizendo:
- Eu sei que já faz um bom tempo que a gente namora, muitos não sabem disso, mas quero mostrar a todos que nós dois somos muito felizes por estarmos juntos - ele foi mostrando uma caixinha e ao mesmo tempo foi abrindo - então, você quer assumir pra todo mundo o nosso amor ?
Era uma aliança de namoro, fiquei super feliz com tudo aquilo.
Ele se levantou, colocou a aliança no meu dedo e eu na dele, depois nos abraçamos e damos uns selinhos pra não levar uma bronca do irmão dele novamente, rsrs.
E passamos a tarde toda lá, já era a noite, eu e o Victor resolvemos ir embora, já passava das 22:45hs. Ele me levou para casa, ele se sentou no sofá e eu no colo dele.
- Está feliz ?- perguntou ele.
- Mais feliz com o que eu já sou com você ? Infinitas vezes sim.
Eu me levantei e o levei para o meu quarto, no corredor a caminho da porta, começamos a nos amassar, até entrar no quarto, tirar as roupas e fazer o que vocês já sabem,rsrs.
(...)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Capítulo 21 - Já é da Família

Quando ele falou o meu nome pra todos, fiquei mais nervosa ainda.
- Oi pra todos, rsrs.
Ai, o Victor me puxou para o braço e me levou até a avó dele, era uma senhora muito alegre, vivia sempre sorrindo.
- Oi, tudo bem com a senhora? - Disse eu a cumprimentando.
- Tudo bem sim, minha filha. Finalmente eu te conheci, o meu neto sempre falava bem de ti.
- Bem ou mal ? rsrs.
- Sempre bem. - Falando e dando uma gargalhada gostosa.
Depois o Victor me apresentou para a cunhada e o irmão dele.
- Oi, tudo bem? Prazer, Tatianna - Disse ela.
- Tudo sim, o prazer é meu.
- Oi, tudo bem? Prazer, Leonardo.
- Todo bem sim, prazer é meu.
Aí, eu olhei para baixo e vi os dois sobrinhos do Victor, eu agachei e o Victor também.
- Oi menino lindo, tudo bem ? - Falei pro Matheus, o sobrinho mais velho.
- Oi.
- Me dá um beijo? Por que você é muito lindo.
Aí ele me deu um beijo na bochecha. Depois o mais novo veio ao lado do Victor e já foi falando:
- O tio, essa que é a minha tia ?
Olhei pro Victor e ele pra mim, quis chorar de tão fofo que ele foi .
- É sim Antonio, dá um abraço nela.
Ele me abraçou e disse:
- Posso te chamar de tia ?
- Claro que sim.
Me deu um beijo no rosto e foi no colo da Tatianna.
Nós dois nos levantamos e ele me apresentou para a irmã dele.
- Nossa que moça linda, tudo bem com você? - Eu disse.
- Rsrs, que isso, tudo bem sim. Prazer, Paula.
Depois conheci os pais do Victor, ele era a cara do Pai.
- Oi, tudo bem com o Senhor ?
- Tudo bem, mas não me chame de senhor, me chame de você. Prazer, Ronald.
- Tudo bem, cara de um e focinho do outro né ? Rsrs.
- Rsrs, pra você ver.
Depois a mãe.
- Oi, tudo bem com a senhora bom, posso te chamar de senhora ? Rsrs?
- Não, de você ! rsrs, tudo bem sim, me chamo Marisa.
Havia conhecido todo mundo que estava lá, todo simpáticos, simples e colocavam sorrisos na gente toda hora, não era atoa que o Victor era brincalhão.
Me convidaram pra sentar em um rancho da chácara e ficamos conversando sobre o meu namoro com o Victor, como se a gente se conheceu, o primeiro beijo nosso....
Até que o Antonio veio com uma florzinha pra mim e deu pra mim dizendo:
- Tó tia.
- Muito obrigada viu.- Depois, dei um beijo nele.
De cara peguei amizade com a Paula e a Tatianna. O Leonardo era cantor e até brinquei com ele e o Victor de fazer uma dupla sertaneja, todos caíram na risada com os nomes que a gente dizia, mas não dava certo, o Victor era professor de português e gostava de tocar e de compor por gostar mesmo, então não daria muito certo. A mãe do Victor deixou nós a vontade e foi preparar o almoço.
O Victor havia me pedido pra eu pegar o meu biquíni pois lá tinha uma piscina ele me mandou eu trocar e ele foi lá também.
Saí primeiro que ele e fiquei esperando ele lá na piscina. Que nada ele estava escondido de mim, até que ele veio por trás de mim me pegou no colo e pulou junto comigo pra dentro da piscina.
Os familiares dele ficaram vendo a situação, eu e o Victor ficamos nos beijando depois da situação, acabamos rindo e os familiares dele sorrindo pra gente.
(...)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Capítulo 20 - Se Apresentando


Sim, nós dormimos. A Mayara e o Leonardo estavam vindo, quando ela interrompe os passos ele, só pra ficar olhando nós dois dormindo ali, aí ela comentou baixinho: 
- Mor, nunca vi a Letícia tão feliz. O Victor é realmente o cara que ela sempre precisou, ele está fazendo ela muito feliz, mesmo sem assumir o namoro, eu já percebia algo entre os dois.
E assim, ela ficou observando a gente. Depois de alguns minutos, nós dois acordamos ao mesmo tempo, encontramos a Mayara e o Leonardo e voltamos para casa.


Meses se passaram, eu e o Victor estávamos fazendo cinco meses de namoro e nove meses que a gente se conhecia, eu estava em minha casa, quando o Victor me manda uma mensagem no celular dizendo:
" Hoje a gente faz cinco meses de namoro, quer ir conhecer os meus familiares hoje ? "
O Victor era muito "quieto" nas questões familiares, ele não gostava de falar muito sobre isso, mas ele sempre dizia sobre mim pra eles.
" Claro que sim amor " , respondendo a mensagem.
Era, 9:45 da manhã e o Victor veio me pegar, ele me levou em uma chácara, onde todo mundo que estava lá queria me conhecer. Chegamos lá, estavam todo mundo me esperando, avó, tia, tio, sobrinhos, irmãos, pai, mãe ... Poxa, parecia que eu já era especial por lá.
Descemos do carro e o Victor e eu viemos andando em direção a eles, o Victor me abraçando. Comecei a ficar nervosa, pois nunca havia passado por tudo aquilo.
Todos estavam vendo a gente e ele estavam reunidos para a minha chegada, aí eu e o Victor paramos na frente de todo mundo e ele foi dizendo:
- Pessoal, está é a Letícia.
(...)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Capítulo 19 - As Crianças

E nós chegamos lá na fazenda, na verdade era uma hortense, mas tinha vários outros animais também por lá.
Nós quatro descemos do carro e de mãos dadas.
Visitamos alguns animais e logo fomos para o rancho onde ficava os cavalos. Tinha cada cavalo lindo por lá, me encantei com todos.
Logo os meninos já queriam andar, primeiro foram ele, eu e a Mayara ficamos vendo os dois.
Pareciam duas crianças brincando com o outro, até que os dois "cansaram" e vieram em nossa direção, o Victor ficou me olhando, aí eu disse brincando:
- Que foi, nunca viu não ? rsrs.
- Uma mulher linda como você não.
Olhei para a Mayara toda envergonhada, não sabia onde enfiar a cara.
Até que os meninos deram os cavalos pra gente, e nós duas fomos andar, a gente ficava postando corrida, kkk, não tínhamos o que fazer. Até que nós cansamos, e fomos em direção dos meninos, a Mayara e o Leonardo foram guardar os cavalos, eu e o Victor ficamos ali e sentamos debaixo de uma árvore, nós deitamos ali, eu nos braços dele e eu fazendo carinho neles.
Nós ficamos conversando, até que nós pegamos no sono.
(...)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Capítulo 18 - Ficaram Felizes também

Eu e o Victor corríamos pela praia, ele me agarrando pela cintura e me "jogando" no mar.
Nós nadávamos e nós afundávamos nas ondas, até que a gente cansou e se jogamos na areia, o Victor em cima de mim, tentando retomar o seu fôlego.
A Mayara e o Leonardo estavam chegando perto de nós, mas a gente não tinha avistado eles, até que a Mayara gritou:
- As crianças cansaram de brincar na água ?
Olhamos para ela e caímos na gargalhada, nos levantamos e fomos cumprimentá-los.
Eu e o Victor ficamos de mãos dadas e a Mayara reparando nesse "detalhe".
- E essas mãos dadas aí ? - A Mayara sempre curiosa .
- Então mana, essa é a novidade, eu e o Victor estamos namorando. - Eu disse sorrindo para ele.
Ela quis dar um pulo em meu colo, sei lá, só faltava ela soltar fogos de artifício de tanta felicidade, ela veio me abraçando feliz e o Leonardo também, mas ele se soltou mais com o Victor.
- Victor, posso conversar com a Letícia um pouco, a sós ?
- Claro Mayara, pode ir sim.
Aí o Victor já veio me beijando, me virei pra ir junto com ela, ele me pega pelo braço e me dá vários selinhos.
- Já estou com saudades. - Gritou ele.
- Só você ? - Eu gritei de volta.
Eu e a Mayara sentamos debaixo de umas árvores e ela já foi logo falando:
- Mana me conta tudo, e que história é essa de dormir na casa do Victor em safadinha ?
- Rsrs, eu safadinha ? é pra rir né mana ? Então, a gente é namorados depois que a gente foi embora da sua festa de casamento, ele me levou pra casa dele e me pediu em namoro lá ...
Fui contando a história inteira pra ela, até o fato de chegar na noite que tivemos juntos.
- Mana, nunca te vi tão feliz em toda a minha vida.
- E eu nunca fui feliz em toda minha vida, meu primeiro namorado praticamente e já quero ele pra minha vida toda !
- Primeiro namorado ? mas e o Ernani ?
- Ah mana, o Ernani nem foi namorado, a gente ficou junto só por dois meses e meio, então não conta muito.
- Mas com o Victor você está a um dia como namorada dele.
- Isso eu sei, mas o Victor é diferente, sinto que ele é especial para mim. De todos os homens que já fiquei, o Victor é muito diferente de todos.
E nós duas ficamos ali conversando, até que os meninos chegaram e o Leonardo já foi dizendo:
- Você e o Victor não querem andar a cavalo em uma fazenda que a gente vai visitar hoje ?
- Mas eu e a Letícia já andamos ontem ....
Dei um salto e já fui tampando a boca dele pra ele não entrar em certos detalhes e disse pra eles que a gente aceitava.
O Victor riu um pouco da situação, mas eu fiquei um pouco séria, ele havia percebido e logo já foi me pedindo desculpas.
A Mayara e o Leonardo foram no carro deles e eu e o Victor no nosso, e nós fomos seguindo os dois.
(...)

domingo, 18 de novembro de 2012

Capítulo 17 - Todo Mundo Feliz

O dia havia surgido, acordei e me dei conta que estava nos braços do Victor.
Eu pensei que ele estava dormindo, mas não.
- Bom Dia minha linda pequena.
- Bom Dia meu lindo.
Eu envolvida nos braços dele, me sentia nas nuvens, me sentia protegida, era como se os melhores momentos de minha vida, estava ali, junto a ele.
Deitei no peito dele e fiquei fazendo carinhos ao mesmo tempo.
- Está feliz ?
- Se eu estou feliz ? não, estou realizada !
O Victor apenas sorriu e me abraçou forte.
- Quero passar o dia inteiro com você novamente. - Victor disse.
- E eu quero passar a minha vida inteira com você. - Eu falei com todos os sorrisos do mundo.
Aí ele me beijou. Ganhar um beijo lindo de quem você ama, seu dia não tem como ficar melhor.
Nisso o meu telefone toca, como estava em cima da cômoda, foi só estender a mão.
- Alô.
- Bom dia mana.
- Bom dia Mayara, tudo bem ?
- Tudo bem sim e você como está ?
- Ain mana, está tudo maravilhoso.
- Ah, aí tem coisa, pode me contar, hehe. Está na sua casa ? - Parecia que ela já sabia de tudo.
- Não, estou na casa do Victor.
- Essas horas ? Que se ta fazendo aí ?
- Ah mana, depois eu te conto, por telefone não dá, vamos na praia hoje? Aí eu te conto tudo.
No que eu disse, olhei para o Victor e ele disse que "Sim" com a cabeça.
- Ok que horas ?
- 9:30, 10:00 está bom ?
- Está ótimo, vou levar o Leonardo junto.
- Isso mana, leva ele mesmo, beijos viu !
- Beijos Leh.
Eu e o Victor tomamos café, e pegamos nossas coisas pra ir para a praia, ficamos curtindo um pouco o sol, até que ele resolveu "brincar" comigo na beira do mar.
Eu e ele parecia duas crianças.
(...)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Capítulo 16 - A Primeira Noite

O Dia amanheceu, acordei e vi o Victor envolvido nos meus braços, era tão lindo dormindo, mas aí ele se virou para o outro lado e continuou dormindo.
Já era 8:15 da manhã, me levantei, fui ao banheiro lavar a minha cara e depois fui a cozinha preparar o café. Deixei o Victor dormindo um pouco, por que ele dormia de um jeito tão gostoso, que dava até dó de acorda-lo.
Tentei arrumar a mesa do café do jeito que eu queria, pois eu deixava a mesa toda linda quando eu estava feliz, como eu amanheci ótima, resolvi fazer uma mesa "farta".
Já era 8:30, estava coando o café, quando  o Victor veio por trás de mim me abraçando e dizendo Bom Dia pra mim no meu ouvido. Abri um sorriso na hora.
- Bom Dia - Disse eu virando pra ele.
Me dando um "selinho de bom dia", ele sorria o tempo todo pra mim e mesmo com sono, ele continuava lindo.
- Pode começar a se servir, estou terminando de fazer o café.
Ele se sentou a mesa e gentil-mente ele me esperou para sentar a mesa. Nós ficamos tomando o café, até que eu perguntei a ele o que nós iríamos fazer o dia inteiro, mas ele disse que era uma surpresa.
Depois do café, fui trocar de roupa. O Victor ficou me esperando e depois fomos até a casa dele pra ele poder trocar de roupa e a partir dali, meu dia seria o melhor dia do mundo pra mim.
O Victor me levou ao parque aonde nós se conhecemos e fiamos ali quase a manhã toda, nós dois deitados na grama, eu nos braços dele. Aquilo parecia um sonho pra mim. Ficamos ali até a hora do almoço, o Victor me levou a um restaurante e depois fomos ao Shopping, ficamos andando pelas lojas e resolvemos pegar um cinema. Assistimos "Madagascar 3", eu e o Victor nos divertimos muito com aquele filme.
Depois do filme, tomamos sorvete; eu e ele parecia duas crianças brincando.
Aquele dia tinha sido um dos melhores da minha vida, depois disso, o Victor e eu voltamos para a casa dele.
Entramos na sala, nos beijando e até que ele me joga no sofá e continuamos a nos beijar. Depois, brincalhão  como ele era, começou a fazer cócegas em mim, até chorei e fiquei com dor de barriga de tanto rir.
Ele me levou pra conhecer a sua casa, era linda, ajeitada o possível. Até que ele me levou para o seu quarto, ele me mostrou alguns prêmios que havia ganhado como músico e compositor, a maioria era de 1º lugar.
Até que uma hora ele me pegou de jeito, me agarrando pela cintura.
- Posso te fazer mais feliz esta noite?
- Hoje eu já sou a mulher mais feliz do mundo, me fazendo feliz hoje a noite, vai ser o melhor dia da minha vida.
Ele me beijou calmamente, fazendo um clima entre nós dois.
Começamos a tirar as nossas roupas ali. Ficamos com nossas roupas íntimas e deitamos na cama. Tiramos o resto do que faltava, Victor fazendo carinhos em mim ao mesmo tempo, e começamos a fazer amor.
(...)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Capítulo 15 - Oficialmente Namorados

Quando chegamos em casa, estava um pouco frio, o Victor percebeu que eu estava com frio e tirou o seu paletó e colocou por cima dos meus ombros.
Eu recusava por que eu não queria vê-lo passando frio por mim, mas por ele insistir tanto, acabei aceitando, nós sentamos no sofá e eu com o buquê na mão. Nós ficávamos comentando sobre o casamento da Mayara, aí fui pegar a minha câmera pra mostrar como foi o "making of" do casamento pra ele, e ele achou muito lindo as fotos que eu havia tirado e que eu fotografava muito bem, aí ele pede permissão pra ele tirar uma foto de nós dois, e digo que sim. Ele pega a câmera e tira uma foto nossa, uma não, várias fotos nossas, aí ele foi me mostrando, até que uma delas ele estava fazendo careta, ri muito com aquela foto.
Ele me viu rindo e disse:
- Seu sorriso é o mais lindo que já vi.
Aí eu sorrio toda envergonhada.
- E sorrindo envergonhada é mais linda ainda.
Fiquei sem reação na hora, ele fazia carinhos no meu rosto, passava seus dedos nos meu lábios e eu ali, parecia que estava no céu, me sentia calma, parecia um anjo tocando o meu rosto.
Ele foi se aproximando de mim, e me beijou, calmamente me beijou. Parecia que estava com mel em minha boca, o beijo dele era macio, suave ...
Depois do beijo, ele se levantou, pegou o buquê da minha mão, se ajoelhou na minha frente e disse:
- Quer namorar comigo ?
Eu já o conhecia fazia quase quatro meses, e nesses dias, eu estava sentindo algo por ele, o Victor me tratava de um jeito especial, nenhum homem que havia passado em minha vida, fez tudo que o que ele havia feito pra mim, tão carinhoso, generoso, mais romântico e ter dedicado uma música pra mim, ele era diferente.
- Sim
Me dando o buquê, ele me pegou pela cintura, e foi encostando o meu corpo no dele, me beijou novamente.
- Amanhã, quero que seja especial, quer passar o dia inteiro comigo ?
- Claro que eu quero Victor.
Me deu um selinho e disse:
- Bom meu amor, vou indo pra casa, amanhã a gente se vê. - me dando um beijo na testa.
- Por que você não dorme aqui hoje? Tenho roupas do meu padrasto aqui, eu te empresto algumas, ele nem vai perceber que você usou.
- Não vou te incomodar ?
- Claro que não Victor.
E subi com ele para o meu quarto, dei algumas roupas do meu padrasto pra ele vestir, ficou um pouco grandinhas, mas caiu bem nele. Troquei a minha roupa, e ficamos deitados na cama. Estava envolvidas nos braços dele, parecia que vivia um conto de fadas, e dormimos assim, um sentindo o corpo do outro.
(...)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Capítulo 14 - Mais Um Casamento

O Dia do casamento havia chegado, a Mayara passou o dia no salão, ficando mais linda para o Leonardo. Eu fiquei lá, fazendo o meu trabalho, fotografando os bastidores, pois como eu era a madrinha, meu colega de profissão me ajudaria na hora do casamento.
Depois da Mayara ficar pronta, fui para casa, e me arrumei para o casório. Depois de ficar pronta, liguei para o Victor vir me buscar, por que ele tinha feito a questão disso.
Chegamos lá, a Igreja estava linda de mais, eu e o Victor fomos cumprimentar o Leo que já estava lá, coitado estava todo nervoso e ficamos no ao lado do altar esperando. Anunciaram que o casamento iria começar, a Mayara estava linda quando entrou, os olhos do Leo começaram a se encher de lágrimas e eu acabei emocionada também.
Via os dois ali juntos no altar e comentava com o Victor. Na hora do Sim dos dois, me emocionei mais. Quando acabou, ajudei a Mayara com o vestido para descer, e os padrinhos foram saindo atrás deles e todo mundo foi direto para a festa.
Era um salão todo enfeitado e lindo, várias mesas e os enfeites maravilhosos.
Na hora da valsa dos noivos, antes de acontecer, tocou a música "Duas Metades", nisso que começou a tocar, o Victor disse:
- Toda vez que ouço esta música eu lembro de você e tudo que eu queria dizer hoje pra ti, a música vai dizer por mim.
Quando eu ouvia a música, eu estava de rosto colado junto com ele, sentia sua pele, o calor do corpo e também sentia que o meu coração batia no mesmo ritmo que o dele.
Depois que tocou a música inteira, olhei para o Victor com cara surpresa e ele disse:
- Eu Te Amo.
E me beijou. Um beijo suave, macio, parecia que eu sentia todos os sabores gostosos em minha boca.
Depois do beijo, eu só abracei ele e voltamos para a mesa.
O Leo anunciou que era para todas as mulheres irem para o meio do salão, pois a Mayara iria jogar o buquê .
Eu fiquei ali sentada.
- Você não vai ?
- Ah Victor, nunca tive sorte com essas coisas.
- Quem sabe não é hoje ?
Apenas sorri, me levantei e foi pro meio das mulheres lá. A Mayara ficou fazendo o "joga, não joga" até que ela jogou e foi parar bem nas minhas mãos.
Quando a Mayara me viu, saiu logo correndo em minha direção e veio me abraçando e dizendo no meu ouvido:
- Mana, é o sinal que é você e o Victor.
- Mana, estou começando a perceber que o destino quer nos unir, ele falou que está gostando de mim.
A Mayara quis dar um grito na hora de tanta felicidade; voltei a mesa, sentei ao lado do Victor.
- É o seu dia hoje.
- É eu também acho e aproveitando o momento, queria dizer que estou começando a gostar de você.
Ele não disse nada, apenas me deu um beijo de alegria.
A festa estava chegando ao fim, quando eu e o Victor resolvemos ir embora. Victor me levou pra casa e o convidei para entrar.
( ... )

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Capítulo 13 - Padrinhos de Casamento

O Dia amanheceu, acordei  primeiro que o Victor, fui ao banheiro, lavei a cara e fiquei ali parada na porta.
Decidi ligar para o serviço de quarto para trazer café da manhã pra mim e pro Victor, por que não estava com muita cabeça pra sair pelo navio.
Sento na cama, ao lado do Victor e o meu celular toca.
- Oi mana, bom dia.
- Oi Mayara, bom dia. - Falei com uma voz de sono ainda.
- Nossa, te acordei né ?
- Não mana, acabei de acordar.
- Que bom, e aí como está indo a viajem ?
- Ah mana, não começou bem não.
Contei a história toda do que havia acontecido ontem a noite, ela ficou assustada e preocupada comigo e com o Victor.
- Letícia, que isso ? Vocês estão bem né ?
- Graças a Deus eu estou, só o Victor que se machucou quando um dos homens bateu nele, bem ao lado da sobrancelha, mas graças a Deus não foi o pior.
- Deus estava protegendo vocês.
- Estava mesmo, mas quero esquecer um pouco isso, mas e aí como está o seu namoro com o Leonardo, a Flor ?
- A Flor está ótima, melhor do que nunca e eu e o Leo terminamos o namoro.
- Mayara de Deus, o que aconteceu pra vocês terminarem ?
- Ah mana, é que ele me pediu em casamento e vamos nos casar em breve.
Queria gritar naquela hora, mas não podia rsrs.
- SÉRIO ? Parabéns mana.
- Obrigada, eu já conversei com o Leo e falei pra ele que queria ver você e o Victor como padrinhos do casamento.
- Ah mana, que linda você. Por mim eu aceito, mas tem que ver a parte dele agora.
- Tudo bem, depois me liga ou manda SMS. Beijos, se cuidem.
- Mando sim. Beijos.
Nisso o Victor estava acordando, ele acordou com uma cara de dor,por causa do machucado.
- Ai, bom dia.
- Bom Dia, já vi que não melhorou.
- Bom, dói um pouco.
Ele se levantou, me deu um beijo na testa e foi ao banheiro, nisso o café da manhã havia chegado.
Tomamos o café e falei pro Victor que a Mayara iria se casar e que estava convidando a gente como padrinhos.
- Nossa, que ótimo, os dois combinam bem, por mim eu aceito.
Pronto, estava feito, mandei SMS pra Mayara na hora.
Os dias se passaram e a viagem havia acabado e nós voltamos para casa, alguns dias depois era o casamento.
(...)

domingo, 11 de novembro de 2012

Capítulo 12 - Um Super Herói

Além de olharem para nós, ficavam comentando da gente também.
- Victor, você não acha estranho isso ?
- Acho mesmo, tão achando que a gente é famoso.
Não ligamos e sentamos na mesa. Quase perto de nós tinha três caras olhando direto para mim, eu olhava toda hora pra ver se eles pararam mas não mudava os olhares. Comentei com o Victor e ele disse:
- É que ele estão vendo a mulher mais linda do cruzeiro.
Aquilo não me animou muito, fiquei preocupada em que eles iriam fazer, poderiam estar planejando algo ou sei lá o que passava na cabeça deles naquela hora.
Tempo depois anunciaram que haveriam uma balada, que já estava na programação, e eu e o Victor fomos dançar e aqueles caras continuavam a olhar para mim. Fiquei ao lado do Victor o tempo todo. A balada foi logo que acabou, o Victor mandou eu sentar na mesa, por que ele iria pegar uma bebida pra gente.
No que ele foi, os três caras estavam vindo em minha direção, olhei para os lados pra ver se tinha uma saída, mas não tinha. Os três foram chegando do meu lado, um deles sentou no lugar o Victor.
- Oi princesa - Disse passando a mão em mim.
- Oi, mas por favor, tire essa mão de mim.
Os outros dois ficam me olhando com uma cara de desejo em me ter.
O que estava na mesa, começou a passar a mão nas minhas coxas, quando eu fui gritar, ele tampou a minha boca e um dos homens mostrou uma arma para mim. Fiquei assustada e pensando em uma solução em de sair dali.
Nisso o Victor estava chegando e disse:
- Boa noite parceiros, posso saber o que está acontecendo ?
Nisso, o homem apontou a cabeça pro Victor e eu levantei rapidamente tentando impedir, mas o outro homem me segurou.
Tudo mundo parou pra ver a cena, e ninguém pode fazer nada também.
Pra salvar a vida do Victor, eu fiz uma proposta:
- Olha, se vocês deixarem o Victor vivo, eu durmo com vocês. - No que eu falei, eu dei uma piscada pro Victor.
Um deles me soltou, me virei pra ele e comecei a beija-lo, eu aproveitei e dei uma joelhada nas partes baixas dele, o Victor bateu no cara que estava com a arma, a arma caiu da mão dele e se foi para o mar.
E os outros dois começaram a brigar com o Victor, nisso, peguei uma garrafa e dei na cabeça de um deles.
Os seguranças do navio vieram separando a briga, o Victor havia um corte perto da sobrancelha, corri para os braços do Victor e ficamos ali. O dono do navio perguntou se nós estávamos bem, e chamou a guarda costeira para lá, os três homens foram levados de barco para outro local.
A festa continuou normalmente e eu e o Victor fomos para o quarto, chamei o serviço do navio para trazer uns curativos. Comecei  cuidar do Victor, ele reclamava de dor toda vez que eu passava uma pomada.
Depois pedi pra ele deitar pra descansar e me deitei ao lado dele.
- Devia ter matado aquele filho da ....... mãe .
- Victor, para de pensar besteira, o que importa é que você está vivo.
Não falou mais nada, ele deitou sobre os meus braços e acabou dormindo.
Fiquei vendo ele daquela maneira, e pensando " Ele salvou a minha vida ".
Acabei dormindo também.
(...)

Capítulo 11 - O Dia da Viagem

Os dias se passaram, eu e o Victor só ficávamos conversando por sms e por telefone, pois eu havia voltado ao meu trabalho. Graças a Deus a Flor, saiu do estado de perigo dela e voltou a brincar no quintal de casa toda feliz.
O Dia da viagem havia chegado,tive que deixar a Flor nas responsabilidades da Mayara, pois uma gostava da outra, então ficaria tudo bem. Eu e o Victor combinamos de nos encontrar lá no porto para embarcar no navio.Chegamos lá pegamos o nosso quarto, sim, a gente iria dormir juntos. Colocamos a nossas malas no canto e o Capitão do navio passou em todos os quartos que haveria um baile de gala na noite em comemoração do primeiro dia da viagem.
A Viagem era no Brasil mesmo, iria passar pela região Sul toda. Era seis dias de viagem, e não sabia o que aconteceria comigo, estava começando a gostar do Victor, mas como saber se ele está gostando de mim ? A Mayara insisti em dizer que ele está gostando de mim, mas não sei .....
Já ficamos duas vezes, mas ficar é uma coisa e gostar de uma pessoa é outra.
Quando embarcamos no navio, já era quase a noite e o baile era as 8:30h e quando olhamos no relógio já era 7:45h aí eu disse:
- Victor vai você se arrumar, tomar banho ou outra coisa primeiro por que você já conhece o jeito da mulher né ? quando tem festa demora um pouquinho rsrs.
- Rrsrs, ta bom então, vou tomar banho.
Ele foi pro banho, e eu fui escolher o meu vestido para por. Depois de alguns minutos ele sai do banho, só com a parte de baixo tampada pela toalha.
- Pode ir agora .
Olhei para ele e vendo aquilo, me senti um pouco envergonhada !
Peguei a minha roupa de banho e fui para o banheiro .
Demorei um pouco a mais que ele, e sai do banheiro e me deparei com o Victor pensativo e com o violão dele no colo.
- Terminei - ele disse.
Sentei ao lado dele.
- Fez uma composição ?
- Sim, pra você.
- Sério? Pra mim ?
- Sim, quer ouvi-la ?
- Claro, por favor
Aí ele começou:

Através de uma Flor
Eu conheci você
Minha tristeza e dor
Se acalmou quando eu te vi ....

A composição era linda, como era pra mim aquilo ? eu merecia isso ?
- Nossa Victor, muito obrigada, é maravilhosa.
- É pra você, por tudo que você me proporcionou até agora.
- Mas o que eu te proporcionei ?
- O seu encanto, sua delicadeza, tudo o que há em você é lindo.
Ele disse fazendo carinhos do meu rosto, e foi se aproximando de mim para me beijar, mas aí toca a campainha do quarto.
Era o serviço de quarto, trazendo a programação do baile.
O Victor parecia que queria dar um soco na cara do moço na hora, depois de pegar ele disse:
- Vou me arrumar, por que já está quase na hora.
Ele foi se arrumar, e eu fiquei ali pensando na letra da música, ele tinha feio ela praticamente com o que a gente havia vivido juntos.
Ele já saiu, de roupa social e com um blazer por cima.
Estava lindo e muito perfumado.
- Pode ir, vou colocar o sapato agora.
Fui me trocar, demorei, logicamente, e saí, quando eu saí o Victor estava olhando para a janela do navio o mar. Ele se virou, e me viu.
Os olhos dele brilharam quando me viu.
Já estava quase na hora de ir, saímos do quarto e fomos para o salão principal.
Quando chegamos lá, quase todas as pessoas começaram a olhar para nós.
(...)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Capítulo 10 - Quase Dois Corpos Ficam Juntos

O Victor ficou ali por vários minutos me consolando e dizendo palavras lindas pra eu me sentir melhor, mas ele viu que eu melhorei um pouco.
- Por que você não toma um banho? Aí sai esse " peso de dor " de você.
Olhei pra ele com uma cara de "obrigada pela dica" e disse secando as minhas lágrimas:
- Olha, então eu vou lá, fique a vontade viu.
E fui para o banheiro tomar o banho. Demorei um pouco pelo fato de ter acontecido com a Flor, fiquei muito pensativa, mas aquilo melhorou muito o meu humor, parecia que tinha lavado a minha alma mesmo. Coloquei a roupa e fui ver o Victor, quando estava saindo do banheiro e fui virar para entrar no corredor, eu dei de cara com o Victor e nós ficamos ali olhando um para  o outro, quase com o rosto "colado" um perto do outro.
- É, eu ia dizer pra você que eu estava indo embora, e que deixei o número do meu celular em cima da escrivaninha pra você me dar notícias da Flor.
- Tudo bem, eu ligo pra você sim.
Depois dessa pequena conversa, a gente continuou se olhando ainda, quando ele foi se aproximando de mim e me beijou. O beijo parecia uma cena de novela, tinha sintonia entre nós dois. Ficamos ali nos beijando, até o Victor me encostar na parede e nós ficamos nos amassando, até que eu escuto uma voz dizendo:
- Ah seus danados, rsrsrs ...
Nós paramos de nos beijar e olhamos para o lado, quem era? A Mayara. Nessa hora eu quis dar uma "voadora" na cara dela, pois eu estava sentindo que o meu sentimento de amor estava surgindo, sim, eu estava começado a gostar realmente do Victor e ela chega assim do nada ? Eu estava realmente gostando dele, depois que ele estava me ajudando no meu "sofrimento" pelo que estava passando.
- Bom, a Mayara pode ficar aí com você, vou indo embora, se cuida.
E me deu um beijo de despedida e cumprimentou a Mayara e foi embora.
- Ah danada, vocês iam fazer ...... né ? :P
- Mayara, foi só aquilo que você viu.
- Ah, sei ..... rsrsrs.
Falei para a Mayara da Flor e ela ficou realmente triste. Disse do fato do Victor estar "cuidando" de mim nessas horas e ela já ficou com uma cara de "ele está tão na sua".
E ela resolveu dormir na minha casa, ela ficou na sala e fui pro meu quarto dormir.
(...)

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